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terça-feira, setembro 09, 2014

“Vinhos baratos” não farão mais parte do menu dos mais de 400 hotéis Sheraton no mundo

BOSTON - Segundo Hoyt Harper II, um dos líderes da marca e VP sênior de Brand Management da Starwood, os hóspedes mais frequentes do hotel solicitaram mudança nas operações da bebida: eles preferem pagar mais para ter vinhos “premium”.

“Não só o Sheraton, mas também a maioria de seus concorrentes diretos, fazem a escolha com o critério do preço, mas o feedback dos hóspedes mais regulares do Sheraton mostra que eles estão mais interessados em bons vinhos, mesmo que pague em média US$ 4 a mais por taça”, explica. “Isso mostra dedicação, e o hóspede sente isso, até porque a bebida está quase sempre presente em momentos de socialização de executivos, e é importante na maneira como se dão os negócios.”

A estratégia, então, foi fazer uma parceria para usar os critérios de seleção da Wine Expectator Magazine, revista norte-americana especializada no assunto. De acordo com Harper, a nova parceira é muito criteriosa, e os 8% de seus vinhos que são realmente bem avaliados já estão fazendo parte de um grande número de unidades. Para Sheratons de cada região diferente, um tipo de vinho é indicado.

A bebida ocupa um espaço de 30% entre as mais vendidas nas unidades da marca. Portanto, para Harper, essa “foi uma escolha vitoriosa”. “Os clientes estão amando, principalmente pelo fato de não terem de pedir uma garrafa, assim experimentam taças de diferentes tipos”, aponta. “Gastronomia é um fator de extrema importância quando se trata de Sheraton. Os hóspedes, na maioria de perfil corporativo, são exigentes e querem ter boas experiências”, completa.
Portal PANROTAS

terça-feira, setembro 02, 2014

O vinho sabe viajar?

A exportação é uma das grandes prioridades nacionais, um imperativo e uma necessidade absoluta para a maioria dos produtores portugueses.
Uma inevitabilidade alimentada não só pela crise económica endémica que teima em não nos largar como uma necessidade criada pela contracção do mercado, contracção anterior ao eclodir da crise e sem ligação directa com a mesma. Bebemos menos vinho hoje que no passado, bebemos com mais moderação, bebemos menos mas melhor, seguindo uma tendência que é transversal a toda a Europa do Sul, à Europa produtora tradicional de vinho.

Por isso a exportação é inevitável, porque a produção aumenta ao mesmo tempo que o mercado nacional se contrai. Desbravar caminho para novos mercados é, pois, mais que um imperativo, uma inevitabilidade. Enquanto uma grande parte da Europa do Sul diminui o consumo, a outra Europa, a do Norte, tradicionalmente menos familiarizado com o vinho, aumenta o consumo e o interesse pelo vinho. O continente americano, não só do Norte como da América latina, mostra igualmente um apetite crescente pelo vinho, tal como parte da Ásia, embora de forma menos pronunciada.

Para conquistar estes mercados é preciso um esforço titânico de promoção, educação e adaptação, viagens frequentes, visitas a importadores e putativos distribuidores, presenças em feiras e eventos e um sem fim de outras solicitações e diligências. Espanha, França, Itália, Alemanha, Áustria, Argentina, Chile, Austrália, África do Sul, Nova Zelândia e uma infinidade de outros países sofrem as mesmas vicissitudes que Portugal procurando os mesmos mercados, disputando o mesmo espaço, os mesmos importadores, as mesmas quotas de mercado nos países de monopólio estatal.

Exportar é uma dificuldade mas encontrar importador, vender o vinho, voltar a receber encomendas e cobrar, sempre um dos momentos mais melindrosos das transacções, são apenas os primeiros dilemas com que o produtor se depara. A outra dificuldade, quase sempre ignorada e frequentemente menosprezada, é o transporte dos vinhos até aos mercados e aos pontos de venda. Temos tendência para esquecer que o vinho é um produto alimentar e que como tal obriga a formas de conservação particulares. Consequentemente, obriga igualmente a condições de transporte que requerem requisitos de temperatura que a maioria das transportadoras não tem nem condições para cumprir nem conhecimentos para implementar.

A maioria dos vinhos são transportados em contentores, quase sempre por via marítima, contentores que salvo raríssimas excepções, e as excepções são mesmo raríssimas, não são climatizados. E mesmo que os contentores fossem climatizados, coisa impraticável pelo preço incomportável, quem poderia garantir que o circuito de refrigeração se mantinha em todos os passos do transporte, desde o embarque até ao desembarque e desalfândega, desde o armazenamento nos entrepostos de importadores, distribuidores e pontos de venda até ao transporte entre os armazéns e os supermercados, garrafeiras ou restauração? E quem garante que em cada um destes pontos de venda os vinhos são bem acondicionados e preservados?

Significa isto que os vinhos chegam ao mercado, sobretudo na exportação, estragados ou impróprios para consumo? Significa que estamos perante um caso de saúde pública? Claro que não, o vinho é extremamente resiliente e capaz de suportar maus tratos, mesmo que consumados de forma mais ou menos contínua. Não se trata, portanto, de um caso de ameaça à saúde pública, mas sim de uma diminuição das propriedades, condicionantes muito mais delicadas e potencialmente mais difíceis de resolver e entender. Significa que, apesar de continuar bebível, e até potencialmente notável, o vinho perdeu muitas das suas qualidades e dos seus predicados iniciais, surgindo diminuído face às qualidades e ao seu perfil original.

Basta beber alguns vinhos portugueses noutros mercados, sobretudo nos países de clima mais quente e extremado e onde a rede de refrigeração é menos cuidada, para sentir as diferenças dos vinhos face aos testemunhos que ficaram em Portugal. Nem todos os vinhos sofrem o mal da mesma forma e alguns vinhos ou estilos viajam com mais facilidade que outros. Os vinhos generosos, por exemplo, vinhos como o Vinho do Porto, Vinho da Madeira ou Moscatel, são mais tenazes e sentem menos as agruras da viagem sobretudo, no caso do Vinho do Porto, os vinhos da família Tawny. Pelo contrário, os vinhos que mais sofrem são os brancos, especialmente os mais delicados, perdendo frequentemente muita da frescura inicial e desbaratando quase todas as subtilezas aromáticas originais, como que envelhecendo anos em escassos meses de vida.

Num mundo ideal, isto não aconteceria e o circuito de frio seria mantido em todos os momentos de viagem ou guarda. Infelizmente, sabemos que vivemos num mundo que está muito longe de ser perfeito. Se formos rigorosos, percebemos que este problema não é exclusivo dos mercados de exportação. Também em Portugal, independentemente de serem garrafeiras especializadas, lojas tradicionais, grandes superfícies, restaurantes ou hotelaria, independentemente de serem armazéns de logística ou carrinhas de distribuição a fazer entregas, se sentem os efeitos da falta de cuidado, a falta de conhecimento sobre as regras de conservação do vinho, ou a falta de incentivo para efectuar investimentos dispendiosos.

Quem sofre directamente com esta realidade somos nós, consumidores e compradores de vinho, bem como os produtores. As pequenas imperfeições que resultam da má conservação do vinho nem sempre são visíveis ou facilmente compreensíveis pelos consumidores que simplesmente, e naturalmente, penalizam o produtor pensando que o vinho “já foi melhor”…
FugasVinhos - Por Rui Falcão

Rosé português entre os cinco melhores do mundo

O vinho português Colecção Privada Domingos Soares Franco Moscatel Roxo Rosé 2013 foi considerado o 5.º melhor rosé do mundo pela edição de Agosto da revista especializada europeia The Drinks Business.

O Moscatel Roxo Rosé nacional conquistou 85 pontos e uma medalha de prata numa prova cega em que 'mestres vínicos' e 'mestres sommeliers' internacionais avaliaram vinhos rosés com preço acima de 10 euros de países tão diversos como França, Itália, EUA, Portugal ou Espanha.

De acordo com a AICEP, este rosé da José Maria da Fonseca é o único vinho português a surgir neste 'top', tendo sido premiado pelo júri da competição graças aos seus aromas "frutados", "notas florais" e "acidez vibrante".

Domingos Soares Franco, que assina o vinho galardoado, é o representante mais jovem da sexta geração da família que, desde a fundação, presidente aos destinos da produtora vinícola José Maria da Fonseca e é também o principal enólogo da casa.

O especialista criou o Colecção Privada Moscal Roxo Rosé 2013 como forma de explorar "a nobreza e subtileza das notas aromáticas da casta Moscatel Roxo", uma casta nobre e muito pouco comum.

Para além da revista mensal, a The Drinks Business, uma das mais prestigiadas publicações dedicadas às bebidas alcoólicas, detém ainda um site com uma audiência internacional de 460.000 leitores mensais e disponibiliza conteúdos para outras publicações como o The Huffington Post ou a Revista Time.
Fonte : Boas Notícias

quarta-feira, fevereiro 26, 2014

CHILEAN WINE AMBASSADOR – 2014

Quer se tornar o embaixador dos vinhos chilenos no Brasil?

Durante os dias 1º e 2 de abril, acontece em São Paulo o Seminário Chilean Wine Ambassador. Fruto da parceria da Terruares, importadora de vinhos de alto conceito e organizadora de feiras e seminários exclusivos, com a Top Winemakers, o evento dirige-se aos profissionais e apreciadores do vinho chileno, com palestras e degustações de vinhos top do Chile. Ao final do evento, será escolhido o embaixador do vinho chileno no Brasil!

O seminário oferece uma verdadeira oportunidade para saber mais sobre esse incrível país, sua diversidade de estilos, terroirs, sabores, climas e riquezas vitivinícolas, uma viagem para aprender, sentir e degustar o Chile. Seu conceito é apresentar um Chile unido, integrado, um país com novas propostas de vinhos; mostrar sua riqueza por meio da diversidade de vales e estilos enológicos.

Chile em uma Garrafa
Será apresentado no Seminário o vinho Top Winemakers 100 Barricas do Chile, um projeto audacioso e inovador, que reúne em uma única garrafa as 100 melhores vinícolas do país. O resultado é surpreendente: um vinho singular, que reflete toda a diversidade, riqueza e potencial de criatividade enológica do Chile. Uma produção exclusiva do Chile para o mundo, que começa a ser explorado com exclusividade pelo Brasil.

O Seminário possui 220 vagas para sommeliers, salesman, confrarias, alunos da Wine & Spirit Education Trust, Wine Hunters, associações de sommeliers e grandes apreciadores e conhecedores do mundo do vinho.

Durante os dois dias, haverá apresentação de 13 Vales do Chile e degustação de 60 vinhos chilenos, representando cada zona vitivinícola. Entre os palestrantes estão: Rafael Prieto, diretor da Top Winemakers; Pablo Morandé, enólogo dos Vales Casablanca-Leyda-San Antonio, Valles Curicó e Maule; Felipe Uribe, enólogo dos Vales Cachapoal e Maipo; Renán Cancino, viticultor dos Vales Elquí-Limarí e Bio-Bio – Itata; Mario Geisse, enólogo dos Vales Colchagua, Bio-Bio, Itata, Malleco e Lago Ranco; e Marcelo Pino, sommelier Visão Sabores e Harmonização de todos os Vale. O moderador de todas as palestras será o sommelier e consultor Ariel Perez Navarro, idealizador do projeto junto a RafaelPrieto.

Os participantes terão oportunidade de conhecer vinhos chilenos, além de prospectar negócios com novas vinícolas e projetos para o Brasil. cada participante receberá um CD com o curso completo e material impresso, 6 taças ISO, um diploma de participação e um PIN com logo do Chilean Wine Ambassador.

Ao final do segundo dia, os participantes farão uma prova que selecionará 2 ganhadores, um homem e uma mulher, que ganharão o título “The Best Chilean Wine Ambassador”. O embaixador e a embaixatriz representarão o vinho do Chile no Brasil e viajarão para o Chile para conhecer todos os vales e seus vinhos in loco.
Uma oportunidade única aos amantes do vinho chileno!

Serviço:
Local do seminário: Clube Atlético São Paulo (SPAC) – Sede Higienópolis
Rua Visconde de Ouro Preto, 119 – Higienópolis
Horário: das 9h às 18h

Seminário Central Chilean Wine Ambassador - Inscrições, condições e valores:
Valor do investimento: R$ 1.200,00 (parcelado em até 6 vezes no cartão de crédito, depósito em conta ou boleto bancário).
Informações e vendas: vendas@terruares.com com Cristóbal Pérez Navarro
(11 98799-1796)

Feira de Vinhos
A partir das 18h30, acontece no mesmo espaço uma Feira com degustação de mais de 100 vinhos chilenos brancos, tintos e espumantes,
de 15 importadoras. Além disso, haverá degustação de Pisco e outros produtos de origem chilena.
Valor de investimento: R$ 120,00*
Horário: das 18h30 às 22h.
* Os participantes do Seminário Chilean Wine Ambassador terão acesso liberado à feira.

terça-feira, janeiro 07, 2014

O vinho revelação do Chile chega à Buywine

Imagine um vinho que você pode beber a garrafa toda sem perceber, como se ela fosse um suco de framboesas e cerejas. É quase viciante! Este é o novo vinho da vinícola Reserva de Caliboro.

O Erasmo é desde vários anos uma marca bem conhecida no Brasil. Em 2012, no guia Descorchados, foi eleito o número um na categoria “Vinhos Tintos” onde competem todos grandes nomes da viticultura chilena, como Almaviva, Don Melchor, Seña, Viñedos Chadwick, Montes M, Caballo Loco e todos esses vinhos ícones que o Chile produz. O Erasmo com a sua safra 2007 superou todos estes Ultra Premiums chilenos, e o motivo da ”febre” por conseguir uma garrafa de Erasmo 2007 se entende já que o preço é pelo menos umas cinco vezes menos que os outros vinhos da lista acima.

Mas a ideia deste post não é falar do Erasmo que todos conhecem, e muito menos de comparar com os outros vinhos de Chile ou discutir se mereceu o não ser o melhor vinho tinto do Chile, isso cada um pode ter a sua própria opinião, como dever ser quando se trata de vinhos.

Eu queria dedicar estas linhas para falar sobre a feliz surpresa que esta vinícola apresentou a pouco tempo no Chile é que esta semana acaba de estrear na Buywine, trata-se do Erasmo Barbera – Garnacha 2013, um tinto que já está dando muito o que falar no Chile e tudo indica de que vai cativar muitos paladares também aqui no Brasil.

Este Erasmo é um vinho que nunca passou por madeiras, pelo tanto todos os seus atributos provem única e exclusivamente da própria fruta, ou seja, das uvas que deram vida a este tinto fresco e delicioso. A graça do vinho é principalmente seu estilo, puro, fresco, jovial, e são vários os segredos que poderiam, segundo minha forma de ver, explicar como esta vinícola conseguiu produzir este vinho tão diferente:

O sangue italiano:

Francesco Marone Cinzano, o conde, (também proprietário da vinícola Col D’Orcia em Montalcino, Itália) não pode, mesmo que ele queira, produzir vinhos que não tenham sua assinatura, e esta é a forma quase natural na qual ele consegue um raro equilíbrio nos vinhos, é só se focar na textura dos taninos deste vinho que vão entender do que me estou referindo. Um vinho safra 2013 que tem taninos que acariciam a língua como se tratasse de um vinho evoluído e pronto para beber, e não pensem que o vinho é levinho, porque não é, até parece um vinho pelo menos de concentração média ou até completa, concentrado, mais ao mesmo tempo fresco e frutado ao extremo.

O Maule:

Sem dúvida e mesmo que não tenha nada a ver com seu irmão maior já que é um estilo oposto (Erasmo Assemblage) dá para sentir uma forte ligação com o clima frio deste vale, e não podemos esquecer que fica lá no final do extremo sul da viticultura chilena, a mais de 500 quilômetros sentido sul, da capital do Chile, Santiago. Os vinhos deste vale, sem exceção (exceto os ruins), têm uma espécie de “marca registrada” trata-se de sua acidez (quase mineral) que entrega equilíbrio, nervo e vivacidade e deixa os vinhos com um final de boca muito mais longos, com uma irresistível frutosidade. É essa acidez a que faz, muitas vezes, (quando degustamos “as cegas” os vinhos desta região) pensar que não são chilenos. De fato, muitas vezes parecem vinho mais de Bordeaux na França ou Chianti na Itália do que do Chile

As Uvas Mediterrâneas:

A Barbera que produz vinhos deliciosos no norte de Itália e a Garnacha (o Grenache na França) muito famosa no sul da Espanha e na França, se unem e são complementadas pela também mediterrânea, e cada dia mais chilena Carignan, então o resultado não podia ser diferente.

A propósito de verão, considerando que estamos começando o ano 2014 e as temperaturas estão lá no alto, não consigo imaginar um vinho tinto mais adequado que este para beber durante este verão. É como um Beaujolais, mais de altíssima qualidade, (tem 91 pontos em Descorchados 2014).

Imagino este vinho num churrasco, claro que tem que ser servido numa temperatura baixinha, uns 13 a 14 graus dependendo de como esteja o clima. Se esta muito quente, podem baixar ate os 12 graus inclusive. Há…para aqueles que estão começando a beber vinhos tintos, ou gostam de vinhos “suaves” (meios doces) experimentem este tinto, mais tenham cuidado que ele é altamente “viciante” e a garrafa acaba em coisas de minutos. Tal como falei no começo do Post, este novo Erasmo é uma revelação, mais além disso tem a magia de representar o lado mais puro desta bebida, sem maquiagem, só fruta fresca que apaixona ao primeiro gole.
Fonte : Vinho Em Prosa




sexta-feira, outubro 25, 2013

Vinho oficial da Copa foi apresentado em Fortaleza

O Brasil ainda não tem definido o time canarinho para a Copa do Mundo de 2014, mas já conhece a seleção de vinhos que estará em campo, ou melhor, na mesa dos torcedores, durante a competição. Na noite de ontem, a vinícola Boutique Lídio Carraro, do Vale dos Vinhedos (RS), apresentou para degustação, em Fortaleza, os rótulos tinto e branco do FACES, vinho licenciado pela Fifa para o certame.

O tinto Faces, da gaúcha Boutique, reúne 11 variedades de uvas em um só produto.

O lançamento transcorreu por ocasião do encerramento do Circuito Brasileiro de Degustação. A promoção percorreu o Nordeste desde o último dia dez, período em que 17 vinícolas de seis diferentes áreas produtoras do País estiveram apresentando seus portfólios para profissionais do setor, de quatro capitais da região, incluindo Fortaleza.

Rótulos

Segundo o produtor Juliano Carraro, enólogo e diretor comercial da vinícola Boutique, o rótulo tinto foi produzido com 11 variedades de uvas para homenagear a escalação de uma seleção de futebol.

"O rótulo traz 11 variedades de uvas de diferentes regiões produtoras do Rio Grande do Sul e o esquema tático escolhido é o 4-4-2", compara o enólogo.

Conforme ilustrou, "para o ataque foram escaladas as uvas Merlot e Cabernet Sauvignon, que identificam melhor o aroma e tem maior participação no corte. No meio-campo, as uvas Pinot Noir, Tempranillo, Touriga Nacional e Teroldego conferem complexidade aromática e volume de boca".

Na "defesa", acrescenta Carraro, conta com as uvas Tannat, Nebbiolo, Ancellota e Alicante, que "dão estrutura ao vinho". E por fim, "no gol", está a uva Malbec, responsável pelo retrogosto final. Tudo em um único vinho. Para o FACES branco, foram escolhidas a Moscato, Chardonnay e Riesling Itálico.

Mercado

De acordo com Carraro, a produção inicial com os dois rótulos e também com o vinho rosé, que chega ao mercado em breve, será de 600 mil garrafas. "O primeiro lote, de 173 mil garrafas dos vinhos tinto e branco, começa a chegar gradualmente ao mercado", antecipou Carraro, lembrando que cada garrafa tem impresso no rótulo, o selo de licenciamento da FIFA. O produto já está sendo exportado para Dinamarca, Holanda, Canadá, Bélgica e Japão. O preço médio unitário é de R$ 39,80.
Diário do Nordeste

O radical do vinho limpo: Paul Hobbs

Enólogo denuncia a confusão entre terroir e sujeira e diz que hoje o consumidor quer saber como é feita sua bebida

Os franceses confundem falta de higiene com terroir. Eles sempre disfarçaram a contaminação microbiológica chamando-a de terroir. Mas o consumidor já não quer saber disso. A afirmação polêmica poderia parecer pura provocação de um enólogo americano - não fosse o enólogo americano em questão o célebre Paul Hobbs, um dos grandes da atualidade e defensor declarado dos "vinhos limpos". Esse foi um dos temas da entrevista exclusiva concedida ao Paladar, em recente visita a São Paulo. Hobbs apontou tendências, chamou a atenção para novas regiões vinícolas que merecem destaque e falou sobre os desafios de fazer vinhos numa época de enorme oferta.

Ele já foi comparado a Steve Jobs pela revista Forbes. E não se constrange com isso: gosta de ser visto como um criador detalhista. De fato, assim como o célebre fundador da Apple fez no mundo da tecnologia, não é exagero dizer que Paul Hobbs revolucionou o mundo dos vinhos.

Respirando os ares criativos e empreendedores da Califórnia - Estado que escolheu para viver, embora tenha nascido em Nova York -, mostrou que é possível fazer vinho de ótima qualidade sem seguir cegamente o velho modelo europeu.

Filho de um pequeno fazendeiro, começou arrendando vinhedos e vinícolas de outros proprietários. E fez isso por muitos e muitos anos. Foi a campo trabalhar diretamente com os pés de uva, coisa que produtores de vinho faziam apenas ocasionalmente, e é um dos responsáveis pelo boom do vinho californiano.

Foi escolhido personalidade do ano por Robert Parker duas vezes, e seus rótulos já levaram a pontuação máxima do crítico - que, segundo Hobbs, foi mal compreendido pelo mundo do vinho e hoje não tem mais a relevância exagerada que já teve.

Mas talvez seu maior feito tenha sido colocar a Argentina no mapa dos produtores de vinho. Paul Hobbs enxergou o potencial da Malbec lá e luta para que o vinho argentino seja reconhecido como tão importante quanto um bordeaux.

Seu grande desafio pessoal tem sido produzir vinhos em lugares em princípio impossíveis. Começar do zero até extrair um vinho de alta categoria de regiões como a Armênia, país que abriga um de seus mais recentes investimentos.

Sem se amarrar a cânones, mas também sem se deixar levar por modismos, ele aposta na qualidade da uva como tendência. Sim, uma aposta um tanto óbvia, mas que faz sentido quando se ouve os argumentos de Hobbs sobre a forma desleixada com que tradicionais produtores franceses tratam a fruta, "confundindo falta de higiene com terroir". Porque para Hobbs, não há mais volta: também o mundo do vinho vai se importar não só com a qualidade da bebida, mas com o modo como ela foi feita - se é limpa, orgânica, biodinâmica.

Que história é essa de que os franceses confundem falta de higiene com terroir?

Muitos vinhos franceses são feitos em adegas contaminadas e então dizem que isso é terroir. Volte a 1982. Muitos daqueles vinhos de Bordeaux não eram bons... Foram destruídos por brettanomyces. Você não conseguia sentir nada da fruta, só o efeito do fungo que provoca uma doença e deixa o vinho com gosto de estábulo, suor de cavalo... Hoje, produtores estão entendendo que as pessoas querem fruta - a fruta está se tornando determinante, enfim, não o que acontece na vinícola.

O que é um vinho limpo?

Sem contaminação microbiológica. Para mim, a vinícola devia ser como uma grande cozinha - um lugar limpo e organizado. Até hoje você encontra "cozinhas" muito sujas na França. Em Cahors, onde trabalho, é impressionante a falta de higiene. Só que isso não vai mais ser aceitável. Consumidores não querem, querem vinhos limpos e ao mesmo tempo complexos. Esse é o novo grande desafio para o produtor: como fazer um vinho complexo sem que haja contaminação microbiológica.

O que as pessoas querem beber hoje?

Produtos honestos - bem feitos e naturais. Querem beber qualidade. Não só que tenha um bom sabor, mas que tenha sido feito direito. Em termos de estilo, vivemos uma mudança; essa coisa dos vinhos potentes foi longe demais e agora as pessoas não querem mais vinhos pesados. Querem complexidade, corpo, intensidade e também elegância, finesse.

Mais Robinson do que Parker... Mais elegância, menos potência?

Acho que não. As pessoas leram Parker de modo equivocado, ele adora elegância, finesse, mas também concentração e acidez. A indústria cometeu um erro ao tentar satisfazer um gosto que nem era o dele. Só que não vamos voltar a um momento pré-Parker. Porque Parker fez bem aos vinhos - os europeus estavam colhendo as uvas muito cedo, você não podia beber antes de dez anos, os taninos não estavam maduros.

Quais as novas regiões vinícolas para se prestar atenção?

Particularmente, estou interessado em Cahors, na França, uma região que ficou dormindo por muitos anos. Estou também trabalhando na Armênia. É um projeto pequeno do qual sou sócio, 18 hectares, estamos plantando. Vai levar dez anos para se fazer vinho ali.

Você geralmente não compra os vinhedos. Por que comprou na Armênia?

Não tínhamos escolha. Estamos saindo do zero. Quando cheguei à Argentina havia uma indústria. Ruim, mas havia. Na Armênia não há.

Se fosse começar de novo, faria do mesmo jeito, sem comprar vinhedos?

Eu só fiz assim porque não tinha dinheiro... Se pudesse teria comprado. Quando não tinha meu vinhedo era muito difícil. Na Argentina, alugamos uma vinícola. O dono não queria isso, ou aquilo, não concordava com o que eu sugeria... As pessoas não sabiam quem era Paul Hobbs. Hoje é fácil, mas antes não era assim. E também, no início dos 1990, enólogos eram raramente vistos nos vinhedos. Fui um dos primeiros a fazer isso.

Nos últimos 30 anos, o mundo do vinho mudou muito. Para um enólogo, qual foi a mudança mais significativa?

(Pede tempo para pensar.) Acho que é o foco no vinhedo. Na Califórnia, no Novo Mundo, o foco mudou para o vinhedo. Antes era na tecnologia e tinha de ser assim. Mas agora é na qualidade da uva. Nos anos 1980, 1990 só se falava em tecnologia. Mas é a qualidade da matéria-prima que importa.

Ainda há lugar para modas de uvas especificas?

As modas vêm e vão. Agora Moscatel está em baixa. Mas daqui a pouco pode subir. Sempre haverá tendências. Mas não sou um produtor de moda. Gosto dos clássicos.

Qual é o papel dos críticos de vinho hoje?

Não é fascinante como o mundo muda? Hoje é muito mais difuso, antes era fácil: faça Parker feliz e não se preocupe com mais nada... Quem vai liderar isso? Não sei. Acho que escritores locais vão ganhar importância. Blogs? Não têm significância, não presto atenção. Não haverá um novo Parker, o mundo não precisa mais de alguém como ele.

Mas nunca foi tão difícil escolher um vinho, é tanta oferta... Quem pode ajudar o consumidor na escolha?

Acho que não será uma voz única. Aliás esse foi o erro de Parker, ele não era capaz de provar tudo e começou a delegar a outros críticos. Spectator, Decanter, publicações como essas vão continuar. Mas vai ter mais boca a boca. As pessoas viajam, provam coisas diferentes, formam suas opiniões. Estamos num momento de transição, não sei de onde as pessoas vão tirar informação

Quem são os novos enólogos que merecem atenção?

Sou relutante em apontar nomes, mas posso mencionar Bibiana Gonzáles, que trabalha com Pahlmeyer, na Califórnia. Mas há uma geração boa vindo por aí. A diferença é que eles não querem só trabalhar o tempo todo.

E os desafios para o futuro?

Acho que o trabalho é um ponto crucial. A produção de vinhos é um ramo muito intensivo em trabalho, e me pergunto de onde virá a mão de obra nos próximos anos. A tecnologia ainda está longe de ter o mesmo resultado de, por exemplo, uma colheita manual. Daqui a 50 anos, talvez restem apenas alguns pequenos produtores que façam tudo à mão, como eu faço.
Estadão.com.br

Nove vinhos verdes entre os 50 melhores de Portugal

A ViniPortugal divulgou a lista que elege os melhores vinhos portugueses para o mercado brasileiro. A escolha, da responsabilidade de Dirceu Viana Júnior, incluiu nove vinhos verdes.

Lisboa - Para a Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV), a inclusão de nove vinhos verdes entre os 50 melhores vinhos portugueses para o mercado brasileiro "denota a qualidade e a importância que os vinhos verdes apresentam". "Estamos orgulhosos, mas não estamos surpreendidos", reagiu a CVRVV.

Os vinhos verdes são um produto com um elevado grau de aceitação no mercado brasileiro e alvo de forte procura por parte dos apreciadores sul-americanos. "A região tem um portfólio de excepção e tem sido feito um trabalho consistente e alargado para levar a esses mercados o que de melhor se produz cá", refere Manuel Pinheiro, presidente da CVRVV.

Na lista estão incluídas marcas bem conhecidas dos portugueses - Covela Escolha Branco, Quinta da Levada , Soalheiro, Quinta de Gomariz Grande Escolha, Casa da Senra, Muros Antigos, Portal do Fidalgo, Muros de Melgaço e Tapada dos Monges – que estarão, brevemente, à disposição no mercado brasileiro.

A selecção dos vinhos fundamentou-se na relação entre qualidade e preço e Dirceu Viana Júnior pretende que a mesma ajude o mercado brasileiro a aprofundar o conhecimento dos vinhos portugueses podendo, assim, ampliar o leque de escolha vínica.
Portugal Digital

quinta-feira, setembro 19, 2013

Vinho tinto faz bem à saúde: mito ou realidade?

Há alguns anos se divulga que uma dose moderada de vinho tinto todos os dias faz bem à saúde. Não só para combater o cancro, mas também para reduzir o colesterol e evitar coágulos nos vasos sanguíneos, avança o BBC Brasil on-line.

Mas estudos recentes questionam as evidências destes benefícios e apontam que eles podem estar restritos a vinhos caseiros ou fabricados seguindo um modo de produção tradicional.

Embora os cientistas concordem que o consumo moderado de vinho tinto possa ajudar a proteger o coração, reduzir o colesterol "ruim" e prevenir o entupimento das veias e artérias, há divergências sobre o que está por trás desses benefícios.

Recentemente, um grupo de cientistas tentou descobrir por que o vinho tinto caseiro feito no Uruguai é tão saudável e chegou a sequenciar o código genético da uva Tannat, usado na produção do vinho.

Os especialistas identificaram uma alta quantidade de procianidina, uma classe de flavonoide, compostos químicos encontrados em frutas, vegetais, chás, cereais, cacau e soja com benefícios antioxidantes e para prevenção ao cancro que vêm sendo estudados há anos.

Roger Corder, professor de terapias experimentais da Universidade Queen Mary, de Londres, é autor do livro The Red Wine Diet (A Dieta do Vinho Tinto, em tradução livre) e esteve por trás do estudo que pesquisou o vinho tinto uruguaio.
Ele confirma que a uva Tannat contém um nível três ou quatro vezes maior de procianidinas do que a uva Cabernet Sauvignon.
O investigador diz que estes compostos, aliados aos taninos (que combatem o envelhecimento das células e também são encontrados no vinho) seriam os grandes responsáveis pelos efeitos positivos do vinho tinto sobre a saúde.

Resveratrol

Outros cientistas apontam para o papel do resveratrol, um composto encontrado na casca das uvas vermelhas.

Saudado durante muitos anos como uma espécie de substância milagrosa, o resveratrol é um composto que, segundo os cientistas, poderia retardar o envelhecimento e combater o cancro e a obesidade.
Até o momento, estudos feitos em laboratório revelaram resultados animadores em testes com camundongos, mas ainda não foram encontradas evidências sobre a eficiência do composto em humanos.

Na Universidade de Leicester, na Inglaterra, testes com ratos indicaram que dois copos de vinho por dia podem reduzir a incidência de tumores nos intestinos - e o cientistas estudam maneiras de desenvolver o resveratrol como um composto isolado, para ser ingerido individualmente como uma droga para prevenir o cancro.
Entretanto, para Roger Corder, da Universidade Queen Mary, de Londres, há pouca evidência sobre a importância do resveratrol.

"É um mito que o resveratrol tenha qualquer coisa a ver com os benefícios do vinho tinto à saúde. A maioria dos vinhos tintos contém quantidades insignificantes de resveratrol e aqueles que possuem um pouco não contêm o suficiente para fazer qualquer efeito", afirma.

Ele diz que são as sementes, e não a casca da uva, que contêm o segredo do vinho tinto.
Quando as uvas são fermentadas por diversas semanas ou mais, as sementes podem liberar flavonoides que evoluem como moléculas mais complexas.
Mas a má notícia é que isso não acontece com todos os vinhos, diz o cientista, sugerindo que os grandes benefícios da bebida podem ser restritos a um modo de produção mais tradicional – semelhante ao vinho tinto caseiro uruguaio.

"A maior parte dos vinhos modernos não usa esta técnica durante a fabricação", afirma o cientista, reforçando a necessidade do consumo moderado.
"É muito difícil dizer que o vinho é uma bebida saudável quando as pessoas consomem muito álcool, na hora errado do dia e sem comer".


Cancro
Para Emma Smith, do Cancer Research UK, centro britânico de pesquisas para o cancro, é um erro tomar vinho tinto achando que isto fará bem à saúde.
"O vinho tinto contém uma quantidade muito pequena de resveratrol e as pessoas não deveriam beber vinho com a intenção de obter benefícios para a saúde", diz.
Ela ressalta que tradicionalmente o álcool tem uma ligação negativa com o cancro.

"É importante relembrar que, mesmo em quantias moderadas, o álcool aumenta o risco de vários tipos de cancro e estima-se que seja a causa de cerca de 12.500 casos de cancro na Grã-Bretanha todos os anos".
rcm pharma - 17/09/2013

quarta-feira, setembro 18, 2013

Vinhos nacionais e importados com ótimo custo benefício

Onde comprar vinhos bons e baratos

A equipe da Veja São Paulo escolheu 20 bons rótulos com preços acessíveis, comercializados em empórios e lojas de importadoras de diversas regiões de São Paulo.

As marcas estão divididas entre tintos, brancos, rosé e espumantes de vinícolas brasileiras ou não.

Para celebrar um momento ou brindar com amigos e a família,é sempre uma boa pedida ter o vinho ideal para harmonizar com o prato. A escolha destes rótulos mostra que é possível apreciar bons vinhos por um preço acessível. Confira a lista abaixo:

Tintos

Alandra Tinto: Português do Alentejo, tem 13% de álcool e harmoniza com carne de porco. Por R$ 21 na Kylix.

Baladero Cabernet Sauvignon 2007: Vinho argentino com sabor amadeirado proveniente do processo de maturação. Tem um aroma de frutas vermelhas e especiarias, como cravo e pimenta. Por R$ 26 na Barrica Negra.

Caza da Lua 2009: Vinho macio e bem estruturado na boca, importado de Portugal com gradação alcoólica de 13%. Por R$ 29 na Wine Brands.

Confidencial 2010: Vinho português com leves toques de chocolate e canela no paladar. Por R$ 21,90 no Rei dos Whisky’s Vinhos.

Cono Sur Bicicleta Pinot Noir 2011: Importado do Chile este vinho tem uma boa estrutura na boca com destaque para notas de cereja e morango. Por R$ 26,90 na Cia. do Whisky.

Mapu Merlot 2010: Produzido pelo Baron Philippe de Rothschild, o vinho chileno feito com a uva Merlot é ideal para harmonizar com carpaccio de carne, peixes grelhados e queijos. Por R$ 25,50 na Metapunto.

Montgras La Paz Cabernet Sauvignon 2009: Produzido pela Viña MontGras o vinho chileno com aroma frutado vai bem com embutidos defumados e aves de caça. Por R$ 24,80 na Bacco’s.

Occhio Nero Barbera D.O.C.: Produzido no norte da Itália, o vinho é feito com uva 100% Barbera. É de fácil degustação e vai bem com massas. Por R$ 25,99 na Imigrantes Bebidas.

Rucahue Carmenère 2011: Feito com uvas carménère tem uma leveza herbácea de chás e folhas secas. Por R$ 32 na Enoteca Cavatappi.

Tribal African Red 2009: Vinho sul-africano com cor rubi tem aromas com notas de morango, pimenta do reino e frutas vermelhas. Harmoniza com carnes vermelhas, massas e pizzas. Por R$ 20,99 na Imigrantes Bebidas.

Zentas Malbec 2012: Vinho de Mendoza, Argentina tem aroma de frutas vermelhas maduras. Ideal para acompanhar carnes vermelhas e de paladar mais forte e temperado.Por R$ 29,90 no Empório Santa Joana.

Brancos

Los Haroldos Torrontés 2012: Vinho argentino da região de Mendoza, é fresco e floral com aroma de pêssego. Vai bem ao lado de aves e peixes. Por R$ 22,90 no Empório Santa Joana.

Michel Torino Collection Torrontés 2011: Vinho argentino de corpo médio e levemente frutado. Ideal para acompanhar saladas e pratos agridoces. Por (R$ 29,80 no Bacco’s.

Norton Colección Varietales Chardonnay: Vinho argentino produzido pela Bodega Norton, com uvas 100% Chardonnay, tem aroma de maçãs verdes e frutas tropicais. Por R$ 31 na Via Vini.

Valdivieso Chardonnay 2012: Da vinícola chilena Valdivieso é fresco e ideal para os dias quentes por seu aroma frutado. Por R$ 27,90 na Metapunto.

Rosés

Casa Miriam Malbec Rosé 2012: Vinho argentino leve e frutado produzido em Mendoza. Por R$ 28,50 na Ana Import.

Espumantes

Casa Valduga Brut 2011: Da vinícola gaúcha o espumante é feito com 60% de uvas chardonnay e 40% de pinot noir. Ideal para acompanhar carnes brancas como aves e peixes. Por R$ 29,90 no Empório Santa Joana.

Corte Viola Extra Dry: Importado da Itália o prosecco é produzido com uvas de alta qualidade e sua fermentação em barricas imprime um alto nível de aromas. Por R$ 29,90 na Metapunto.

Pierlant Blanc des Blancs Brut: Produzido na França com as melhores uvas brancas Chardonnay, Colombard, Gros Manseng & Ugni Blanc está entre os melhores espumantes do mundo. Por R$ 32,20 na Cia. do Whisky.

Salton Brut: Sabor fresco, agradável e cremoso com aroma de flores e frutas cítricas. Harmoniza com canapés, queijos suaves, peixes e frutos do mar. Por R$ 24,70 no Bacco’s.

Com informações da Veja São Paulo.

Fonte:O Catraca Livre

sexta-feira, fevereiro 08, 2013

Tour Argentina (Mendoza e Buenos Aires) com Paulo Nicolay

Dia I – Terça-feira, 09 / 04 / 2013

Partida – Aeroporto Internacional GIG - Aerolíneas Argentinas Voo AR1295 – 05h00 Chegada em Buenos Aires 0940 – Partida para Mendoza Aerolíneas Argentinas Voo AR1404 – 11h35 - Chegada a Mendoza 13h25.Transfer para o hotel - Check in no hotel Argentino - www.argentino-hotel.com - 4 estrelas
Jantar no Restaurante 1884 – Francis Mallman - Opcional

Dia II – Quarta-feira, 10 / 04 / 2013

Café-da-manhã no hotel; Saída para a vinícola Cava de Weinert; Visita e degustação guiadas; Almoço na vinícola ( 6 etapas, com pratos típicos e “asado”); Tarde livre para compras – Retorno ao Hotel
Jantar e Casino no Hotel Hayet - Opcionais

Dia III – Quinta-feira, 11 / 04 / 2013

Café-da-manhã no hotel; Saída para a vinícola Catena Zapata; Visita e degustação guiadas; Saída para almoço no Piattelli Vineyards – Cava Gourmet; Visita pela chácara e cultivos; Almoço gourmet na Cava; Saída para a vinícola Vistalba – Carlos Pulenta; Visita e degustação guiadas; Regresso ao hotel
Jantar no Restaurante Azafran - Opcional

Dia IV – Sexta-feira, 12 / 04 / 2013

Café-da-manhã no hotel - Check out; Saída para a vinícola Achaval Ferrer - Visita e degustação guiadas; Saída para a vinícola Família Zuccardi; Visita e degustação guiadas; Almoço na vinícola – “Parrillada Argentina”;
Transfer out para o aeroporto com destino a Buenos Aires - Voo AR1423 – 17h10 – Chegada em Buenos aires 18h42
Transfer para o hotel - Check in no hotel Intersur Recoleta - www.intersurrecoleta.com.ar 4 estrelas - Noite Livre

Dia V – Sábado, 13 / 04 / 2013

Café-da-manhã no hotel - Dia livre para passeios e compras; Jantar no Restaurante Cabaña Las Lilas, em Puerto Madeiro - Opcional

Dia VI – Domingo, 14 / 04 / 2013

Café-da-manhã no hotel; Check out – Almoço no Restaurante Japonês Dachi (opcional), em Palermo Soho;
Transfer out para o aeroporto – Voo AR1258 – 20h45 – Chegada ao Rio 23h45.

* Serviços incluídos

- Passagens Aéreas;
- Translados privados IN / OUT;
- Translados privados durante 6 dias de tour;
- Guia exclusivo em português (Paulo Nicolay e Peter Weinert em Mendoza );
- Hotel 4 estrelas, por 5 noites com café da manhã;
- Degustações privadas em todas as vinícolas e Almoços com vinhos Premium nas Cavas de Weinert, Piattelli Vineyards e Família Zuccardi;
- Coordenação de reservas para restaurantes;
- Seguro Viagem;
- Caderneta p/ anotação;
- Presentes personalizados para cada cliente.

* Serviços não incluídos

- Os jantares nos restaurantes indicados e o almoço no Restaurante Dachi.

Preço por pessoa ( Sujeito a alterações):

Tarifa em apto. single – USD 2.750,00 + taxas de embarque

Tarifa em apto. duplo – USD 2.470 + taxas de embarque

Taxas de embarque: aproximadamente U$100.

Forma de pagamento – parte à vista e parte financiada no Cartão de Crédito

Opcional Tango

Esquina Carlos Gardel – Cena Show USD 135 com in/out privado

Tango Porteño – Cena Show USD 125 com in/out privado

Contato:




Os vinhos chilenos que despencaram nas pontuações de Neal Martin (Wine Advocate)

” Inegavelmente, sem querer citar somente as grandes vinícolas, ou o que ele considera grandes, entre as pontuações de Neal Martin a vinícola mais afetada foi a Concha y Toro (para dar um exemplo fatal, seu Carménère Carmín de Peumo 2007 obteve 96 pontos de seu antecessor Jay Miller, Martin deu-lhe 86/100 pts., apenas um ano mais tarde). A seguir a lista completa dos vinhos que despencaram nas pontuações:

86/100 pts. para Terrunyo Carménère 2010 e Sauvignon Blanc 2011 da Concha y Toro;

82/100 pts. para Marques de Casa Concha Cabernet 2010;

89/100 pts. para Gravas del Maipo Syrah 2008;

86/100 pts. para Microterroir Casa Silva Carménère 2007;.

86/100 pts. Sauvignon Blanc Pequenas Producciones de Casas del Bosque 2011;

86/100 pts. 20 Barrels Chardonnay 2010 Cono Sur;

80/100 pts. para Doña Bernarda, vinho elegante de Luis Felipe Edwards 2009 e, finalmente, 86/100 pts. para o Carmenère Tierras Moradas de 2008 de Viña San Pedro.

Para os produtores, o conforto da ponderação de Neal Martin: “Como um fã de beber vinho, gosto totalmente daqueles que pontuaram entre 85 e 87/100 pts. Amiúde são vinhos “best value for money” , apesar de que alguns setores do mercado não aceitarem nada com menos de 90/100. pts. Eles que estão a perder, não eu. “
Blog do Jeriel

segunda-feira, janeiro 28, 2013

Steven Spurrier visita a Serra Gaúcha

Você já deve ter ouvido falar do célebre Julgamento de Paris, evento que os franceses não querem nem lembrar! Pois Steven Spurrier, o organizador daquele Julgamento, que até hoje dá o que falar, esteve na Serra Gaúcha nos primeiros dias de janeiro.

Em 1976, este julgamento, conduzido pelo inglês Steven Spurrier, confrontou, em uma degustação às cegas, vinhos tintos e brancos californianos contra os melhores exemplares de Bordeaux e Borgonha. O resultado da degustação, que tinha nove juízes franceses, surpreendeu a todos: um Chardonnay e um Cabernet Sauvignon da Califórnia venceram os tradicionais rótulos franceses.

O “Julgamento” virou filme em 2008 com Alan Rickman, o bruxo preceptor de Harry Potter, fazendo o papel de Steven Spurrier, que é hoje um celebrado crítico de vinho e jornalista da respeitadíssima revista britância Decanter Magazine.

Steven Spurrier veio à Serra Gaúcha para conhecer melhor o Vinho Brasileiro.

“Estou muito animado com os vinhos que eu provei e as pessoas que eu conheci”, disse Spurrier em e-mail enviado ao Wines of Brasil, projeto realizado pelo Ibravin (Instituto Brasileiro do Vinho) e pela Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), que organizou as visitas a pedido do crítico inglês na Serra Gaúcha.

As avaliações feitas pelo colunista da Decanter Magazine têm um importante peso no mercado de vinhos por ter sido o responsável pela condução, em 1976, da histórica degustação de vinhos franceses e americanos conhecida como Julgamento de Paris.

Entre os dias 3 e 5 de janeiro, Spurrier degustou 27 rótulos de 10 empresas que atuam no projeto Wines of Brasil. As vinícolas Salton, Pizzato, Lidio Carraro, Miolo e Cave Geisse receberam o jornalista e foram as anfitriãs das degustações que, a pedido do visitante, foram organizadas pelo Wines of Brasil.

Os rótulos foram distribuídos entre as seguintes temáticas: Espumantes de Método Charmat – Brut e Moscatel, Vinhos Brancos e Tintos da D.O. Vale dos Vinhedos, Vinhos da Serra do Sudeste e da Serra Gaúcha, Vinhos da Campanha e Espumantes de Método Tradicional da Serra Gaúcha.

“O Brasil é a novidade, é a bola da vez” declarou, acrescentando que o Brasil possui uma imagem muito positiva no Exterior e a exposição garantida com a Copa do Mundo e Olimpíadas representa uma excelente oportunidade para o país ingressar definitivamente no mercado internacional.

Em 2010, o jornalista teve contato com os rótulos brasileiros após passar no estande do Wines of Brasil na feira de Londres. Na ocasião, ele provou produtos de nove vinícolas e escreveu uma matéria bastante positiva com suas impressões. Desta vez, voltou a elogiar os espumantes, assim como o estilo dos vinhos nacionais. Ele comentou que os espumantes possuem um ótimo custo/benefício, tanto os de método tradicional como os charmats, apresentando alta qualidade assim como os vinhos tintos. Entre as variedades destacadas constam os tintos Pinot Noir, Tempranillo, Merlot e Cabernet Franc e, entre os brancos, o Chardonnay.

Spurrier também declarou que, em sua percepção, os produtos brasileiros se diferenciam dos chilenos e argentinos por serem mais frescos e frutados. Além disso, ele disse que não vê muita dificuldade para o consumidor entender o vinho brasileiro, pois, em suas palavras, “o Brasil tem tudo o que precisa para criar uma identificação com o consumidor: país, produto e pessoas”.

Fonte: Ibravin / Vinho e Gastronomia

quinta-feira, janeiro 03, 2013

A Morte de Robert Parker

Por quem bimbalham os sinos?

Gosto de pregar no meu blog uma peça de 1º de abril que começa assim: Robert Parker morreu na Patagônia. Depois do susto inicial, explico: o famoso bandoleiro Butch Cassidy e seu companheiro Sundance Kid morreram lá, depois de roubarem bancos. O verdadeiro nome de Butch era Robert Parker. Já seu homônimo dos vinhos passa bem e continua morando em Baltimore, US$ 15 milhões mais rico. Só não é mais o crítico mais poderoso do mundo. Vendeu esta semana parte de sua publicação The Wine Advocate pelo valor anunciado.

Vai continuar editor, cobrindo Bordeaux e Rhône para o site e a newsletter, mas, aos 65 anos, seu declínio de influência é notável. E quem então é o CMPM (crítico mais poderoso do mundo) atual? Ninguém. Não haverá sucessor. Simplesmente porque o mundo mudou, se estilhaçou em microinfluências.

‘RP’. Seu sistema de pontuação simplificou o entendimento do vinho. Acontece que a graça do vinho está em ser complicado.

Quando Parker, bem intencionado e influenciado por seu ídolo, Ralph Nader, começou a publicação, não havia internet, os americanos começavam a beber vinho a sério e ele queria defender o consumidor, ensinando o que era válido comprar, explicando para o ávido mas neófito comprador de garrafas o que devia beber. Foi o homem certo no momento perfeito. De uma simples ideia, tocada com a mulher, feita com esforço, garrafas compradas com seu salário de advogado, impressos meio de fundo de quintal e distribuição atrapalhada, ganhou um poder extraordinário. Passou a determinar o gosto do maior mercado bebedor do mundo. Mais ou menos como em Guerra nas Estrelas, começou Jedi a acabou Darth Vader.

Seu grande tropeço, e a herança maldita que vai deixar por alguns anos, é o malfadado sistema de pontos. Para facilitar a vida das pessoas, passou a dar notas aos vinhos, numa escala de 90 a 100. De boa-fé. Ficava mais simples para Joe, o encanador, e Bill, o novo-rico, entenderem que vinho era melhor: o que tinha mais pontos, assim simples. Mas vinho é uma coisa deliciosamente complexa, um desafio para a vida toda. Sua graça é justamente ser complicado.

A brilhante ideia parkeriana destruiu o desafio. Vinho bom passou a ser o que tem de 90 pontos para cima, os de menos de 90 ninguém quer. Até aqui funciona assim: importadoras alardeiam os de 95 pontos RP e escondem os de 88, sem mencioná-los. Alguém (acho que Hugh Johnson) já mostrou a falha: na verdade, há apenas duas notas no sistema – acima e abaixo de 90.

Já tomei vinhos fantásticos que tinham pontuação baixa. E já tomei belas porcarias com 100 pontos (sim, 100 pontos!). Por que? Porque Parker não sabe nada? Não: porque o gosto dele é diferente do meu, do seu e do de d. Maria, que só quer um vinho gostoso para a pizza de domingo.

E também por ter várias bocas degustando em seu nome.

Os vinhos argentinos e espanhóis eram provados e pontuados pelo notório dr. Jay Miller, psicólogo amigo de Parker, que se envolveu numa falcatrua de venda de visitas para provar vinhos, importante fratura na confiabilidade da coisa, ano passado. Nem todos os pontos Parker são dados por ele, nem todos os vinhos ele provou de língua própria.

A tirania dos pontos virou maldição. E o gosto de Parker começou a determinar, para produtores mais venais, o sabor de seus vinhos, feitos para agradá-lo e ganhar alta pontuação. Mas isto não é um necrológio, embora eu espere que o sistema de pontos desapareça aos poucos.

Não haverá outro Parker. Seria um chinês, de um mercado crescente de vinhos, e influenciaria o Oriente. Mas as condições não são iguais e ele não teria o impacto global que Parker teve. RP foi um acidente do século 20, irrepetível.

É preciso dizer que o legado de Parker é positivo. Seu livro sobre Bordeaux é imprescindível. Ele fez uma ponte importante entre o caipira americano inseguro e preconceituoso contra tudo de fora e a sofisticação esnobe dos grandes châteaux. Deu a deixa para que se bebesse mais e provavelmente salvou muito vinicultor europeu da falência, permitindo que se vendesse em volume enorme para os EUA. Mas já é mais que hora de as pessoas simplesmente abrirem garrafas, provarem e decidirem se gostam ou não, sem olhar quantos pontos um cara que mora em Baltimore atribuiu àquelas safras.
Por Luiz Horta

sexta-feira, dezembro 14, 2012

Robert Parker rende-se à Ásia

O que pode acontecer quando o mais influente crítico de vinhos se associa a capitalistas de Cingapura.

Robert Parker é “a” notícia da semana do mundo do vinho. Um dos mais – ou o mais – influente crítico de vinhos da atualidade, o norte-americano Parker anunciou mudanças em sua famosa newsletter, a Wine Advocate. A publicação, que consagrou a pontuação de vinhos pela escala de 100 pontos, agora terá sócios investidores de Cingapura. O próprio Parker deve reduzir sua participação na publicação. Ele será o chaiman da nova empresa e o responsável pelas avaliações de vinho de Bordeaux e de Rhône, as duas regiões francesas de sua predileção (vale sempre lembrar que foi a safra de 1982 de Bordeaux a primeira a dar fama ao crítico).

Com as mudanças, a edição da Wine Advocate, que hoje conta com 50 mil assinantes, passará a ser feita por Lisa Perrotti-Brown, atualmente editora da publicação para a Ásia. Os novos sócios – que, em entrevista ao Wall Street Journal, foram chamados apenas de visionários por Parker, que não revelou seus nomes – têm planos ambiciosos. Vindos da área de tecnologia da informação e do mercado financeiro, eles devem incrementar sensivelmente a versão digital da publicação. Há a ideia até de terminar com a versão em papel da Wine Advocate até o final de 2013, migrando seus assinantes para o online. Também está previsto a comercialização de anúncios, o que sempre foi vetado por Parker.

A mudança mostra, do lado pessoal, que Parker, aos 65 anos, quer reduzir o seu ritmo de trabalho e, quem sabe, até pense em se aposentar. E, do lado comercial, indica, claramente, para onde está indo os investimentos de vinhos. “O mercado asiático está amadurecendo na última década e seria irrealista não fazer parte dele”, afirmou Parker ao Wall Street Journal. A Decanter, publicação inglesa de vinhos, por exemplo, conta com um colunista também em Cingapura, o Publisher do The Singapure Wine Review, Ch´ng Poh Tiong. E são os chineses quem estão inflacionando os preços dos vinhos nos últimos anos.

A novidade traz também um grande desafio para a publicação, que sempre pregou pela sua independência. Parker nunca aceitou anúncios em suas páginas, por exemplo. Mas o fato é que a saudável separação entre informação e negócios foi arranhada no passado recente, quando se descobriu que o responsável por avaliar os vinhos espanhóis para Parker, Jay Miller, estava negociando para visitar vinícolas e provar vinhos naquele país.

ESTILO por Suzana Barelli

Tem 12 mil euros sobrando?...Participe da maior degustação de vinhos de todos os tempos!

Antes que o mundo "acabe" no próximo dia 21 de dezembro, você poderá participar da mais exclusiva e luxuosa degustação de vinhos do mundo! Essa é a promessa do "The White Club", que promete oferecer a "um seleto grupo de amantes dos vinhos de luxo", uma degustação inesquecível e que irá durar todo o fim de semana próximo (de 14 a 16 de dezembro) no Château de Mercurey (Borgonha), por um custo de €12.000 por pessoa, algo em torno de R$32.400.


A seleção de vinhos inclui safras históricas do Domaine de la Romanée-Conti, do mítico produtor Henri Jayer, de Premiers Grands Crus Classés de Bordeaux, Pétrus, Penfolds Grange e Vega Sicilia. Tudo isso, acompanhado por pratos elaborados por um chef de classe mundial.

"Este fim de semana vai ser uma uma experiência de vida que inclui um roteiro completo pelos prazeres da culinária e do vinho que ninguém jamais testemunhou antes", comentou Malene Meisner, CEO do The White Club.

Os participantes irão começar o fim de semana, na manhã de sexta-feira, com uma degustação de vinhos do DRC de seis décadas, incluindo Romanées-Conti (1957, 1978, 1997), La Tâches (1928, 1947, 1963) e Richebourgs de 1963 e 1975.

O "The White Club" é um clube privado internacional criado pela sommelière e organizadora de eventos Melanie Meisner, focado na degustação dos vinhos mais finos e raros do mundo. O acesso ao clube é feito apenas por convite, e é limitado a apenas 50 membros de todo o mundo.

O clube organiza em torno de 10 a 12 degustações públicas por ano em todo o mundo e tem a sua própria adega com cerca de 10.000 vinhos finos.

Veja a incrível lista de vinhos que será degustada neste evento no Château de Mercurey:

Sexta (14 de dezembro) - Manhã - Domaine Romanée-Conti
Romanée-Conti 1957, 1978, 1997
La Tâche de 1928, 1947, 1963
Richebourg 1963, 1975

Jantar: Restaurante Levernois (Beaune) - Chef Philippe Augé - Domaine Romanée-Conti
Romanée-Conti 1922, 1923, 1929, 1935, 1942, 1954, 1969, 1973, 1974, 1975
La Tâche 1940 Magnum, 1973, 1975, 1976, 1990, 2002, 2003
Richebourg 1940 Magnum, 1945, 1999
Grands Echézeaux 1969, 2003

Sábado (15 de dezembro) - Manhã - Borgonhas
Romanée-Conti 2003, 1989
La Tache 1962, 1964, 1978
Echézeaux 1958, 2003
Grands Echézeaux 1957
Romanée-Saint-Vivant 2003
Richebourg 2003
Henri Jayer Echézeaux 1992
Henri Jayer Cros Parantoux 1979

Jantar adicional (€800): Chef privado do The White Club
Château Mouton Rothschild 1982
Château Lafite 1996
Château Margaux 1929
Epicurean 2007
Vilafonté M Series 2010
Château Latour 1990
Ornellaia 1984
Masseto 2006
Quintarelli Amarone 2003
Vega Sicilia Unico 1970
Château Pétrus 1998

Domingo (16 de dezembro) - Almoço adicional (€1200)
"O Mundo dos 1ers Crus de Bordeaux encontra os Borgonhas Grands Crus"
(além de outros grandes vinhos...)
Pingus
Penfolds Grange
Château Mouton Rothschild
Château Latour
Château Lafite
Château Pétrus
Château Margaux
Château La Mission Haut-Brion
Cheval Blanc
Château Haut-Brion
Vega Sicilia Unico
Château Ausone
Chambertin Clos de Beze
Charmes Chambertin
Clos de La Roche
Clos de Tart
Bonnes Mares
Musigny
Clos de Vougeot
Echézeaux
Grands Echézeaux
La Grande Rue
Richebourg
Romanée St. Vivant

Jantar de encerramento
Horizontal 1er Cru Classé 1988
(Lafite, Latour, Margaux, Haut-Brion e Mouton Rothschild)
Horizontal 1er Cru Classé 1998
Horizontal 1er Cru Classé 2008

Fonte: The Drinks Business
Vinhos e mais Vinhos

quinta-feira, dezembro 06, 2012

Vandalismo inexplicável em Montalcino

Verdadeira tragédia aconteceu na noite do último domingo na região de Montalcino, na Itália. Todos os “botti” (termo que em italiano significa tonéis de carvalho utilizados para estagiar os vinhos) do renomado Gianfranco Soldera, dono da Azienda Agrícola Casse Basse di Soldera, foram abertos e esvaziados, na calada da noite. A totalidade da produção da vinícola foi literalmente para o ralo, desde a safra 2012 que começava seu ciclo de estágio em madeira, até os de 2007, que estavam em fase final de amadurecimento prestes a serem engarrafados. Ao todo 600 hectolitros de seus Brunellos foram perdidos, algo em torno de 80 mil garrafas. A produção era segurada, e o produtor deverá receber a indenização pelo acontecido, mas como toda a produção foi perdida, e os vinhos de Gianfranco estagiam de 5 a 6 anos em carvalho, a vinícola passará por um longo período sem comercializar seus tintos, logo, sem arrecadar dinheiro. Segundo a polícia, há indícios que os autores dessa barbárie pertencem ao crime organizado local.
CBN EXPRESS

sábado, novembro 24, 2012

Aficionado por astronomia e vinhos cria cabernet envelhecido com meteorito

A primeira versão do 'Cabernet sauvignon meteorito' foi elaborada com uma safra de 2010 e alcançou a produção de 15 mil garrafas

Enólogo diz ter encomendas da Espanha, Inglaterra, Canadá, República Tcheca e Irlanda

SAN VICENTE DE TAGUA TAGUA - Um enólogo britânico aficionado por astronomia criou, no Chile, uma variedade única de vinho, o 'Cabernet sauvignon meteorito', uma bebida que, segundo seu inventor, traz para a Terra o sabor do Universo.

Tentando dar um elemento diferenciador ao vinho que já produzia na pequena adega que possui no povoado de San Vicente de Tagua Tagua (120 km ao sul de Santiago) e unir duas de suas maiores paixões, a astronomia e a enologia, o empresário Ian Hutcheon tentou uma mistura nunca antes explorada.


O vinho de essência única passou por testes de laboratório

Um dia qualquer, escolheu um vinho elaborado com uvas da cepa cabernet sauvignon e introduziu no barril um meteorito milenar, deixando-o maturar por 12 meses.

O resultado da experiência o surpreendeu. Segundo ele, o meteorito mudou de cor e potencializou o sabor do vinho.

"Percebemos que, além de mudar um pouco a cor, o vinho também mudou, os sabores se ressaltaram. Foi uma grata surpresa", declarou à AFP Hutcheon, dono da adega Tremonte, onde desenvolveu o vinho, e de um pequeno observatório astronômico para turistas.

"Eu não queria mudar o sabor do vinho, só queria encontrar uma forma mais simbólica de unir astronomia e a enologia", acrescentou.

O meteorito ele ganhou de um amigo que coleciona estes corpos celestes e doou um encontrado no deserto do Atacama, no norte do Chile.

A pedra, de cor preta e muito mais pesada do que uma rocha de seu tamanho, "se formou com o nascimento do Sistema Solar, orbitou no cinturão de asteróides, entre Marte e Júpiter, e caiu na Terra", contou Hutcheon.

Por enquanto, não há estudos que sustentem a mudança física produzida no vinho, mas a bebida tem agradado aos turistas.

O resultado despertou também a curiosidade dos cientistas de Estados Unidos e México, que pediram amostras do vinho para analisar as reações químicas produzidas pelo meteorito, que Hutcheon sustenta com delicadas pinças e guarda cuidadosamente em uma maleta preta.

A primeira versão do 'Cabernet sauvignon meteorito' foi elaborada com uma safra de 2010 e alcançou a produção de 15.000 garrafas. Hoje, Hutcheon diz ter encomendas de Espanha, Inglaterra, Canadá, República Tcheca e Irlanda.
AFP - Agence France-Presse
em.com.br

Vinícola Dezem implanta vinhedo para proteger a safra e preservar espécie de macacos



Uma iniciativa da vinícola Dezem, empresa de Toledo/PR especializada em vinhos finos, tem conseguido aliar a preservação de uvas viníferas com o respeito à natureza. Para evitar que macaquinhos – da espécie popularmente conhecida como “prego” – invadissem as plantações para comer as frutas, foi implantado um vinhedo de uva de mesa próximo a uma das reservas. A intenção é atrair os macacos para este local, protegendo, desta forma, as uvas destinadas à produção dos vinhos.

Para a próxima safra da vinícola Dezem deve ser instalada uma câmera para monitorar a ação dos animais que, apesar de ter uma ampla reserva florestal à disposição na vinícola, têm o costume de se alimentar das uvas no início das manhãs.

“Nossa maior preocupação é conseguir preservar nossas plantações e também colaborar com a sustentabilidade. Não podemos impedir a alimentação dos macaquinhos, porém, nosso dever é oferecer uma alternativa para os animais que não prejudique a qualidade da safra”, afirma a proprietária da vinícola Dezem, Susan Russ Dezem.

UM POUCO SOBRE A VINÍCOLA DEZEM
Com vinhedos próprios e planejados para a elaboração de bebidas diferenciadas e originais, a vinícola Dezem, de Toledo/PR, apresenta produtos que preservam ao máximo as características da uva. Entre as uvas escolhidas estão as brancas Chardonnay, Sauvignon Blanc e Malvasia de Cândia, e as tintas Merlot, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Tempranillo e Pinot Noir.

A empresa paranaense representa o encontro entre a tradição familiar na elaboração dos vinhos com as mais modernas tecnologias no vinhedo e na adega. Um dos diferenciais da Dezem é oferecer em todos os rótulos elementos da natureza, como a terra, a água e o ar. Além disso, as plantações buscam a sustentabilidade e o equilíbrio com a natureza.

SERVIÇO
Vinícola Dezem
Local: Concórdia do Oeste – Toledo – PR
Telefone: (45) 3252-2121
www.dezemvinhosfinos.com.br



Trivento comemora o centenário do vinhedo de Eolo


A vinícola argentina Trivento, do grupo Concha y Toro, comemora em 2012 o centenário do vinhedo de seu rótulo ícone, o Eolo. O vinhedo, localizado na região de Luján de Cuyo, Mendonza é considerado como um dos melhores lugares do mundo para produção de Malbec.



Trivento significa três ventos: polar (vento frio do sul, que sopra no inverno) zonda (esporádicas rajadas de ar quente e seco que descem dos Andes durante todo o ano) e sudestada (vento fresco de verão associado às chuvas) sopram na ensolarada e árida terra mendocina deixando sua marca nos vinhos elaborados pela vinícola.

“A antiguidade do vinhedo concede equilíbrio natural à planta, com rendimentos muito baixos, aproximadamente 3,2 quilos de uvas por hectare. Isso nos permite ter uma maior concentração de açúcar e aromas nos grãos de uva,” explica Victoria Prandina, enóloga de Eolo.

O centenário de Eolo é testemunha dos minuciosos trabalhos realizados pela Trivento para obter o vinho ícone, que nos últimos anos recebeu altas pontuações nas mais importantes publicações especializadas em vinho: Trivento Eolo 2005, 93 pontos, Wine Spectator (2008); Trivento Eolo 2006, 92 pontos, Wine Spectator (2009); Trivento Eolo 2007, 93 pontos, Wine Spectator (2010); Trivento Eolo 2007, Wine Advocate (2010) e Trivento Eolo 2008, 92 pontos, Wine Enthusiast (2011).

“Eolo expressa a maturidade do vinhedo. É um vermelho violeta com tons pretos, que os amantes do vinho considerarão muito atraente e denso na taça. No nariz é explosivo, com marcas de frutas vermelhas, como cereja e geleia de cereja. Possui no final um gosto temperado de canela, frescor de laranja e tabaco. O paladar é bastante doce no início, dando uma sensação de maciez prolongada,” completa Victoria.

A Trivento Bodegas y Viñedos é resultado da expansão do Grupo Concha y Toro para a Argentina, em 1996, e é comercializado nacionalmente pela VCT Brasil desde 2009.

Sobre EOLO:

Eolo, na Grécia antiga foi agraciado por Zeus como Guardião dos Ventos. A Trivento, como forma de homenagear o principal elemento de sua essência, entregou a seu vinho ícone o nome e o espírito de seu guardião. A fruta de Eolo nasce em um lugar privilegiado em Luján de Cuyo a 983 metros de altitude, disposto de leste a oeste, seguindo a inclinação natural do terreno. Esta posição permite maior captação solar e proteção contra o vento zonda. Além disso, sua localização sobre a ladeira do rio Mendoza alivia e minimiza o evento dos três ventos: polar, zonda e sudestada. A irrigação é feita com água de degelo do rio, através de pequenos canais e sulcos que irrigam as fileiras de Malbec. Estas águas puras e cristalinas ajudam a desenvolver corretamente os diferentes estados fenológicos da planta.

Sobre a VCT Brasil:

A VCT Brasil, filial e distribuidora do Grupo Concha y Toro, representa no País todos os produtos das vinícolas Concha y Toro e Trivento. Fundada em 1883, a Concha y Toro é a principal vinícola chilena e uma das maiores produtoras e exportadoras mundiais de vinho. Seus produtos são comercializados para mais de 135 países e está entre as 10 maiores companhias de vinho do mundo. Possui cerca de 9.300 hectares de vinhedos, o que permite à empresa garantir a qualidade na sua produção de vinho.

A Trivento Bodegas y Viñedos é resultado da expansão do Grupo Concha y Toro para a Argentina, em 1996. Com um crescimento superior ao da indústria transandina, a Trivento ocupa a segunda posição no ranking de exportações de vinho argentino.
(milena.furtado@approach.com.br)