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segunda-feira, agosto 02, 2010

Importação de vinhos no Brasil cresce 28% no semestre

O ritmo de entrada de vinhos importados no mercado nacional acelerou. No primeiro semestre, a estimativa é que o crescimento médio tenha ficado em 28% em relação ao mesmo período do ano passado. As razões que impulsionam esse cenário são, de um lado, a retração do mercado consumidor europeu, que faz do Brasil um destino para os produtores desovarem estoques, de outro, um movimento de antecipação de compras pelos importadores para evitar gastos com a entrada em vigor, em novembro, do novo selo fiscal de controle.

Entre janeiro e maio, segundo os dados consolidados do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), com base em informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, a importação de vinho italiano aumentou 58,57%. A alta nas importações de vinho português foi de 24,8%, quase similar à compra de vinhos espanhóis, que cresceu 22,32%. Já a de vinhos franceses aumentou 11,76%.

Como a demanda não experimenta uma explosão de consumo, a tendência é que o preço do vinho caia, já que a oferta vai se expandir e o produto é perecível. "O mercado europeu está realmente muito ruim", diz o dono da Mistral, Ciro Lilla. Ele alerta: "Há muito vinho ruim nessa oferta, produtores de pouca tradição e adegas pequenas sem produto de qualidade."

A implantação do selo fiscal para garantir maior fiscalização sobre o contrabando e diminuir a informalidade era uma reivindicação antiga do setor vitivinícola do País. Os produtores acreditam que o selo servirá para estimular a competitividade do vinho nacional.


Fonte: Agência Estado

sábado, julho 24, 2010

10 vinhos Uruguaios de 30,00 a 175,00 reais

A revista Gula que está nas bancas (PAG106) fala sobre a evolução evidente dos vinhos Uruguaios que concordo plenamente, e avalia 10 vinhos de importadoras variadas. Há três meses provei o Bouza A8 e me surpreendi, achei que a revista foi até econômica em sua pontuação 90pts, dei ST(93+). Outro grande vinho que achei excelente mais que não consta nesta lista é o VF Luis A. Gimenez Tanta Super Premium 2006 ST(92+), que em Vitória é encontrado na Enótria.


Lista por ordem de pontuação :


Bouza A8 Parcela Única 2007 – R$ 147,00 – www.decanter.com.br – 90pts – ST(93+)

Preludio Barrel Select Lote 77 2004 – R$ 115,00 – www.expand.com.br – 88pts


De Lucca Rio Colorado Reserve 2006 – R$ 135,00 – www.premiumwine.com.br – 88pts


Rio de Los Pájaros Reserve Pisano 2008 – US$ 20,90 – www.mistral.com.br – 88pts


Reserva Del Virrey Tannat Roble 2000 – R$ 45,00 – www.baidnher.com.br –
87pts


Pizzorno Reserva Corte 2006 – R$ 87,00 – www.grandcru.com.br – 87pts


Pisano RPF Tannat 2006 – US$ 27,50 – www.mistral.com.br – 87pts


Catamayor Tannat 2005 – R$ 55,00 – www.worldwine.com.br – 86,5pts


Posada del Virrey 2001 – R$ 30,00 – www.baidnher.com.br – 86,5pts


Pizzorno Tannat Reserva – R$ 175,00 – www.grandcru.com.br – 86pts


Fonte - Vivendo a Vida

quinta-feira, julho 22, 2010

Vinho, um bom remédio...

O vinho, pelo visto, logo será vendido nas farmácias, com prescrição médica. Acumulam-se as evidências de que, consumido de modo sistemático e, certamente, em porções moderadas, ele contribui de forma significativa para manter sadias as coronárias, retardar o envelhecimento e prevenir algumas doenças típicas das idades mais avançadas, como Parkinson e Alzheimer.

A comprovação, agora, é dada por cientistas da Universidade da Carolina do Sul, nos Estados Unidos. O professor Dana King, chefe da equipe, se disse surpreso com os resultados. A pesquisa envolveu 7,5 mil pessoas. “O risco de desenvolver doenças cardíacas diminuiu em 38% entre os que passaram a consumir vinho nas doses recomendadas” - assegurou o médico.

Vários grupos foram formados. Uns tomavam vinhos, outros destilados. Havia os que não bebiam rigorosamente nada, os que malhavam em academias, os das diferentes dietas alimentares, os que acumulavam duas ou mais dessas atividades.

Exames regulares de saúde monitoraram os participantes, individualmente, durante os quatro anos em que se estendeu o programa. O maior benefício registrado no teste foi para os que elegeram o vinho, disseram os pesquisadores em artigo no American Medical Journal.

Na verdade, os vinhos, especialmente tintos, possuem propriedades especiais. O resveratrol, substância existente na casca da uva, estimula a produção do bom colesterol, o HDL, contribuindo para eliminar as placas gordurosas que, ao aderirem nas paredes das artérias, causam enfartes e derrames. E há, ainda, flavonóides como a quercitina e a luteonina, com ação antioxidante que combate os radicais livres responsáveis pelas doenças do envelhecimento.

O professor Dana King é categórico ao afirmar que, apesar do álcool não ser uma panacéia para a boa saúde, é impossível negar os benefícios que o consumo moderado proporciona. “Nenhum dos participantes ingeriu qualquer bebida alcoólica no início do estudo, mas os grupos que passaram a consumi-la em quantidades controladas tiveram substancial redução no risco de doenças coronarianas, na comparação com os abstêmios”.

Essa redução foi maior entre os que conjugaram sua dose diária com a prática constante de exercícios físicos. O cientista adverte, entretanto, que os abstêmios precisam avaliar, com cuidado, uma alteração de hábito. E quem possui problemas hepáticos deve, definitivamente, afastar a idéia do consumo sistemático de vinho ou outra bebida alcoólica.

A Universidade da Carolina do Sul ratificou uma constatação feita já na década passada, celebrizada na época como “o paradoxo francês”. Indagava-se, então, o motivo pelo qual as pessoas na França, adeptas de uma culinária farta em pratos calóricos e com um dos maiores índices per capita de consumo de vinho, não mostram tendência à obesidade e são extremamente longevas. O diferencial, constatou-se, foram as propriedades benéficas da bebida, somadas ao caráter saudável da dieta mediterrânea.

Respalda tais conclusões o fato dos norte-americanos serem cuidadosos ao extremo na abordagem de temas ligados ao consumo de álcool. Não se deve esquecer que o país, durante os anos da lei seca, em meados do século passado, baniu por completo os destilados e fermentados. A proibição caiu, mas, ainda hoje, em muitos estados, as bebidas só podem ser compradas em lojas administradas pelo governo.

A palavra chave, de qualquer forma, é moderação. Qual o limite? Um copo com 120 ml de vinho ao dia para mulheres, dois para homens. Crianças, lactentes e motoristas, nem pensar.
Postado por Vcjr77 às 14:37

quarta-feira, julho 21, 2010

O INCOMPREENDIDO AROMA DOS VINHOS

Apresentar o vinho ao nariz talvez seja o estágio mais instigante de uma degustação. Os preceitos básicos para qualquer tipo de prova de vinhos são: taça e temperatura adequadas e, no que diz respeito à análise olfativa, é necessário utilizar a memória e a imaginação. Depois, comparar os aromas percebidos com aqueles que estão armazenados no banco de dados de cheiros do cérebro. Para os que possuem um repertório limitado, não há motivo para preocupação, o tempo e prática ampliarão esta lista até que atinja milhares de fragrâncias catalogadas. É importante dar nome a cada odor identificado, desta maneira, ele ficará registrado para sempre.

Em uma análise mais técnica dos aromas, vários aspectos são verificados:

1. Sanidade: se o líquido não cheira a nada desagradável ou estragado, como o que chamamos de bouchonné (cheiro de rolha), por exemplo. O TCA (2,4,6-trichloroanisole), componente produzido por micróbios que vivem nas células da cortiça, é tão poderoso que mesmo em quantidades ínfimas pode causar aromas e sabores de mofo, de meia de tênis suada nos vinhos. Ele ataca as rolhas e acaba arruinando a bebida. Entre 5 e 20% dos vinhos produzidos em todo o mundo são contaminados pelo TCA

2. Intensidade ou ataque aromático: é a quantidade de aroma, o impacto do líquido em nossas narinas.

3. Complexidade: a variedade de cheiros, ou quantidade de diferentes essências que podem ser reconhecidas.

4. Reconhecimento: identificar e nomear os aromas que compõe o aroma final.

5. Originalidade: considerando alguns odores como banais e outros como raros e intrigantes.

6. Persistência: quanto tempo a sensação permanece em nosso olfato.

7. Evolução: aromas evoluem à medida que o líquido é aerado. Com alguns minutos ou até algumas horas na taça, aromas novos podem surgir.
Por outro lado, as impressões retronasais são percebidas através da comunicação interna da boca com o nariz. O aroma de boca é diferente do de nariz, pois a saliva aquece e intensifica a evaporação.

Podemos ainda agrupar os aromas da seguinte maneira, citando alguns exemplos:

1. Florais: acácia, rosa, violeta, flor de laranjeira, tília, narciso, jasmim.
2. Frutas cítricas: limão, laranja, maçã verde, tangerina, abacaxi.
3. Frutas vermelhas: morango, framboesa, groselha, cereja.
4. Frutas negras: amora, cassis, ameixa.
4. Frutas amarelas: pêssego, damasco, manga, pêra, melão.
5. Frutas naturalmente secas: amêndoa, avelã, noz.
6. Frutas secas, cristalizadas, em calda e geléias: ameixa seca, figo seco, uva passa, geléia de amora.
7. Especiarias: pimenta do reino, noz moscada, anis, cravo, canela.
8. Vegetais: feno, musgo, capim, grama cortada, pimentão verde, azeitona, tabaco.
9. Animais: couro, pelica, âmbar, almíscar, suor.
10. Herbáceos: hortelã, sálvia, aneto, orégano, manjericão, alecrim, pinho, manjerona.
11. Minerais: pedra de isqueiro, petróleo, terra.
12. Tostados: café, chocolate, caramelo, pão torrado, amêndoa torrada.
13. Químicos, empireumáticos: asfalto, vinagre, gás de cozinha.
14. Outros: defumado, mel, manteiga, baunilha, cedro, carvalho, cogumelo, mofo, álcool, levedura, leite, tartufo, cascas de pão, enxofre.

Os aromas de um vinho também podem ser classificados em: primários, secundários e terciários.

Primários: são os provenientes das variedades de uva com as quais o vinho foi feito, (Cabernet Sauvignon ou Chardonnay, por exemplo). Os aromas primários são os mais frescos, normalmente do grupo dos frutados, florais, vegetais, herbáceos e minerais

Secundários: são os aromas que a bebida adquiriu em elaboração (fermentação e amadurecimento em barris de carvalho, por exemplo). Os secundários ficam no grupo das madeiras, manteiga, tostados, leveduras, enxofre etc.

Terciários: são os perfumes que o líquido ganhou ao longo de seu envelhecimento em garrafa. A palavra bouquet se refere apenas a aromas terciários, ou seja, este termo se aplica somente a exemplares envelhecidos.Os terciários são mais etéreos e fechados, como os odores animais, químicos, mofo e tartufo.

Utilizando criteriosamente o olfato, pode-se dizer muito a respeito de um vinho: sua idade, em que país/região foi produzido (se era uma região quente ou fria, chuvosa ou seca, por exemplo); sua assemblage (os tipos de uva que o compõe); como foi produzido (que tipo de fermentação sofreu, se passou por estágio em madeira e em que tipo de madeira).

Essências de banana, por exemplo, são típicos de um Beujolais Noveau; pedra de isqueiro nos lembra um Chablis; cheiro de petróleo é característico dos Rieslings da Alsácia; pimentões verdes são associados à Cabernet Sauvignon; perfume de pêra é comum em Processos; os vinhos portugueses feitos com a cepa Touriga Nacional nos remetem a violetas; enquanto Chadonnays quase sempre trazem abacaxis frescos ou em calda entre seus aromas.

É possível, também, identificar, usando apenas o olfato, se o vinho amadureceu em barris de carvalho, por seu cheiro de baunilha e de tostados. Aromas de manteiga indicam que um vinho branco sofreu uma desacidificação (a fermentação malolática).
O perfume de frutas tropicais indica que a bebida sofreu uma fermentação mais longa e a frio.
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Fonte: http://revistaadega.uol.com.br/Edicoes/20/artigo54015-3.asp

terça-feira, julho 20, 2010

Vinho e Saúde

Um pouco de História

Desde a antigüidade, o vinho apresenta-se intimamente ligado à evolução da medicina, desempenhando sempre um papel principal. Os primeiros praticantes da arte da cura, na maioria das vezes curandeiros ou religiosos, já empregavam o vinho como remédio. Papiros do Egito antigo e tábuas dos antigos Sumérios (cerca de 2200 a.C.) já traziam receitas baseadas em vinho, o que o torna a mais antiga prescrição médica documentada.

O grego Hipócrates (cerca de 450 a.C.), tido como o pai da medicina sistematizada, recomendava o vinho como desinfetante, medicamento, um veículo para outras drogas e parte de uma dieta saudável. Para ele, cada tipo de vinho teria uma diferente função medicinal.

Galeno (século II d.C.), o mais famoso médico da Roma antiga, empregava o vinho na cura das feridas dos gladiadores, agindo este como um desinfetante.

Também os Judeus antigos tinham o vinho como medicamento. Segundo o Talmud, "sempre que o vinho faltar, a medicina tornar-se-á necessária".

Foi na Universidade de Salermo (Itália), fundada no século XI, que a importância do vinho sobre a dieta e a saúde foi codificada. Lá, correntes clássicas e árabes se fundiram, fornecendo as bases da medicina européia. O "Regime de Salermo" especificava "diferentes tipos de vinho para diversas constituições e humores".

Avicena (século XI DC), talvez o mais famoso médico do mundo árabe antigo, reconhecia a importância do vinho como forma de cura, embora seu emprego fosse limitado por questões religiosas.

O uso medicinal do vinho continuou por toda a Idade Média, sendo divulgado principalmente por monastérios, hospitais e universidades.

Até o século XVIII, muitos consideravam mais seguro beber vinho do que água pois esta era, freqüentemente, contaminada. Conta a lenda de Heidelberg, na Alemanha, que o guardião do grande barril (Große Faß) onde o soberano guardava todo o vinho recolhido como imposto, só bebia vinho. Seu nome era "Perkeo" (do italiano “Perche no” - por que não). Certa feita deram um líquido diferente para que ele bebesse e este morreu imediatamente. O tal líquido assassino era nada mais nada menos que água.

Em 1865-66, Louis Pasteur, o grande cientista francês nascido na região do Jura (terra dos famosos vin jaune e vin de paille), empregou o vinho em diversas de suas experiências, declarando que o vinho é "a mais higiênica e saudável das bebidas".


Em 1892, durante a grande epidemia de cólera2 em Hamburgo, o vinho era adicionado à água com intuito de esterilizá-la.

A partir do final do século XIX, a visão do vinho como medicamento começou a mudar. O alcoolismo foi definido como doença e os malefícios de seu consumo indiscriminado começaram a ser estudados. Nas décadas de 70 e 80, o consumo de álcool foi fortemente atacado por campanhas de saúde pública exaltando as complicações de seu uso em excesso. Entretanto, várias pesquisas científicas bem conduzidas têm demonstrado que, consumido com moderação, o vinho traz vários benefícios à saúde.


O consumo moderado

"Nem muito e nem muito pouco" parece ser o princípio para se realçar os efeitos benéficos do vinho sobre a saúde. Entretanto, as autoridades de saúde de vários países têm encontrado dificuldade em estipular o que pode ser considerado "consumo sensato". Na França, a ingestão de até 60 g de álcool por dia é segura para homens. Por outro lado, no Reino Unido, recomenda-se menos de 30 g por dia.

Vários são os fatores que influenciam estes limites: sexo, idade, constituição física, patrimônio genético, condições de saúde e uso de outras substâncias (drogas, medicamentos etc). Em linhas gerais, um homem pode consumir até 30 g de álcool por dia. Para as mulheres, por diversas razões (menor tolerância, menor proporção de água no organismo etc) recomenda-se até 15 g por dia. A diferença entre consumo moderado e exagerado pode significar a diferença entre prevenir e aumentar a mortalidade3.

Além da quantidade, a regularidade também é importante para se obter os efeitos benéficos do vinho. Os que exageram nos finais de semana e se poupam nos outros dias podem sofrer todos os malefícios da ingestão exagerada e aguda do vinho sem nenhum ganho para a saúde.


O Paradoxo Francês

Uma grande reviravolta na relação entre vinho e saúde ocorreu no início da década de 90 com a divulgação do Paradoxo Francês. Durante um programa de televisão nos EUA, o cientista francês Serge Renaud mostrou que estudos epidemiológicos em escala mundial evidenciaram que os franceses apresentavam 2,5 vezes menos mortes por doenças coronarianas que os americanos, apesar de fumarem muito e consumirem a mesma quantidade de gorduras. A principal explicação para tal paradoxo estaria no consumo regular e moderado de vinho. Como era de se esperar, após a transmissão do programa, o consumo de vinho tinto nos EUA multiplicou por 4. Tal paradoxo foi, posteriormente, publicado na revista inglesa The Lancet, uma das mais conceituadas revistas médicas do mundo, dando origem a uma enxurrada de artigos sobre os benefícios do vinho sobre a saúde nos tempos modernos.

Álcool, taninos, flavonóides, catecinas, resveratrol, etc
Há muito sabe-se que o álcool, consumido em pequenas doses regulares, traz benefícios para a saúde. Estudos epidemiológicos mostram que o álcool presente no vinho, cerveja e destilados pode diminuir a mortalidade3 por infarto do miocárdio4, isquemia5 cerebral etc. Entretanto, o vinho é quem mais desperta interesse dos cientistas por apresentar, além do álcool, diversas substâncias antioxidantes em sua composição. Entre os mais de 1000 compostos encontrados no vinho, os polifenóis (flavonóides, taninos, catecinas, resveratrol etc) são os mais estudados.

Os polifenóis, derivados de várias plantas, são os antioxidantes mais encontrados em nossa dieta. De acordo com sua origem, apresentam diferentes estruturas químicas. Atualmente, vários estudos têm demonstrado que o resveratrol, um antioxidante natural presente em vinhos tintos e brancos, está associado com os efeitos benéficos do vinho na doença coronária. Além disso, em laboratório, o resveratrol tem mostrado efeito protetor contra o câncer6, embora estes resultados ainda não tenham sido demonstrados na prática clínica. Também controversa é a hipótese de que os flavonóides parecem mostrar um efeito protetor contra doenças cardiovasculares7, atuando sobre o LDL8 (colesterol9 ruim).

Vinho e Saúde: Alguns fatos

Doenças coronárias: o consumo moderado de vinho controla os níveis sangüíneos de algumas substâncias químicas inflamatórias chamadas citocinas. Estas, por sua vez, afetam o colesterol9 e as proteínas10 da coagulação. O vinho é capaz de reduzir os níveis de LDL8 e aumentar os de HDL11 (colesterol9 bom). Com relação à coagulação, o vinho torna as plaquetas12 presentes no sangue13 menos aderentes e reduz os níveis de fibrina, evitando que o sangue13 coagule em locais errados. Estes efeitos poderiam prevenir o entupimento de uma coronária, evitando um infarto do miocárdio4.

Doenças do cérebro: Os efeitos mais conhecidos do álcool sobre o sistema nervoso14 são a embriaguez e a dependência alcoólica. Entretanto, quando consumido com parcimônia, o vinho parece reduzir o risco de demência15, incluindo o Mal de Alzheimer16. Segundo alguns especialistas, os polifenóis presentes no vinho (principalmente nos tintos) seriam os responsáveis por evitar o envelhecimento das células cerebrais. É intrigante notar que, proporcionalmente falando, a ação antioxidante dos polifenóis dos vinhos brancos é superior à dos tintos. Entretanto, a quantidade de polifenóis dos tintos é muito superior à dos brancos, tornando estes vinhos mais interessantes para as células cerebrais. Além da ação antioxidante, os vinhos melhoram a circulação17 cerebral, com o fazem com a circulação17 coronária. Sabe-se, ainda, que as chances de apresentar depressão são menores em consumidores moderados de vinho.

Doenças respiratórias: Experimentos recentes têm demonstrado que o vinho é capaz de reduzir as chances de uma infeção pulmonar, sendo mais eficaz que alguns antibióticos modernos.

Doenças do aparelho digestivo18: Há vários séculos, São Paulo já recomendava "um pouco de vinho para a saúde do estômago19". Hoje, sabe-se que o consumo moderado de vinho está associado a uma menor incidência20 de úlcera péptica21 por uma série de razões: alívio do estresse, inibição da histamina, ação antimicrobiana contra o Helicobacter pylori, bactéria22 implicada na gênese da úlcera duodenal23. Por atuar sobre o colesterol9, o vinho parece reduzir as chances de formação de cálculos no interior da vesícula biliar24.

Doenças do aparelho urinário25: Estudos mostram que o vinho é capaz de reduzir em até 60% o risco de formação de cálculos urinários, ao estimular a diurese26.

Diabetes27: o vinho consumido de forma moderada melhora a sensibilidade das células periféricas à insulina28, sendo interessante nos pacientes com diabetes tipo 229 (não insulino-dependente). Além disto, o vinho reduz as chances de morte por infarto do miocárdio4 em pacientes com diabetes tipo 229. Em mulheres, um estudo mostra que o vinho pode reduzir as chances de surgimento de diabetes27.

Sangue13 e anemia30: O álcool ajuda o organismo a absorver melhor o ferro ingerido nos alimentos. Além disto, um copo de vinho tinto contém, em média, 0,5mg de ferro.

Ossos: alguns estudos populacionais têm demonstrado que o consumo de pequenas quantidades de vinho é capaz de melhorar a densidade óssea, reduzindo as chances de osteoporose31.

Visão: O vinho reduz a degeneração macular, causa comum de cegueira em idosos.

Câncer6: A possibilidade de que os antioxidantes presentes no vinho pudessem prevenir alguns tipos de câncer6 despertou o interesse de muitos pesquisadores em todo o mundo. Alguns estudos populacionais mostram uma redução da mortalidade3 por doença coronária e por câncer6 em bebedores comedidos de vinho. Por exemplo, homens que consomem vinho sensata e regularmente têm menor chance de desenvolver Linfoma32 não-Hodgkin.

Como foi dito repetidas vezes, o consumo moderado parece ser o caminho para a felicidade. Muito ainda precisa ser entendido sobre os reais efeitos, benéficos e maléficos, do vinho sobre a saúde antes de torná-lo a panacéia universal para as moléstias do mundo moderno. Entretanto, em pouquíssimas situações, um remédio pôde ser tão infinitamente agradável e prazeroso

Artigo publicado na Revista Wine Style, número 1, em 2005, escrito pelo Dr. Gustavo Andrade de Paula (médico e diretor de Degustação da ABS-SP/Associação Brasileira de Sommeliers de São Paulo).

segunda-feira, julho 19, 2010

Brasil ganha mais uma Indicação Geográfica para vinhos

O Brasil acaba de ganhar sua sétima Indicação Geográfica: Pinto Bandeira, para vinhos tintos, brancos e espumantes. A concessão do certificado, que é um importante fator para garantir a qualidade e a diferenciação dos produtos, foi oficializada pelo INPI no dia 13 de julho de 2010.

Pinto Bandeira, que fica na região de Bento Gonçalves (RS), se junta a outras seis IGs brasileiras concedidas pelo INPI: Região do Cerrado Mineiro (MG), para o café; Vale dos Vinhedos (RS), para vinho tinto, branco e espumante; Pampa Gaúcho da Campanha Meridional (RS), para carne bovina e derivados; Paraty (RJ), para cachaça e aguardente composta azulada; Vale do Submédio São Francisco (BA/PE), para manga e uvas de mesa; e Vale do Sinos (RS), para couro acabado.

Vale lembrar que o interesse do público nacional pela Indicação Geográfica é cada vez maior. Prova disso é que, em 2008, das quatro
solicitações feitas ao INPI, duas foram de brasileiros e duas de estrangeiros. Em 2009, os pedidos chegaram a 11, sendo sete nacionais e quatro internacionais.

A Indicação Geográfica é um serviço da Coordenação-Geral de Outros Registros, da Diretoria de Contratos de Tecnologia e Outros Registros do INPI.

O milagre de São Joaquim

Certas histórias parecem criadas com o propósito de desacreditar governos. Não é o caso desta. Aconteceu em São Joaquim, na serra catarinense. Nos idos de 1980, a estação local da Secretaria da Agricultura decidiu erradicar todos os vinhedos experimentais que mantinha e proibir novos plantios. Os técnicos enfim jogavam a toalha, após anos sucessivos de frustrações, possivelmente por estar o lugar muito exposto a geadas precoces. E seria esse o ponto final do projeto vitivinícola na região se umas poucas videiras de Cabernet Sauvignon, poupadas da erradicação, não fossem, tempos depois, encontradas pelo pesquisador francês Jean Pierre Rosier. Ele vinificou alguns cachos e produziu um ótimo vinho, que foi provado pelo então governador Esperidião Amin, numa visita a São Joaquim, em 1999. O mandatário se agradou tanto que, no ato, reativou as pesquisas e o cultivo de viníferas no território serrano.

José Eduardo Basseti brinda o final da história com um Primo Cabernet Sauvignon 2008, há duas horas no decanter afinando aromas e amaciando texturas. Trata-se, como o nome diz, do primeiro tinto feito pela Villaggio Basseti, vinícola que ele possui em sociedade com seus dois irmãos, Marco Aurélio e Cesar Juliano, todos curitibanos. Atual presidente da Associação Catarinense dos Produtores de Vinhos Finos de Altitude, a Acavitis, José Eduardo fala com entusiasmo do milagre de São Joaquim. Bastou uma década para que a região se firmasse como nova fronteira do vinho nacional.

O grande trunfo é o clima. Os vinhedos se distribuem por altitudes entre 900 e 1.400 metros, zonas de invernos severos e temperaturas baixas (média anual de 13 graus). Estações bem definidas, com pouca chuva no verão, durante a colheita, contribuem para o amadurecimento lento e equilibrado das frutas. E os solos também ajudam. Pedregosos, de baixa a média fertilidade, favorecem o enraizamento das vinhas. A topografia, acidentada, montanhosa, permite a boa drenagem, mas às vezes cria dificuldades. Muitos parreirais estão sendo implantados como se faz no Douro português, nos degraus escavados pelas encostas, amparados em muros de pedra.

Além de São Joaquim, a área vitivinicola da serra catarinense abrange os municípios de Campos Novos e Caçador. Soma 300 hectares de vinhedos, com destaque para as castas Cabernet Sauvignon, Merlot, Sangiovese, Malbec, Pinot Noir, Chardonnay e Sauvignon Blanc. Entre as 32 vinícolas instaladas, a Villa Francioni é referência, com tintos e brancos que a cada nova safra crescem no conceito do mercado. Foi criada pelo empresário Manoel Dilor de Freitas, dono da Cecrisa, que não chegou, contudo, a vê-la concluída. Faleceu em fins de 2004, tendo seus filhos assumido o projeto.

Quando os irmãos Basseti chegaram à região, por volta de 2005, as terras ainda eram baratas, cerca de R$ 900 o hectare. Os vinhedos e outros empreendimentos ligados à fruticultura multiplicaram por dez esse valor. Junto com eles, outros empresários paranaenses lá se instalaram, como Luiz Fernando Carvalho, Caio Pisani e Agostinho Ermelino de Leão Júnior. A Villagio Basseti cultiva oito hectares das castas Cabernet Sauvignon, Merlot, Pinot Noir e Sauvignon Blanc, com produtividade controlada, para a obtenção de frutas de alto padrão. Os vinhos estarão no mercado a partir do próximo ano. Do Primo Cabernet Sauvignon foram feitas apenas 500 garrafas pelo sistema girolate (as etapas de elaboração acontecem dentro de uma mesma barrica giratória), que proporciona caldos de intensa estrutura e extração.

José Eduardo assumiu a Acavitis no ano passado, já contabilizando dois êxitos: a participação dos catarinenses na Expovinis, a grande feira do vinho realizada em São Paulo, e a visita, em novembro próximo, da inglesa Jancis Robinson à região. Critica graduada com o Master of Wines, Jancis é uma das mais influentes personalidades do mundo do vinho. O produtor está esperançoso, enfatizando o apoio que a classe tem recebido da Empresa de Pesquisas Agropecuárias de Santa Catarina, a Epagri. O que está acontecendo em São Joaquim merece uma visita, ele diz. A bela região fica apenas a 420 quilômetros de Curitiba, por estradas pedagiadas em boas condições - a BR 270 (duplicada, via litoral) ou a BR-101 (pista simples, pelo interior).
Fonte - Paraná Online

terça-feira, junho 01, 2010

O vinho tinto excita as mulheres

O interesse das mulheres pelo vinho cresceu significativamente nos últimos anos. Sobretudo pelo tinto. São elas que pede a lista de vinhos nos restaurantes e quando não o fazem não é porque não queiram, mas sim porque parece melhor ser ele a pedir.

Em casa a situação é idêntica. São elas que escolhem os vinhos para a garrafeira ou escolhem o vinho que vão servir aos convidados. Quem se ponha a observar num restaurante, rapidamente percebe que num jantar só de mulheres é quase obrigatório as garrafas de vinho tinto estarem presentes na mesa, bem como a euforia e a satisfação ao bebê-lo. Amigos com quem falei e que estão na área da restauração foram peremptórios: as mulheres são de tal forma potenciais clientes na escolha dos vinhos que podem muito bem vir a ultrapassar os homens no hábito de consumo desta bebida nos restaurantes.

Só podia ter sexo à mistura

Comecei a interrogar-me sobre o porquê das mulheres gostarem tanto de vinho tinto. Eu própria aprecio vinho tinto e sou bastante selectiva no que toca as escolhas. Decidi, por isso, fazer uma pesquisa sobre do assunto e, claro está, descobri que, além de fazer bem ao coração (que não é novidade), também abre o apetite sexual às mulheres. Tinha de estar relacionado com sexo...

Italianas cobaias

A propósito do consumo de vinho pelas mulheres, a Universidade de Florença fez um estudo com 798 italianas com idades compreendidas entre os 18 e 50 anos.

Os pesquisadores dividiram as mulheres em três categorias, de acordo com o hábito diário de consumo de vinho: as mulheres que bebem regularmente de um a dois copos de vinho; as que não consomem vinho; e as que bebem mais de dois copos de vinho por dia. Além disso, as voluntárias também responderam a questionários com 19 perguntas sobre sexualidade, com o objetivo de medir o FSFI (Female Sexual Function Index), uma medida usada noutros estudos científicos. O grupo de mulheres que apresentou os maiores índices de desejo sexual, de acordo com as respostas dos questionários, foi aquele onde as mulheres consumiam um a dois copos de vinho por dia. Os estudiosos destacam, no entanto, que a pesquisa precisa de ser encarada com cautela, não só devido à dimensão reduzida da amostra, mas também pela falta de dados provenientes de exames laboratoriais. Talvez por isso, o estudo apenas sugere uma correlação entre o consumo de vinho tinto e a libido feminina. Outra ressalva feita pelos pesquisadores refere-se a questões como a excitação, satisfação e orgasmo. Ou seja, o vinho pode até fazê-la querer mais, no entanto, isso não significa um orgasmo garantido.

Dois copos e chega

O consumo moderado de vinho tinto pode aumentar a libido sexual feminina. E por que é que eu sublinhei o moderado? Porque se beber demasiado ou, inclusive, se ficar embriagada, pode dar-se precisamente o inverso da situação: simplesmente pode não conseguir ter relações sexuais.

Portanto, já sabe: Beba dois copos por dia, que dá saúde e alegria, além de um grande prazer sexual.

Expresso - Ana Areal

Leilão de Vinhos arrecada 19,5 milhões de dólares

Um leilão que ocorreu neste fim de semana em Hong Kong arrecadou 19,5 milhões de dólares com a venda de alguns dos mais raros vinhos do mundo e estabeleceu novos recordes de preços para alguns dos vinhos mais desejados da França. Foi o segundo maior leilão de todos os tempos com 1 820 lotes e 19 000 garrafas adquiridas.

O leilão, realizado pela Acker Merall, estabeleceu novos recordes de preços para lotes de vinhos como Chateau Margaux e DRC Montrachet. Um lote do Chateau Margaux com 36 garrafas foi vendido por 187 933 dólares. Um lote de 12 garrafas do vinho Richebourg de Henry Jayer safra 1959 atingiu o preço de 212 991 dólares. O lote de 12 garrafas de DRC Montrachet de 1996 foi adquirido por 150 346 dólares. Além de estabelecer novos recordes, o leilão reforçou a presença de compradores asiáticos, principalmente chineses, no mercado mundial de grandes vinhos.

Portal Exame por Marcelo Onaga

domingo, maio 30, 2010

Comissão aprova regulamentação da profissão de sommelier

A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público aprovou, na quarta-feira (26), uma proposta que regulamenta a atividade do sommelier – profissional que executa serviço especializado de vinhos e de outras bebidas em empresas de eventos gastronômicos, de hotelaria, restaurantes, supermercados, enotecas (coleção de vinhos para exposição) e nos serviços de bordo de companhias aéreas e marítimas.O texto aprovado foi um substitutivo do relator, deputado Luiz Carlos Busato (PTB-RS), que engloba dois projetos de lei sobre o assunto – 4495/08, do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e 4502/08, do deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), que tramitam em conjunto.

Segundo Busato, a única parte excluída é a obrigatoriedade de registro profissional em órgão do Poder Executivo."A Constituição diz que é digno o exercício de qualquer trabalho ou profissão. No entanto, entendemos que algumas profissões devem ser regulamentadas para que se possa proteger a sociedade e evitar prejuízos aos consumidores", argumentou Busato.

O texto aprovado restringe o exercício da profissão para quem for habilitado por instituições oficiais ou privadas ou já esteja exercendo a profissão há mais de três anos. A proposta estabelece como atividades específicas exercidas pelo sommelier a participação no planejamento e na organização do serviço de vinhos, a gestão do aprovisionamento e da armazenagem dos produtos relacionados ao serviço, e o atendimento e a resolução de reclamações de clientes. Os profissionais habilitados podem também ensinar em cursos básicos e avançados de formação de novos sommeliers.

quarta-feira, maio 19, 2010

Tour Mendoza com Paulo Nicolay - 11/08 a 15/08

Dia I – Quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Saída do Rio pela manhã - Aerolíneas Argentinas - Vôo AR1251 - Galeão/Buenos Aires - 10:35/ 13:55 - AR2412 - BuenosAires/Mendoza - 16:05/ 17:55

Chegada em Mendoza pela tarde - 17:55 - Transfer para o hotel

Check in hotel: Argentino ( 4 estrelas )

Jantar no Restaurante 1884 – Francis Mallman (por conta dos visitantes);

Dia II – Quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Café da manhã no Hotel

Saída à vinícola Cava de Weinert;
Visita e degustação guiadas;
Almoço na vinícola; (cardápio de 6 passos com pratos típicos e “asado”);

Transfer à vinícola Achaval Ferrer;
Visita e degustação guiadas;

Transfer ao hotel;
Jantar no Restaurante EL 23 (por conta dos visitantes)


Dia III – Sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Café-da-manhã no hotel;

Saída à vinícola Catena Zapata;

Visita de degustação guiadas,

Saída a Almacén Del Sur – Cava Gourmet;

Visita pela chácara e cultivos;

Almoço gourmet na Cava;

Saída à vinícola Trapiche;

Visita e degustação guiadas;

Regresso ao hotel;

Jantar no Restaurante Azafran (por conta dos visitantes);

Dia IV– Sábado, 14 de agosto de 2010

Café-da-manhã no hotel;

Saída à vinícola Vistalba – Carlos Pulenta;

Visita e degustação guiadas;

Almoço na vinícola;

Saída à vinícola Ruca Malen;

Visita e degustação guiadas;

Regresso ao hotel;

Jantar de despedida no restaurante do Park Hyatt Mendoza Hotel - 5 estrelas ( por conta dos visitantes). Após o jantar, quem quiser pode ir ao casino do hotel.

Park Hyatt Mendoza Hotel - 5 estrelas

Dia V– Domingo, 15 de agosto de 2010

Café-da-manhã no hotel;

Check out - Transfer out para para o aeroporto de Mendoza;

Aerolíneas Argentinas - Vôo AR2417- Mendoza/Buenos Aires - 13:18/ 14:50 - Vôo AR1256 - Buenos Aires/Rio - 17:30/20:30

Os valores da parte terrestre ainda estão sendo calculados, mas vão variar de:

U$s 900,00 a 1.100,00 por pessoa, quarto duplo;

U$s 1.100,00 a 1.200,00 por pessoa, quarto simples.

A forma de pagamento, será em US$, na chegada em Mendoza.

A parte aérea fica por conta dos participantes, mas tenho uma agência de viagens que providencia tudo.


Pacote em Mendoza - Serviços incluídos:

- Translados privados IN / OUT
- Translados privados durante todos os dias
- Guias exclusivos em portugues ( Paulo Nicolay e Peter Weinert)
- Hotel 4 estrelas por 4 noites com café da manhã
- Almoços com vinhos Premium nas Cavas de Weinert, Almacen del Sur e Ruca Malen
- Visitas e degustações privadas em todas as vinícolas
- Coordenação de reservas para os restaurantes
- Presentes personalizados para todos os participantes

Interessados entrar em contato pelo e-mail: pnicolay@terra.com.br

segunda-feira, maio 10, 2010

Bordeaux - Mudança na Classificação de 1855!

A classificação de 1855, dos vinhos do Médoc nunca foi revisada, a única alteração foi a promoção do Mouton-Rothschild de segundo cru para premier cru em 1973, após um grande lobby com o governo françês. Essa classificação foi baseada nos preços dos vinhos à época; e baseado nesse critério, a revista inglesa Decanter, publicou uma revisão dessa classificação com base nos preços "en premier" das safras de 1996 a 2005. O que mudaria em uma possível revisão:

*Mouton-Rothschild continuaria premier cru.

*La Mission Haut-Brion - Fora da lista de 1855, seria um dos tops dos 2cru.

*Palmer (atualmente 3cru) e Lynch Bages (atualmente 5cru) seriam 2cru.

*Le Forts de Latour (2 vinho do Ch.Latour) e Pavillon Rouge (2 vinho do Ch. Margaux) = 3cru.

*Haut-Marbuzet e Sociando-Mallet (dois Cru Bourgeouis) seriam 4cru.

*Phélan-Ségur e Gloria (dois Cru Bourgeois) seriam 5cru.

Quem cairia para 5cru:

*Rauzan-Gassies (atualmente 2cru)

*Durfort-Vivens (atualmente 2cru)

*Cantenac-Brown (atualmente 3cru)

*Ferrière (atualmente 3cru)

Quem seria removido da classificação:

*Desmirail (3cru)

*Boyd-Cantenac (3cru)

*Marquis d´Alesme Becker (3cru)

*La Tour Carnet (4cru)

*Pouget (4cru)

*Grand Puy Ducasse (5cru)

Essa revisão foi feita por Benjamin Lewin (MW), e está em seu mais recente livro, What price Bourdeaux?

sexta-feira, maio 07, 2010

Os melhores vinhos do Brasil (e do mundo?)

Depois de provar mais de 160 garrafas, os enólogos, sommeliers e críticos que formaram o júri da maior feira vinícola do país elegem seus 10 rótulos prediletos

A notícia é boa para quem se interessa por vinhos brasileiros e quer saber quais são os melhores brancos, tintos e espumantes do país. Na semama passada, durante a ExpoVinis 2010, a maior feira do setor no Brasil, um júri formado por 12 especialistas, entre enólogos, sommeliers e críticos dedicados à bebida, degustou cerca de 160 rótulos para escolher os que realmente se destacaram em várias categorias. A avaliação foi às cegas, ou seja, sem que os jurados soubessem que vinho estavam bebendo.

O júri seguiu os parâmetros de pontuação consagrados em certames internacionais, que leva em conta os aspectos visual, olfativo e degustativo da bebida. As notas individuais, de zero a 100, foram somadas. Cada jurado teve de levar em conta seu conhecimento pessoal e suas preferências para atribuir os valores da bebida apreciada, anotando as virtudes e defeitos de cada amostra. Os vinhos só foram conhecidos ao final das provas, que ocorreram nos dias 25 e 26 de abril.

Os 12 jurados escolheram suas bebidas favoritas em 10 categorias distintas (leia a lista dos vencedores abaixo), que inclui tanto bebidas nacionais quando importadas. Só competiram as vinícolas que participaram como expositoras da ExpoVinis 2010. Cada empresa pode enviar dois rótulos para degustação. Por isso a seleção final pode não representar o que realmente há de melhor no país. Apenas três categorias foram dedicadas a vinhos engarrafados no Brasil. E os resultados surpreenderam por trazer rótulos de vinícolas pouco conhecidas, caso da Wine Park, de Garibaldi (RS), cujo Grand Legado Brut foi o primeiro colocado entre os espumantes nacionais. “Com clara inspiração francesa, elaborado pelo método clássico, com as uvas chardonnay e pinot noir, tinha cor dourada e brilhante, com aromas de tostados, fruta bem madura, baunilha, brioche, paladar cremoso e de boa acidez”, afirma o jornalista Marcelo Copello, do site Mar de Vinhos, que deu 86 pontos para o espumante que venceu a disputa entre 24 concorrentes. “Havia vários espumantes muito bons – o que só valoriza o que ganhou”, diz o também jurado José Luiz Pagliari, professor da pós-gradução em negócios do vinho do Senac de São Paulo e membro da Socidade Brasileira dos Amigos do Vinho (Sbav).

Outra vinícola ainda desconhecida da maioria dos consumidores e que saiu consagrada no Top Ten da ExpoVinos é a Villaggio Grando, de Água Doce (SC), vencedora na categoria Branco Chardonnay, da qual participaram apenas 9 garrafas. O Villaggio Grando 2008 superou por pouco o Chardonnay Cordilheira de Sant’Anna Reserva Especial 2008. Dois anos atrás, a safra 2005 do Cordilheira venceu a disputa da ExpoVinis. Em outra categoria de brancos, da variedade sauvignon blanc, embora não tenha conseguido superar o Yealands Estate 2009, da Nova Zelândia, que recebeu 93 pontos do crítico Marcelo Copello e ficou em primeiro lugar, mereceu destaque o brasileiro Maestrale Integrus 2009, da vinícola Sanjo, também de Santa Catarina.

Entre os tintos nacionais, o destaque foi o Sesmarias, um corte de seis castas que a Miolo coloca no mercado na segunda quinzena deste mês, ao preço de R$ 186 . Desenvolvido sob a consultoria do respeitado enólogo francês Michel Rolland, o Sesmarias envelhece 12 meses em barricas novas de carvalho francês e mais um ano na garrafa. “Investimos no Sesmarias para que ele fosse um vinho excepcional”, diz Adriano Miolo, diretor-técnico da Miolo Wine Group. “Chamou a atenção a qualidade de uma boca muito fina, com fruta presente e taninos ainda não doces. Um vinho de guarda, ainda fechado, que deverá melhorar com a idade”, afirma o sommelier José Luiz Pagilari.

Diferente do Sesamrias, cujo preço pode parecer proibitivo, os outros vinhos brasileiros que mereceram destaque na ExpoVinis são atraentes também para o bolso. O espumante da Wine Park sai por menos de R$ 35. O chardonnay da Villaggio Grando é vendido a R$ 44 no site da vinícola.

A seguir, o Top Ten do júri da ExpoVinis 2010:

Branco Chardonnay - Villagio Grando 2008 (Brasil) – Villagio Grando;
Branco Sauvignon Blanc - Yealands Estate 2008 (Nova Zelândia) – Yealands State;
Branco Outras Castas - Mesh Riesling (Austrália) – Mesh;
Espumante Nacional - Grand Legado Brut (Brasil) – Wine Park;
Espumante Importado - Ferrari Perle 2002 (Itália) – Ferrari;
Fortificado/Doces - Madeira Justino’s Colheita 1995 (Portugal) – Justino Henriques;
Rosé - Château de Pourcieux 2009 (França) – Château de Pourcieux;
Tinto Nacional - Sesmarias 2008 (Brasil) – Miolo;
Tinto Novo Mundo - Morandé Grand Reserva Syrah 2005 (Chile) – Morandé;
Tinto Velho Mundo - Herdade do Esporão Touriga Nacional 2007 (Portugal) – Herdade do Esporão
CELSO MASSON - Época

domingo, abril 25, 2010

Feira brasileira de vinho está entre as dez mais importantes do mundo

De 27 a 29 de abril, no Expo Center Norte, em São Paulo, acontece a edição 2010 do maior evento internacional de vinhos da América Latina, o ExpoVinis. Ao longo destes dias, importadoras e produtores nacionais e estrangeiros mostram seus produtos e oferecem degustações para profissionais da área e para o público amante de vinhos. Os visitantes podem ainda, durante estes três intensos e aguardados dias, participar de uma série de degustações especiais e palestras em torno do tema vinho.

O evento foi adquirido em 2003 pelo grupo português Exponor, que conta com mais de 160 anos de tradição em salões, feiras e exposições. Desde 2005, quem comanda o ExpoVinis no Brasil é Domingos Meirelles, um português simpático, que marca bem o sotaque de sua terra natal quando fala com paixão e orgulho do evento que conduz em direção ao crescimento ano após ano. Desde a aquisição pelo grupo, Meirelles viu o salão quintuplicar de tamanho e figurar na lista dos dez eventos de vinho mais importantes do mundo, segundo sua avaliação. Estes e outros dados sobre o setor foram tema de sua conversa com o Terra. Leia a seguir os momentos mais importantes da entrevista com Domingos Meirelles:

O ExpoVinis está em sua 14ª edição. O senhor sempre esteve à frente do evento?
Não, nós compramos o evento em 2003. Antigamente, chamava-se Viva Vinho, e era propriedade de uma revista que ainda existe no mercado. Eles queriam se dedicar mais ao core da própria revista, e então compramos. Fazemos feiras em Portugal, no Brasil e na África. A Exponor Portugal é uma empresa com mais de 160 anos, que fez sua primeira feira há mais de 150 anos.

Desde 2003, como tem sido a evolução do ExpoVinis?
Desde que compramos, até os dias de hoje, ele cresceu muito. Muito mesmo. No mínimo, multiplicou por cinco ou seis vezes o seu tamanho. Quando pegamos, havia de 30 a 40 expositores; para a edição deste ano, temos cerca de 150. No seu início, tínhamos cerca de 2 mil visitantes; hoje contamos com cerca de 15 mil.

Ele superou o crescimento do mercado de vinhos?
Sim. Se você me perguntar se o mercado de vinhos cresceu cinco ou seis vezes, obviamente não cresceu, mas foi crescendo a cada ano.

Quais são as novidades da feira para este ano?
Ela deve crescer um pouco mais (comparativamente à edição de 2009). Deve crescer sobretudo o número de expositores brasileiros e internacionais diretos (aqueles que não estão abrigados dentro de estandes de importadores)
.
O ExpoVinis gera negócios direto? O senhor tem ideia do quanto ela gera?
Eu tenho muita dificuldade em afirmar números de negócios em feiras. Se eu disser que gera 10 bilhões, quem vai dizer que não? Não há como medir esses números. Agora, o que eu posso garantir é que muitos dos negócios de vinhos fechados durante o ano aqui no Brasil começam no ExpoVinis. Isso eu posso garantir, por que do contrário o expositor não voltaria lá, como faz todos os anos, e nós não teríamos tanto comprador esperando pelo ExpoVinis para lançar produtos.

Há compradores de fora do país que vêm ao evento?
Alguns. Lembro que no ano passado estiveram aqui compradores da Angola e da China. Mas o forte aqui é o contrário, muito produtor internacional tentando vender para o Brasil. Também há muita empresa que, apesar de ter importador, acredita tanto na importância do mercado brasileiro que quer manter uma presença direta.

Em termos mundiais, como o senhor avalia o posicionamento do Expovinis?
Com certeza ela está entre as dez feiras mais importantes do mundo. Temos a Vinexpo de Bordeaux (França), a Vinitaly (Itália), a ProWein (Alemanha) e a London International Wine Fair (Inglaterra). A partir daí, já fica difícil dizer qual a mais importante. Talvez uma feira para o mercado asiático. Mas não estaremos exagerando se colocarmos o ExpoVinis do Brasil entre as dez mais importantes do mundo.

Como o senhor avalia a imagem do mercado brasileiro no exterior?
Acho que o mercado brasileiro hoje é visto mais pelo seu potencial que pelo seu real. Ele é importante porque o consumo de vinho está crescendo no Brasil. Como o consumo per capita é muito reduzido mas a população é muito grande, isto faz com que, dentro do panorama internacional, o Brasil venha ganhando muita importância. Veja a organização da França que vem aqui à feira este ano, eu duvido que eles participem com tanta força em muito mais feiras (vinhos de produtores de 10 diferentes regiões da França estarão presentes no ExpoVinis 2010).

No mesmo espaço, também ocorre o Brasil Cachaça 2010 e a Epicure 2010 (voltada para o universo dos tabacos)? Como andam estes outros eventos?
Eles não têm tido o mesmo crescimento que a feira do vinho. Especialmente a Epicure tem sido mais difícil. Antes, tínhamos degustações na feira, mas com a legislação atual isto não é mais possível. A cachaça tem crescido, mas ainda é difícil. É um setor que ainda não passou por uma organização, como passa a área vitivinícola no Brasil. No vinho há, por exemplo, o Ibravin (Instituto Brasileiro do Vinho), que consegue lutar como um todo pelo vinho, enquanto eu não assisti a isso ainda na cachaça.

ExpoVinis 2010
Data: 27 a 29 de abril (dia 27 apenas para profissionais)
Horário: 14h às 22h profissionais - 19h às 22h consumidor final
Local: Expo Center Norte – Pavilhão Vermelho (São Paulo/SP)
Ingresso: R$ 40,00 (incluindo taça de degustação) ou R$ 30,00 (sem taça)
(Material produzido a partir de conteúdo fornecido ao canal bebidas do site Terra)
Postado por Carlos Alberto Barbosa às 11:20 Marcadores: ,

A busca pela denominação

Às vésperas de obter a Denominação de Origem (DO), uma etapa de evolução da Indicação de Procedência (IP) conquistada em 2002, o Vale dos Vinhedos entra em uma nova fase na produção de vinhos finos e espumantes

Em Portugal a Denominação de Origem Controlada (DOC) é um sistema que certifica vinhos, queijos e outros produtos agrícolas do país. Tal designação é atribuída a produtos elaborados em regiões geograficamente delimitadas e que cumprem um conjunto de regras que seguem uma legislação própria. O DOC português é semelhante aos sistemas francês de Appellation D’origine Contrôlée” (AOC), italiano Denominazione Di Origine Controllata (DOC), e o espanhol Denominación de Origen (DO).

Como resultado de amplo planejamento estratégico e técnico conjunto entre as vinícolas associadas da Aprovale (Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos) e instituições de pesquisa, a região do Vale dos Vinhedos ruma justamente para consolidar-se como área diferenciada na elaboração de vinhos e espumantes de alto-padrão e por isso está em busca de sua “Denominação de Origem” (DO).

Com uma área limitada em 81,123 km2, as vinícolas estão se estruturando para trabalhar com os melhores resultados das áreas de cultivo instaladas neste perímetro. Com este novo posicionamento, que privilegia a qualidade, o foco que se delineia é a de elaboração de produtos de alto valor agregado, com competitividade internacional.

De acordo com o presidente da Aprovale, Aldemir Dadalt, este é o futuro do Vale dos Vinhedos. “Estamos trabalhando há cinco anos com esta orientação estratégica, de focar a produção em vinhos e espumantes que possam extrair a máxima qualidade do terroir propiciado pela região. E a conquista da DO é a certeza da relevância do diferencial que os vinhos e espumantes aqui elaborados terão no mercado”, afirma.

Alinhada a esta decisão conjunta e à vocação da região, a Vinícola Miolo focou no Vale dos Vinhedos a elaboração de espumantes, devido à reconhecida aptidão do local para este tipo de bebida. A vinícola também produz ali seus vinhos superpremium Lote 43, Merlot Terroir e Cuvée Giuseppe. Para isso, a empresa investiu R$ 5 milhões, triplicando sua capacidade de produção de espumantes. Dentro deste planejamento, a Miolo reforçou a produção das linhas Reserva e Seleção nas áreas da Campanha, fronteira com o Uruguai.

A certificação da Denominação de Origem, pleiteada pela Aprovale junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), está em fase de finalização pelo Conselho Regulador. Entretanto, os vinhos da safra deste ano já estão sendo avaliados pelos novos parâmetros a fim de requerer a concessão futura da denominação.

Em outubro, as vinícolas do Vale dos Vinhedos interessadas tanto na IP como na DO fizeram um requerimento para a avaliação técnica de seus produtos. Foram encaminhadas as inscrições de 30 vinhos provenientes de nove vinícolas do Vale, que totalizarão 1.134.000 garrafas certificadas. Deste total, 780 mil garrafas destinam-se à obtenção da Indicação de Procedência Vale dos Vinhedos (I.P.V.V.) e 354 mil, a Denominação de Origem (DO).

Mesmo que a DO represente um controle mais rígido de todo o processo de produção vitivinícola do Vale dos Vinhedos, são amplos os benefícios que proporcionará. Ela permitirá que cada vinhedo possa expressar de forma bem específica seu terroir. Além disso, representará a expressão do vinho com identidade, produzido no Vale.

Outra vantagem da distinção refere-se à visibilidade no mercado internacional. A DO do Vale dos Vinhedos passará a ser referência na produção de vinhos entre as regiões de excelência mundial.

Requisitos exigidos - Variedades tintas autorizadas: Merlot varietal e Assemblage com, no mínimo, 60% de Merlot e cortes com Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon ou Tannat;Variedades brancas autorizadas: Chardonnay varietal e Assemblage com, no mínimo, 60% de Chardonnay e corte com Riesling Itálico;Espumantes: Brancos ou rosados, devendo conter, no mínimo, 60% das uvas Chardonnay e/ou Pinot Noir e corte com Riesling Itálico;Cultivo: 100% da uva deve ser cultivada no Vale dos Vinhedos;Método: Vinhedo conduzido no método espaldeira com produção de, no máximo, 10 mil quilos por hectare para vinhos e 12 mil quilos por hectare para espumantes.
Fonte: Aprovale.

terça-feira, abril 06, 2010

Miolo transfere vinhos da Serra para a Campanha

Conheci um grande repórter, nos tempos em que trabalhai no Diário de Notícias de Porto Alegre, lá pela segunda metade dos anos 60 do século passado, propriedade dos então poderosos Diários e Emissoras Associados do Rio Grande do Sul, que costumava descobrir boas notícias, mas tinha o mau costume de guardá-las na gaveta. Depois que o jornal concorrente as publicava, ele tirava suas laudas da gaveta e menosprezava o concorrente: “Isso eu já sabia, está aqui, vejam!”. Só que não as havia publicado.Eu cometi uma bobagem dessas. Desde o dia 26 de março, quando jantei com Adriano Miolo, em Bagé, eu tinha a notícia, considerada nos meios vinícolas uma “bomba”, de que a Miolo vai transferir quase toda sua linha de vinhos para a região da Campanha, deixando o Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves, e guardei na gaveta.

Domingo, quando voltei da praia, lia a notícia na revista Veja. Não ficou tão feio porque eu a havia deixado pronta, na mão do diagramador do Jornal do Comércio, e ela saiu em minha coluna de hoje, segunda-feira, dia 04. Ei-la:A Miolo Wine Group tomou uma decisão que não sei se vai agradar muito aos serranos e bento-gonçalvenses: vai concentrar a maior parte de sua produção de vinhos na região da Campanha, nas vinicolas Fortaleza do Seival, em Candiota, e Almadén, em Livramento. O primeiro passo será transferir de Bento Gonçalves para Candiota toda a linha Reserva, formada por cinco varietais tintos - cabernet sauvignon, merlot, tannat, pinot noir e tempranillo - e quatro brancos - chardonnay, viognier, sauvignon blanc e pinot griggio - e a linha Seleção, com dois tintos -cabernet sauvignon/merlot e tempranillo/touriga -, dois brancos - chardonnay/viognier e pinot griggio/riesling - e um rosé - cabernet sauvignon/tempranillo.

A mudança não afetará a produção da linha Quinta do Seival, em Candiota, formada pelo Castas Portuguesas, o Cabernet Sauvignon e o ícone Sesmarias. No Vale dos Vinhedos continuarão sendo produzidos os vinhos premiuns Lote 43 e Merlot Terroir. Dentro da idéia de contribuir para transformar a Campanha numa espécie de "Nova Califórnia" em matéria de vinho, a Miolo vai colocar em todos os rótulos de seus produtos da região a palavra "Campanha".
Postado por Cordeiro&VinhoByUcha

quinta-feira, março 11, 2010

Mulheres que consomem bebida alcoólica com moderação ganham menos peso que as que não bebem, indica estudo

A bebida alcoólica tem alto teor calórico e é esperado que seu consumo regular seja um fator de risco para obesidade. Entretanto, as pesquisas realizadas até o momento para demonstrar essa associação têm mostrado resultados conflitantes, e uma das razões para essa discordância é a inclusão de indivíduos com sobrepeso ou obesidade já no início das pesquisas. O presente estudo é o primeiro a avaliar por um longo período o efeito do álcool sobre o peso de indivíduos com peso normal.

Pesquisadores de Boston nos Estados Unidos acompanharam 20 mil mulheres com 39 anos ou mais e com índice de massa corporal dentro dos limites normais (18.5 a 25). No início do estudo, 38% das mulheres não faziam uso de álcool, e as que bebiam usavam em sua maioria até 30 gramas diários de álcool. Durante um acompanhamento de 13 anos em média, as mulheres ganharam peso progressivamente e 41% delas passaram a ser classificadas como tendo sobrepeso ou obesidade.

Já as mulheres que não faziam uso de álcool foram as que ganharam mais peso (3.63 kg). Aquelas que consumiam de 15 a 30 gramas de álcool por dia foram as que menos engordaram, 30% menos do que aquelas que não bebiam. Os vinhos tinto e branco, cerveja e licor, todos tiveram esse efeito no controle de peso, sendo que o vinho tinto foi a bebida que teve efeitos mais expressivos. E o que seria 15 a 30 gramas de álcool? Uma taça de vinho de 150 ml tem cerca de 14.5 gramas de álcool e uma latinha de cerveja de 350 ml tem 16.5 gramas.
Álcool influencia peso de homens e mulheres de forma distinta.

Vale lembrar que só mulheres foram estudadas nesta pesquisa e que os resultados podem ser diferentes entre os homens. Existem evidências de que o álcool influencia o peso de homens e mulheres de forma distinta, especialmente porque as mulheres que consomem bebidas alcoólicas costumam reduzir a ingesta de alguns alimentos calóricos (ex: menos carboidratos), enquanto os homens simplesmente adicionam a bebida à sua dieta habitual. Essa tendência foi observada no presente estudo, mas existem também diferenças do metabolismo do álcool entre homens e mulheres que fazem com que os homens tenham mais chance de engordar com o álcool.

Esses resultados devem ser vistos com muita cautela, já que não existe nenhuma justificativa até o momento para se indicar o consumo de álcool por potencias efeitos medicinais, mesmo que em doses moderadas. A atual recomendação é que os médicos não indiquem o uso de álcool como se fosse um suplemento alimentar para prevenir doenças, muito menos para ajudar a controlar o peso. Devem recomendar às pessoas que não bebem que continuem sem beber, e às pessoas que já têm o hábito de beber, que não ultrapassem os limites de duas doses diárias para os homens e uma no caso das mulheres. Mas isso também está mudando.

Já é bem reconhecido que o consumo leve a moderado de álcool reduz o risco de doenças como o infarto do coração, derrame cerebral e a doença de Alzheimer. Do outro lado da moeda está o risco de câncer. Estudos recentes têm demonstrado que não existe dose segura para o consumo regular de álcool. Mesmo o consumo leve a moderado está associado a um maior risco de diferentes tipos de câncer como o de mama, reto e fígado. Não se deve pensar no álcool como um elemento promotor da saúde da população, pois muitas pessoas atravessarão a barreira entre o consumo moderado e o consumo exagerado. Esse consumo exagerado é responsável por uma em cada 25 mortes no mundo, e como se não bastasse as mais de cem doenças secundárias ao álcool, ainda temos os enormes problemas sociais que estão associados ao seu consumo.
Publicado em Clique Saúde.
Ricardo Teixeira é doutor em neurologia e pesquisador do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da Unicamp. Dirige o Instituto do Cérebro de Brasília e é o autor do Blog "ConsCiência no Dia-a-Dia" - www.consciencianodiaadia.com.br.

quarta-feira, março 10, 2010

Cursos sobre gestão do mercado de vinhos ainda são escassos Cresce a demanda por profissionais especializados no setor

Apesar de não ser um produtor tradicional de vinhos, o Brasil começa a despontar como um mercado de consumo em potencial, especialmente no que se refere aos vinhos finos, que englobam as categorias tinto, rose, branco e espumantes.

Com isso, as oportunidades de trabalho nesse setor se abrem generosamente, demandando profissionais especializados e com conhecimentos específicos sobre o negócio do vinho.
“Esse mercado está ligado à comercialização de vinhos finos em bares, restaurantes, importadoras, lojas de vinho, entre outras possibilidades”, afirma Valdiney Ferreira, coordenador do curso Wine Business: o negócio do vinho, da Fundação Getulio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro, que abre a sua primeira turma neste ano.

O sommelier Paulo Nicolay, um dos professores do curso da FGV, destaca que esse mercado cresce cerca de 5% ao ano. “O Brasil hoje é o terceiro país do mundo em diversidade de rótulos, só ficando atrás dos Estados Unidos e da Inglaterra”, afirma.

Mas o otimismo deve ser levado com cautela, uma vez que para ter um lugar garantido nesse setor, qualificação e especialização são fundamentais, aponta Juliana Trombeta Reis, coordenadora de desenvolvimento de cursos de bebidas, serviços e gestão de gastronomia do Senac São Paulo, que criou a primeira pós-graduação em Administração de Negócios do Vinho do Brasil.

“Percebo que o mercado de vinho está carente de profissionais qualificados sobre a gestão propriamente dita, como planejamento estratégico, marketing e comunicação para fazer com que o produto final, que é o vinho, esteja adequado”, explica.
Juliana conta que um dos desafios do curso é, além de desmistificar a bebida, ensinar como posicionar o produto em mercados específico, com logística, legislação, entre outras ferramentas para que o vinho seja trabalhado de maneira competitiva.

Confira algumas instituições que ministram cursos nessa área:
Senac São Paulo Pós-graduação sobre Administração de Negócios do Vinho Início do curso: As aulas já começaram. Interessados podem contatar a escola para saber se há vagas remanescentes Preço: 15 parcelas de R$ 750

Fundação Getulio Vargas – Rio de Janeiro Especialização Wine Business: negócios do vinho Início do curso: 15 de marçoPreço: R$ 6,5 mil

Associação Brasileira de Sommeliers Curso de Profissionais - módulo de ServiçoInício do curso: 20 de abrilPreço: 4 parcelas de R$ 300

No exterior: - Institute of Masters of Wine – Inglaterra
Wine MBA da Bordeaux Management School
Wines of Uruguay
Maria Carolina Nomura, iG São Paulo

quarta-feira, março 03, 2010

Expand lança primeiro app brasileiro sobre vinhos

A Expand inova e é a primeira enoteca brasileira a trazer o mundo do vinho ao alcance dos dedos. No app, que acaba de ser publicado na iTunes Store, um catálogo de vinhos da Expand, com fichas técnicas dos rótulos, endereços das 40 lojas pelo Brasil e um link que dá a localização da loja mais próxima via Google Maps.

O aplicativo traz ainda uma seção de notícias e outra de harmonização. Em “notícias” estão listados os eventos, os wine dinners, as inaugurações de lojas e até curiosidades do mundo do vinho, como pontuação de rótulos, história de produtores, informações sobre as vinícolas etc. Em “harmonização”, um serviço que dá dicas de quais uvas combinam com um determinado prato. Um app bastante completo e que propicia uma boa experiência para os amantes no vinhos e ligados no mundo mobile.
Publicado por Renato Gosling

Terremoto atingiu 'coração' da vinicultura do Chile, diz Concha y Toro

SANTIAGO - A produtora chilena de vinhos Viña Concha y Toro suspendeu as operações por pelo menos uma semana, por causa dos danos provocados pelo forte terremoto que atingiu o Chile no sábado, 27, informou a empresa em comunicado.

"A área mais atingida é o centro sul do país, o coração da indústria vinícola no Chile", disse a Concha y Toro. "Nossa empresa, junto ao resto da indústria, foi gravemente atingida por essa catástrofe".

A empresa disse que sofreu "sérios danos" em uma das suas principais unidades, que significaram a perda de vinho e da capacidade de produção. "A exata magnitude das perdas ainda está sendo avaliada", disse a Concha y Toro. As informações são da Dow Jones.