Bordeaux vai abrir a "La Cité du Vin", um mundo dedicado à cultura do vinho, ao qual muitos já chamam “o Guggenheim do vinho”. Custou mais de 80 milhões de euros mas espera gerar receitas anuais indiretas acima dos 40 milhões.
A Cité du Vin tem abertura oficial marcada para o dia 1 de Junho próximo mas a partir de agora já pode comprar (ou candidatar-se a ganhar) bilhetes para visitar o espaço no facebook.
O projecto está situado nas margens do Rio Garonne, em plena cidade de Bordéus. Trata-se de um complexo futurístico, composto maioritariamente por painéis em vidro e alumínio, em forma de decanter, que ocupa uma área superior a 13.350 m², divididos por dez andares. O último piso a uma altura de 55 metros. A Cité permite uma vista inigualável sobre a cidade e toda a região envolvente e foi desenhada pelo atelier de arquitectura francês XT-U, em conjunto com a casa de design de interiores inglesa Casson Mann e cada detalhe, interior ou exterior, evoca a alma do vinho.
O espaço irá oferecer exibições permanentes e temporárias, espectáculos, conferências e ‘workshops’ sobre o vinho e sua história. Para principiantes ou conhecedores, estes workshops podem versar a enologia do vinho, o food pairing ou mesmo a prova de vinhos raros. Um laboratório emerge mesmo os visitantes numa experiência tridimensional, acrescentando à prova luzes, sons e aromas.
E se os vinhos da região de Bordéus ocupam naturalmente o centro das atenções, o projecto está aberto ao mundo: o restaurante Le7 irá oferecer uma carta de vinhos com mais de 500 entradas provenientes de 50 países diferentes, e o wine bar Latitude20 suplanta ainda essa oferta, com 800 entradas de 80 países. O espaço inclui ainda uma boutique e uma enoteca.
A Cité du Vin foi financiado com dinheiros públicos, na sua esmagadora maioria da cidade de Bordéus e de outras entidades regionais mas também recorreu ao mecenato, que financiou cerca de 20% da obra. Neste caso, sobretudo pelas principais casas de vinho de Bordéus e por uma liga de amigos norte-americanos. Não será por acaso que um dos embaixadores é o crítico de vinhos Robert Parker.
Com um orçamento anual de 12 milhões de euros, a maioria das receitas será gerada pela própria “cidade”, com a venda de entradas e a exploração dos espaços. Isto porque são esperados cerca de 450 mil visitantes ano (e cada entrada tem um custo de 20 euros) que deverão além disso gerar receitas indirectas para a cidade e região na ordem dos 40 milhões de euros. O que nos faz pensar se um projecto semelhante não seria uma excelente ideia para uma das nossas regiões vínicas?
14:15 Bruno Lobo, Fora de Série
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quinta-feira, abril 14, 2016
quarta-feira, março 16, 2016
Bacalhôa: tradição e modernidade
Uma quinta histórica, cujo nome identifica também uma das mais inovadoras empresas vinícolas do país. O crítico gastronómico da VISÃO Se7e, Manuel Gonçalves da Silva, escreve sobre três vinhos da Bacalhôa
Catarina, Má Partilha e Quinta da Bacalhôa são marcas de vinhos portugueses com história e com prestígio, que foram criadas pela empresa J.P. Vinhos, entre os fins dos anos 70 e princípios dos anos 80 do século passado, e que hoje integram o extenso portefólio da Bacalhôa Vinhos de Portugal, S.A., do Comendador Joe Berardo. O Catarina, muito apreciado por este empresário, terá sido determinante para o levar a investir no sector dos vinhos, diz ele. Hoje, a Bacalhôa é uma das maiores e mais inovadoras empresas vinícolas em Portugal com presença em 7 regiões vitícolas: Alentejo, Península de Setúbal, Lisboa, Beiras, Bairrada, Douro e Vinhos Verdes, 40 quintas, 1200ha de vinhas e quatro adegas - Azeitão, onde tem a sede, Aliança Vinhos de Portugal, Quinta do Carmo e Quinta dos Loridos -, com uma capacidade total de 20 milhões de litros.
Cada vinho tem a sua história, que convém conhecer, para melhor o compreender e apreciar. Desta vez escolhemos três vinhos do mesmo produtor e da mesma região, mas com perfis muito diferentes, todos bem marcados, e com histórias exemplares.
O Catarina nasceu com a colheita de 1981 e foi, provavelmente, o primeiro vinho branco português a fermentar parcialmente em barricas de madeira nova. Trouxe um novo estilo de vinho branco e convenceu.
O Má Partilha, criado em 1986 com uvas de vinhas de plantadas nas encostas de Azeitão à maneira de Pomerol, de onde vieram, foi o primeiro Merlot português. Muito atrativo, rapidamente se tornou um sucesso com prémios internacionais a testemunha-lo.
O Quinta da Bacalhôa deve o nome à quinta onde nasceu, em 1979, e foi o primeiro Cabernet Sauvignon português. Totalmente vinificado em barricas de carvalho novo, representou um conceito inovador na enologia portuguesa e ganhou grande prestígio, que mantém.
Catarina 2015 Feito de uvas das castas Fernão Pires, Chardonnay e Arinto, produzidas nas encostas de Azeitão, apresenta-se com bela cor amarela pálida, aroma elegante e paladar fresco com boas notas frutadas e minerais. Tem inegável aptidão gastronómica e uma excelente relação entre a qualidade e o preço. €4,79
Má Partilha 2011 Cem por cento Merlot, tem cor vermelha intensa, aroma concentrado a frutos vermelhos com notas de chocolate, paladar cheio com fruta bem madura, taninos firmes, elegantes, bem integrados, que lhe garantem grande potencial de envelhecimento em garrafa. Ótimo pata acompanhar pratos de carne e de caça ou queijos. €14,99
Quinta da Bacalhôa Tinto 2013 As castas de que é feito são 90 por cento Cabernet Sauvignon e 10 por cento Merlot. Concentrado na cor, ainda um pouco fechado no aroma, mas com boas notas de fruta bem madura e de especiarias, paladar cheio com taninos bem presentes e finos a garantirem boa estrutura e prometerem longevidade. Apto, já, para acompanhar bons pratos de carnes vermelhas e de caça. €16,99
Catarina, Má Partilha e Quinta da Bacalhôa são marcas de vinhos portugueses com história e com prestígio, que foram criadas pela empresa J.P. Vinhos, entre os fins dos anos 70 e princípios dos anos 80 do século passado, e que hoje integram o extenso portefólio da Bacalhôa Vinhos de Portugal, S.A., do Comendador Joe Berardo. O Catarina, muito apreciado por este empresário, terá sido determinante para o levar a investir no sector dos vinhos, diz ele. Hoje, a Bacalhôa é uma das maiores e mais inovadoras empresas vinícolas em Portugal com presença em 7 regiões vitícolas: Alentejo, Península de Setúbal, Lisboa, Beiras, Bairrada, Douro e Vinhos Verdes, 40 quintas, 1200ha de vinhas e quatro adegas - Azeitão, onde tem a sede, Aliança Vinhos de Portugal, Quinta do Carmo e Quinta dos Loridos -, com uma capacidade total de 20 milhões de litros.
Cada vinho tem a sua história, que convém conhecer, para melhor o compreender e apreciar. Desta vez escolhemos três vinhos do mesmo produtor e da mesma região, mas com perfis muito diferentes, todos bem marcados, e com histórias exemplares.
O Catarina nasceu com a colheita de 1981 e foi, provavelmente, o primeiro vinho branco português a fermentar parcialmente em barricas de madeira nova. Trouxe um novo estilo de vinho branco e convenceu.
O Má Partilha, criado em 1986 com uvas de vinhas de plantadas nas encostas de Azeitão à maneira de Pomerol, de onde vieram, foi o primeiro Merlot português. Muito atrativo, rapidamente se tornou um sucesso com prémios internacionais a testemunha-lo.
O Quinta da Bacalhôa deve o nome à quinta onde nasceu, em 1979, e foi o primeiro Cabernet Sauvignon português. Totalmente vinificado em barricas de carvalho novo, representou um conceito inovador na enologia portuguesa e ganhou grande prestígio, que mantém.
Catarina 2015 Feito de uvas das castas Fernão Pires, Chardonnay e Arinto, produzidas nas encostas de Azeitão, apresenta-se com bela cor amarela pálida, aroma elegante e paladar fresco com boas notas frutadas e minerais. Tem inegável aptidão gastronómica e uma excelente relação entre a qualidade e o preço. €4,79
Má Partilha 2011 Cem por cento Merlot, tem cor vermelha intensa, aroma concentrado a frutos vermelhos com notas de chocolate, paladar cheio com fruta bem madura, taninos firmes, elegantes, bem integrados, que lhe garantem grande potencial de envelhecimento em garrafa. Ótimo pata acompanhar pratos de carne e de caça ou queijos. €14,99
Quinta da Bacalhôa Tinto 2013 As castas de que é feito são 90 por cento Cabernet Sauvignon e 10 por cento Merlot. Concentrado na cor, ainda um pouco fechado no aroma, mas com boas notas de fruta bem madura e de especiarias, paladar cheio com taninos bem presentes e finos a garantirem boa estrutura e prometerem longevidade. Apto, já, para acompanhar bons pratos de carnes vermelhas e de caça. €16,99
Rotas dos vinhos de altitude levam riqueza para a Serra de Santa Catarina
Com 35 vinícolas de altitude que cultivam mais de 600 hectares de vinhedos, elaboram 180 rótulos, produzem 1,2 milhão de garrafas por ano e oferecem mais de 2 mil empregos entre diretos e indiretos, a Serra Catarinense avançou rápido na vitivinicultura e segue atraindo investimentos de empresários e executivos de renome. A qualidade dos vinhos e a expansão do enoturismo garantiram clima de otimismo na abertura oficial da 3ª Vindima de Altitude, sexta à noite, quando dezenas de autoridades marcaram presença no salão do Centro de São Joaquim. Maior polo do setor em SC, o município conta com 20 vinícolas já produzindo e mais quatro em fase de implantação.
O governador Raimundo Colombo, que participou da inauguração da vinícola Leone di Venezia e no evento oficial, afirmou que o setor está conseguindo agregar valor, imagem, qualidade e parceiros importantes.
O ambiente que a gente encontra é o melhor possível. Tudo está pronto para termos um grande crescimento do setor. A gente só vê pessoas animadas e empresários de conceito muito forte da sociedade catarinense se integrando ao projeto. Eu não tenho dúvidas de que teremos muito orgulho do que estamos fazendo. Nosso produto vai ganhar mercado agregando valor – me disse o governador, acrescentando que o turismo na serra de SC será tão forte quanto os de Gramado (RS) e Petrópolis (RJ).
Em pouco mais de 15 anos, a Serra catarinense conseguiu um avanço na produção de vinhos que muitas regiões viníferas do mundo só alcançaram após 100 anos, ressaltou o presidente da Vinhos de Altitude SA, a associação do setor, Acari Amorim. Participam da Vindima as vinícolas D¿Alture, Kranz, Pericó, Villa Francioni, Leone di Venezia, Sanjo, Villaggio Grando, Agreu Garcia, será Nevada, Monte Agudo, Quinta da Neve, Suzin, Villaggio Bassetti, Urupema e Hiragami.
Entre as autoridades presentes, também estiveram prefeito de São Joaquim, Humberto Brighenti, o secretário adjunto de Agricultura, Airton Spies; o presidente da Cidasc; Enori Barbieri, o presidente do Ciasc, Roberto Amaram, a diretora regional de São Joaquim, Solange Pagani e o coordenador do projeto de desenvolvimento de São Joaquim, Vicente Donini. Na foto, lideranças presentes brindam a festa.
Colombo presidente
Animado com a série de investimentos públicos (especialmente do Estado) e privados na Serra, o presidente da Vinhos de Altitude SA, Acari Amorim, afirmou no discurso de abertura da 3ª Vindima que o governador Raimundo Colombo, pela gestão que vem fazendo, seria um "grande presidente para o Brasil. Transformaria o país numa Santa Catarina".
Fonte : Estela Benetti
O governador Raimundo Colombo, que participou da inauguração da vinícola Leone di Venezia e no evento oficial, afirmou que o setor está conseguindo agregar valor, imagem, qualidade e parceiros importantes.
O ambiente que a gente encontra é o melhor possível. Tudo está pronto para termos um grande crescimento do setor. A gente só vê pessoas animadas e empresários de conceito muito forte da sociedade catarinense se integrando ao projeto. Eu não tenho dúvidas de que teremos muito orgulho do que estamos fazendo. Nosso produto vai ganhar mercado agregando valor – me disse o governador, acrescentando que o turismo na serra de SC será tão forte quanto os de Gramado (RS) e Petrópolis (RJ).
Em pouco mais de 15 anos, a Serra catarinense conseguiu um avanço na produção de vinhos que muitas regiões viníferas do mundo só alcançaram após 100 anos, ressaltou o presidente da Vinhos de Altitude SA, a associação do setor, Acari Amorim. Participam da Vindima as vinícolas D¿Alture, Kranz, Pericó, Villa Francioni, Leone di Venezia, Sanjo, Villaggio Grando, Agreu Garcia, será Nevada, Monte Agudo, Quinta da Neve, Suzin, Villaggio Bassetti, Urupema e Hiragami.
Entre as autoridades presentes, também estiveram prefeito de São Joaquim, Humberto Brighenti, o secretário adjunto de Agricultura, Airton Spies; o presidente da Cidasc; Enori Barbieri, o presidente do Ciasc, Roberto Amaram, a diretora regional de São Joaquim, Solange Pagani e o coordenador do projeto de desenvolvimento de São Joaquim, Vicente Donini. Na foto, lideranças presentes brindam a festa.
Colombo presidente
Animado com a série de investimentos públicos (especialmente do Estado) e privados na Serra, o presidente da Vinhos de Altitude SA, Acari Amorim, afirmou no discurso de abertura da 3ª Vindima que o governador Raimundo Colombo, pela gestão que vem fazendo, seria um "grande presidente para o Brasil. Transformaria o país numa Santa Catarina".
Fonte : Estela Benetti
quinta-feira, dezembro 31, 2015
Oito mudanças que ocorrerão no mundo do vinho em 2016
O impacto da mudança climática e as novas tecnologias (como a possibilidade de verificar o preço dos vinhos pelo smartphone) estão no meu radar vinícola para 2016. Os espumantes, especialmente o prosecco, continuam com tudo, mas a "onda premium" vem aí. Idem para o rosé.
O futuro parece próspero para o vinho, apesar de a cerveja e a cidra artesanais estarem chamando muito a atenção. Mesmo assim, nunca tantas pessoas (especialmente nos EUA e no Reino Unido) optaram por garrafas tão caras - mas você também consegue se virar maravilhosamente bem com menos de US$ 50. O fato de que "vinho tinto" seja a nova cor da moda para os sapatos também ajuda.
Eis as previsões da minha taça de cristal para o ano que vem.
Espumantes ingleses vão deslanchar
A conscientização mundial quanto à qualidade do espumante inglês recebeu um enorme impulso quando a fabricante francesa de champanhe Taittinger anunciou no início de dezembro que comprou terrenos de vinhedo em Kent e pretende produzir vinhos espumantes de alta qualidade com a marca Domaine Evremond. Minha previsão é de que outras fabricantes de champanhe farão o mesmo.
Vinhos "naturais" serão tendência dominante
Antes adotados apenas por um minúsculo grupo purista, o vinho "natural" deve atrair um público muito maior, especialmente em restaurantes pequenos da moda (e também de alto nível) com sommeliers curiosos. Nova York, por exemplo, ganhou três novos bares de vinho natural em 2015, como o preferido do setor, Wildair, e The Four Horsemen, o projeto de James Murphy, da banda LCD Soundsystem, no Brooklyn, classificado com duas estrelas.
A uva de 2016 será... cabernet franc
Dezenas de variedades exóticas e obscuras com nomes impronunciáveis vão dar o que falar, mas o cabernet franc está seriamente maduro para ter seu momento de glória. A uva tinta mais importante do Vale do Loire (que também está dando o que falar), na França, o cabernet franc é uma estrela em ascensão no Chile, na Argentina, na África do Sul e nos EUA. Por quê? Trata-se de uma variedade extremamente versátil que produz vinhos aromáticos e elegantes, com notas terrosas, picantes e de ervas, e com uma acidez pululante que combina com os alimentos.
A Itália será a próxima Borgonha
A Borgonha continua com tudo e vem atraindo muito dinheiro nos leilões. Mas, como o comércio dos vinhos de alto nível de Bordeaux está caindo no mercado internacional de vinho Liv-ex e os vinhos da Borgonha parecem aptos apenas para bilionários, os tintos italianos como Ornellaia, Sassicaia e o Brunello di Montalcinos 2010 parecem bagatelas. Mas acho que Piemonte será o próximo território colecionável para os amantes dos vinhos caros da Borgonha. Barolo e Barbaresco oferecem uma enorme quantidade do que há de melhor na Borgonha: vinhos tintos complexos de vinhedos únicos, de terroir, boa harmonização com os alimentos e aromas maravilhosos.
Visitas a vinícolas extremamente luxuosas
Como os vinhos de alta gama estão sendo vendidos a valores absurdos, quem se surpreenderia se as visitas a vinícolas seguissem pelo mesmo caminho? Castello di Amorosa, no Vale de Napa, uma recriação de um castelo toscano do século 13 com 107 quartos, salas de fermentação e uma adega de barris, deu o pontapé inicial das visitas caras e exclusivas a vinícolas. Os pacotes VIP custam de US$ 1.000 a US$ 20.000, o que poderia incluir um barril marcado com seu nome, um álbum com capa de couro para suas fotos tiradas por um fotógrafo profissional durante o dia de visita, 288 garrafas de cabernet sauvignon de seu próprio barril, com etiquetas personalizadas, e até uma caixa com 15 charutos Montecristo da coleção Platinum.
Vinhos por taça estarão de volta no futuro
Uma série de tendências convergentes vai resultar em vinhos melhores - e em muito mais quantidade - vendidos por taça em restaurantes de todos os lugares. Consumidores curiosos estão querendo expandir o paladar; o aumento do número de bistrôs informais voltados para os vinhos reflete o modo em que comemos e bebemos; e agora está disponível uma inovadora tecnologia de conservação de vinho.
Ascensão dos wine trucks
Dada a popularidade dos food trucks, os comerciantes de vinho de Saint-Émilion decidiram lançar seu próprio wine truck - um antigo furgão Citroën vermelho reluzente de 1976, com a frase "Saint-Émilion Wine Trip" estampada na lateral. Essa sala de degustação sobre rodas fará de 15 a 20 paradas em festivais de jazz, feiras de vinho e mercados de antiguidades em quatro regiões da França - no sudoeste do país, em Pas de Calais, na Bretanha e na Alsácia - a partir de março de 2016. Um motorista e sommelier servirá os 16 vinhos ambulantes, junto com fabricantes de vinhos, que chegarão em cada parada.
Sem dúvida outras regiões vinícolas perceberão esse potencial. Napa, ligue seus motores.
A categoria "vinho de celebridades" vai crescer
Cada vez mais, os vinhos são etiquetados com o nome de programas de TV (Downton Abbey), times de beisebol, estrelas da NFL, atores como Diane Keaton, livros e filmes (Cinquenta tons de cinza).
Agora que as empresas de relações públicas consideram que vinhos brancos e tintos são um modo de ampliar a marca de praticamente qualquer coisa, inclusive restaurantes, tenho certeza de que muitos mais surgirão em 2016. (Apesar de não ter tanta certeza de que a estranha combinação com vinhos riesling da região de Finger Lakes acrescente alguma coisa à imagem dos New York Yankees).
Bloomberg - Elin McCoy
O futuro parece próspero para o vinho, apesar de a cerveja e a cidra artesanais estarem chamando muito a atenção. Mesmo assim, nunca tantas pessoas (especialmente nos EUA e no Reino Unido) optaram por garrafas tão caras - mas você também consegue se virar maravilhosamente bem com menos de US$ 50. O fato de que "vinho tinto" seja a nova cor da moda para os sapatos também ajuda.
Eis as previsões da minha taça de cristal para o ano que vem.
Espumantes ingleses vão deslanchar
A conscientização mundial quanto à qualidade do espumante inglês recebeu um enorme impulso quando a fabricante francesa de champanhe Taittinger anunciou no início de dezembro que comprou terrenos de vinhedo em Kent e pretende produzir vinhos espumantes de alta qualidade com a marca Domaine Evremond. Minha previsão é de que outras fabricantes de champanhe farão o mesmo.
Vinhos "naturais" serão tendência dominante
Antes adotados apenas por um minúsculo grupo purista, o vinho "natural" deve atrair um público muito maior, especialmente em restaurantes pequenos da moda (e também de alto nível) com sommeliers curiosos. Nova York, por exemplo, ganhou três novos bares de vinho natural em 2015, como o preferido do setor, Wildair, e The Four Horsemen, o projeto de James Murphy, da banda LCD Soundsystem, no Brooklyn, classificado com duas estrelas.
A uva de 2016 será... cabernet franc
Dezenas de variedades exóticas e obscuras com nomes impronunciáveis vão dar o que falar, mas o cabernet franc está seriamente maduro para ter seu momento de glória. A uva tinta mais importante do Vale do Loire (que também está dando o que falar), na França, o cabernet franc é uma estrela em ascensão no Chile, na Argentina, na África do Sul e nos EUA. Por quê? Trata-se de uma variedade extremamente versátil que produz vinhos aromáticos e elegantes, com notas terrosas, picantes e de ervas, e com uma acidez pululante que combina com os alimentos.
A Itália será a próxima Borgonha
A Borgonha continua com tudo e vem atraindo muito dinheiro nos leilões. Mas, como o comércio dos vinhos de alto nível de Bordeaux está caindo no mercado internacional de vinho Liv-ex e os vinhos da Borgonha parecem aptos apenas para bilionários, os tintos italianos como Ornellaia, Sassicaia e o Brunello di Montalcinos 2010 parecem bagatelas. Mas acho que Piemonte será o próximo território colecionável para os amantes dos vinhos caros da Borgonha. Barolo e Barbaresco oferecem uma enorme quantidade do que há de melhor na Borgonha: vinhos tintos complexos de vinhedos únicos, de terroir, boa harmonização com os alimentos e aromas maravilhosos.
Visitas a vinícolas extremamente luxuosas
Como os vinhos de alta gama estão sendo vendidos a valores absurdos, quem se surpreenderia se as visitas a vinícolas seguissem pelo mesmo caminho? Castello di Amorosa, no Vale de Napa, uma recriação de um castelo toscano do século 13 com 107 quartos, salas de fermentação e uma adega de barris, deu o pontapé inicial das visitas caras e exclusivas a vinícolas. Os pacotes VIP custam de US$ 1.000 a US$ 20.000, o que poderia incluir um barril marcado com seu nome, um álbum com capa de couro para suas fotos tiradas por um fotógrafo profissional durante o dia de visita, 288 garrafas de cabernet sauvignon de seu próprio barril, com etiquetas personalizadas, e até uma caixa com 15 charutos Montecristo da coleção Platinum.
Vinhos por taça estarão de volta no futuro
Uma série de tendências convergentes vai resultar em vinhos melhores - e em muito mais quantidade - vendidos por taça em restaurantes de todos os lugares. Consumidores curiosos estão querendo expandir o paladar; o aumento do número de bistrôs informais voltados para os vinhos reflete o modo em que comemos e bebemos; e agora está disponível uma inovadora tecnologia de conservação de vinho.
Ascensão dos wine trucks
Dada a popularidade dos food trucks, os comerciantes de vinho de Saint-Émilion decidiram lançar seu próprio wine truck - um antigo furgão Citroën vermelho reluzente de 1976, com a frase "Saint-Émilion Wine Trip" estampada na lateral. Essa sala de degustação sobre rodas fará de 15 a 20 paradas em festivais de jazz, feiras de vinho e mercados de antiguidades em quatro regiões da França - no sudoeste do país, em Pas de Calais, na Bretanha e na Alsácia - a partir de março de 2016. Um motorista e sommelier servirá os 16 vinhos ambulantes, junto com fabricantes de vinhos, que chegarão em cada parada.
Sem dúvida outras regiões vinícolas perceberão esse potencial. Napa, ligue seus motores.
A categoria "vinho de celebridades" vai crescer
Cada vez mais, os vinhos são etiquetados com o nome de programas de TV (Downton Abbey), times de beisebol, estrelas da NFL, atores como Diane Keaton, livros e filmes (Cinquenta tons de cinza).
Agora que as empresas de relações públicas consideram que vinhos brancos e tintos são um modo de ampliar a marca de praticamente qualquer coisa, inclusive restaurantes, tenho certeza de que muitos mais surgirão em 2016. (Apesar de não ter tanta certeza de que a estranha combinação com vinhos riesling da região de Finger Lakes acrescente alguma coisa à imagem dos New York Yankees).
Bloomberg - Elin McCoy
terça-feira, dezembro 29, 2015
Hotel no Uruguai apresenta novidades
A 20 km ao nordeste de Punta del Este, Uruguai, a praia de José Ignácio – famosa pelo estilo relax, boêmio e cool – ganhou em dezembro de 2014 Bahia Vik, que contempla 11 bangalôs contemporâneos que se estendem por 4 hectares entre dunas e vegetação costeira, além de uma construção principal de pátio interno com outras 10 suítes em dois níveis, circundada de piscinas em formato de espelhos d’ água.
O projeto do Bahia Vik é assinado pelo arquiteto uruguaio Marcelo Daglio, em parceria com os proprietários, o casal Alexander (norueguês) e Carrie (americana) Vik, também responsáveis pela curadoria de arte dos espaços, que se tornou uma marca das propriedades Vik – o Playa Vik fica a aproximadamente quinhentos metros dali e o Estancia Vik, a 8 km para o interior. Sustentável, o design poupa energia elétrica priorizando a ventilação natural da praia, adota sistemas de geração de energia solar e coleta e trata água da chuva.
A gastronomia no Bahia Vik prioriza ingredientes locais e a cozinha uruguaia: os “asados” (churrasco uruguaio), pescados frescos, pães e patisserie artesanal e uma oferta interessante de vinhos que incluem o vinho VIK, produzido na Viña Vik, vinícola-hotel da grife estabelecida no Vale de Millahue, Chile. Bem ao lado à beira-mar dele está o também novo La Susana, que já está entre os “paradores” de praia mais badalados da temporada no Atlântico Sul.
Finíssimo - Brasília
O projeto do Bahia Vik é assinado pelo arquiteto uruguaio Marcelo Daglio, em parceria com os proprietários, o casal Alexander (norueguês) e Carrie (americana) Vik, também responsáveis pela curadoria de arte dos espaços, que se tornou uma marca das propriedades Vik – o Playa Vik fica a aproximadamente quinhentos metros dali e o Estancia Vik, a 8 km para o interior. Sustentável, o design poupa energia elétrica priorizando a ventilação natural da praia, adota sistemas de geração de energia solar e coleta e trata água da chuva.
A gastronomia no Bahia Vik prioriza ingredientes locais e a cozinha uruguaia: os “asados” (churrasco uruguaio), pescados frescos, pães e patisserie artesanal e uma oferta interessante de vinhos que incluem o vinho VIK, produzido na Viña Vik, vinícola-hotel da grife estabelecida no Vale de Millahue, Chile. Bem ao lado à beira-mar dele está o também novo La Susana, que já está entre os “paradores” de praia mais badalados da temporada no Atlântico Sul.
Finíssimo - Brasília
sexta-feira, novembro 27, 2015
Vinhos espanhóis querem fortalecer presença no Brasil
Com vinhos do tipo tinto, branco, rosé e espumante, representantes de 12 vinícolas apresentaram nesta quarta-feira em São Paulo rótulos espanhóis que estão no Brasil há cerca de dois anos com a intenção de divulgar o sabor ibérico entre os brasileiros através da Campanha de Vinhos Espanhóis no Brasil.
"Em cifras não é viável identificar o impacto numérico, mas julgando pelo público é possível, é uma maneira de configurar uma imagem do vinho espanhol no Brasil", disse à Agência Efe Antonio Correas, chefe de promoção do Escritório Comercial da Espanha em São Paulo.
De acordo com Correas, nos últimos dez anos, o vinho espanhol teve um crescimento de 30% no Brasil e o país ibérico é o sexto fornecedor de vinho para os brasileiros, um dos dados que mostra "o fortalecimento da marca"
A maior parte das vinícolas presentes era da região de Rioja, uma das mais conhecidas na Espanha pela cultura de vinhos e pioneira no turismo enológico.
Entre as marcas expostas estavam Franco Españolas, Matarromera, Arzuaga Navarro, Finca Valdeguinea e Freixenet, entre outras.
Outra característica que chama a atenção de brasileiros, segundo Correas, é a vantagem do "custo-benefício" que os vinhos espanhóis apresentam, isto é, carregam qualidade e peculiaridades das uvas próprias por um preço que cabe no bolso do brasileiro.
Para Leandro Moraes, importador da marca Sonsierra, uma das degustadas da noite, o vinho espanhol está sendo inserido no gosto do brasileiro especialmente pelos rótulos mais jovens.
"O chamado Crianza, que é um vinho embarricado por 12 meses, é um dos mais consumidos no Brasil atualmente, porque, por estar em barril, o sabor forte da tradicional uva espanhola 'tempranillo' é amaciada, ficando mais fácil agradar todos os públicos", explicou à Efe.
Vinhos encorpados, potentes, de reconhecimento mundial provenientes de bodegas centenárias com conceito agroecológico também estão ganhando espaço no mercado de bebidas importadas brasileiras, como destaca o importador da marca Vega Tolasa, Leonardo da Fonseca.
"Os vinhos espanhóis são bem equilibrados, a acidez é bem equilibrada e por isso temos vinhos que se adaptam muito bem a qualquer paladar, sendo vinhos que você pode consumir no dia a dia ou em ocasiões especiais", destacou Fonseca.
O evento foi realizado no Consulado da Espanha em São Paulo e foi organizado por órgãos de comércio e turismo da Espanha a fim de impulsionar a marca para o próximo ano.
Na ocasião também foi comemorado os dois anos de presença do jornal espanhol "El País" no Brasil, onde mantém uma versão digital.
Fonte : Terra
"Em cifras não é viável identificar o impacto numérico, mas julgando pelo público é possível, é uma maneira de configurar uma imagem do vinho espanhol no Brasil", disse à Agência Efe Antonio Correas, chefe de promoção do Escritório Comercial da Espanha em São Paulo.
De acordo com Correas, nos últimos dez anos, o vinho espanhol teve um crescimento de 30% no Brasil e o país ibérico é o sexto fornecedor de vinho para os brasileiros, um dos dados que mostra "o fortalecimento da marca"
A maior parte das vinícolas presentes era da região de Rioja, uma das mais conhecidas na Espanha pela cultura de vinhos e pioneira no turismo enológico.
Entre as marcas expostas estavam Franco Españolas, Matarromera, Arzuaga Navarro, Finca Valdeguinea e Freixenet, entre outras.
Outra característica que chama a atenção de brasileiros, segundo Correas, é a vantagem do "custo-benefício" que os vinhos espanhóis apresentam, isto é, carregam qualidade e peculiaridades das uvas próprias por um preço que cabe no bolso do brasileiro.
Para Leandro Moraes, importador da marca Sonsierra, uma das degustadas da noite, o vinho espanhol está sendo inserido no gosto do brasileiro especialmente pelos rótulos mais jovens.
"O chamado Crianza, que é um vinho embarricado por 12 meses, é um dos mais consumidos no Brasil atualmente, porque, por estar em barril, o sabor forte da tradicional uva espanhola 'tempranillo' é amaciada, ficando mais fácil agradar todos os públicos", explicou à Efe.
Vinhos encorpados, potentes, de reconhecimento mundial provenientes de bodegas centenárias com conceito agroecológico também estão ganhando espaço no mercado de bebidas importadas brasileiras, como destaca o importador da marca Vega Tolasa, Leonardo da Fonseca.
"Os vinhos espanhóis são bem equilibrados, a acidez é bem equilibrada e por isso temos vinhos que se adaptam muito bem a qualquer paladar, sendo vinhos que você pode consumir no dia a dia ou em ocasiões especiais", destacou Fonseca.
O evento foi realizado no Consulado da Espanha em São Paulo e foi organizado por órgãos de comércio e turismo da Espanha a fim de impulsionar a marca para o próximo ano.
Na ocasião também foi comemorado os dois anos de presença do jornal espanhol "El País" no Brasil, onde mantém uma versão digital.
Fonte : Terra
terça-feira, outubro 27, 2015
Setor vitivinícola estima queda de 30% na produção de uva em função dos vendavais no RS
A safra gaúcha de uva deve contabilizar prejuízos superiores a 30%, em função dos vendavais registrados nos últimos dias no Estado. Pelo menos 66 cidades gaúchas tiveram decreto de emergência homologado pelo governo federal em decorrência de danos causados pelas enchentes e chuvas de granizo, inclusive municípios da Serra, principal região produtora da fruta. Em 2015, a safra de uva foi estimada em 702 milhões de quilos.
No entanto, devido às adversidades climáticas, a produção de uva colhida entre janeiro e março do ano que vem, deve girar em torno de 491 milhões de quilos. Em entrevista ao programa Correio Rural, da Rádio Guaíba deste sábado, o diretor executivo do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Carlos Paviani, advertiu que o volume de chuva registro neste mês impactou diretamente nos parrareis gaúchos. “Como as geadas, granizo e as fortes chuvas impedem a floração das videiras, diminuindo volume de cachos, algumas lideranças sindicais já estimam perdas de 30% a 40%”, diz.
Entre as variedades de uva cultivadas no Rio Grande do Sul estão: Isabel, Bordô e Niágara para fabricação de sucos e vinhos de mesa. Já a produção de Chardonnay, Merlot, Moscato e Cabernet são direcionadas para vinhos finos e espumantes.
Carlos Paviani garantiu, porém que o revês da produção gaúcha não vai resultar na alta de preços de produtos como vinhos e sucos, uma vez, que as vinícolas e demais fábricas dispõem de grandes estoques.
Ibravin comemora novo projeto que altera ICMS
O diretor executivo do Ibravin, Carlos Paviani, também ressaltou a importância do projeto protocolado na Assembleia, que retira vinhos e derivados de uva da lista de produtos que terão aumento de 2% da aliquata de ICMS a partir de janeiro de 2016. O autor do texto, deputado Elton Weber (PSB) visa corrigir um equivoco do Executivo, para revisar a lei a fim de suspender o aumento de ICMS, que pode resultar na queda de arrecadação, em função da alta competitividade com produtos vindos do Mercosul. (Lucas Rivas/Rádio Guaíba)
Por Equipe do site - Felipe Vieira
No entanto, devido às adversidades climáticas, a produção de uva colhida entre janeiro e março do ano que vem, deve girar em torno de 491 milhões de quilos. Em entrevista ao programa Correio Rural, da Rádio Guaíba deste sábado, o diretor executivo do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Carlos Paviani, advertiu que o volume de chuva registro neste mês impactou diretamente nos parrareis gaúchos. “Como as geadas, granizo e as fortes chuvas impedem a floração das videiras, diminuindo volume de cachos, algumas lideranças sindicais já estimam perdas de 30% a 40%”, diz.
Entre as variedades de uva cultivadas no Rio Grande do Sul estão: Isabel, Bordô e Niágara para fabricação de sucos e vinhos de mesa. Já a produção de Chardonnay, Merlot, Moscato e Cabernet são direcionadas para vinhos finos e espumantes.
Carlos Paviani garantiu, porém que o revês da produção gaúcha não vai resultar na alta de preços de produtos como vinhos e sucos, uma vez, que as vinícolas e demais fábricas dispõem de grandes estoques.
Ibravin comemora novo projeto que altera ICMS
O diretor executivo do Ibravin, Carlos Paviani, também ressaltou a importância do projeto protocolado na Assembleia, que retira vinhos e derivados de uva da lista de produtos que terão aumento de 2% da aliquata de ICMS a partir de janeiro de 2016. O autor do texto, deputado Elton Weber (PSB) visa corrigir um equivoco do Executivo, para revisar a lei a fim de suspender o aumento de ICMS, que pode resultar na queda de arrecadação, em função da alta competitividade com produtos vindos do Mercosul. (Lucas Rivas/Rádio Guaíba)
Por Equipe do site - Felipe Vieira
Vinho Madeira conquista norte-americanos
Vários dos mais influentes líderes de opinião norte-americanos marcaram presença nas provas anuais e master classes que o IVBAM – Instituto do Vinho, do Bordado e do Artesanato da Madeira promoveu na semana passada, nas cidades de Washington D.C., Filadéflia e Nova Iorque.
O circuito incluiu a realização de acções de sensibilização e formação sobre o Vinho Madeira nas mais conceituadas instituições de ensino vínico e hoteleiro das respetivas cidades visitadas: The Capital Wine School, Washington D.C.; Drexel University's Center for Hospitality and Sport Management, Filadélfia; e The International Culinary Center, Nova Iorque.
As sessões foram seguidas de provas com produtores de Vinho Madeira, em unidades hoteleiras conceituadas de cada uma das cidades, especialmente dirigidas a líderes de opinião, importadores, sommeliers e público convidado.
Incluídas na programação de cada prova decorreram master classes, que pormenorizaram as múltiplas características que tornam o Vinho da Madeira único no mundo. Sempre lotadas, as master classes registaram uma elevada participação de reputados especialistas, sobretudo Master of Wine e wine educators.
"Uma vez mais foi muito gratificante constatar o genuíno interesse que os especialistas norte-americanos demonstraram pelo Vinho da Madeira. Possuindo um conhecimento profundo de vinhos e realidades vínicas de várias partes do mundo, identificam e valorizam a realidade muito particular do Vinho da Madeira, comprovando o estatuto ímpar que esse vinho tem, muito especialmente no mercado norte-americano", realça a Presidente do IVBAM, Paula Cabaço.
No total, mais de 500 pessoas participaram neste conjunto de acções, protagonizadas por casas e produtores de Vinho da Madeira, pelo crítico de vinhos português Rui Falcão e pelos especialistas Andrew Bell, presidente da American Sommelier Association (Nova Iorque), Andrew Myers, Master Sommelier (Washington D.C.) e Justin Timsit, Advanced Sommelier (Filadélfia).
Nos EUA, um dos maiores mercados mundiais de vinho, os Madeira possuem um longo historial de prestígio, sendo encarados como uma tipologia de vinhos super premium. A exportação no ano transacto para os Estados Unidos representou um volume de 213.915,25 litros, equivalente a um valor de 1.902.982,67 euros.
Escrito por Rui Conceição
O circuito incluiu a realização de acções de sensibilização e formação sobre o Vinho Madeira nas mais conceituadas instituições de ensino vínico e hoteleiro das respetivas cidades visitadas: The Capital Wine School, Washington D.C.; Drexel University's Center for Hospitality and Sport Management, Filadélfia; e The International Culinary Center, Nova Iorque.
As sessões foram seguidas de provas com produtores de Vinho Madeira, em unidades hoteleiras conceituadas de cada uma das cidades, especialmente dirigidas a líderes de opinião, importadores, sommeliers e público convidado.
Incluídas na programação de cada prova decorreram master classes, que pormenorizaram as múltiplas características que tornam o Vinho da Madeira único no mundo. Sempre lotadas, as master classes registaram uma elevada participação de reputados especialistas, sobretudo Master of Wine e wine educators.
"Uma vez mais foi muito gratificante constatar o genuíno interesse que os especialistas norte-americanos demonstraram pelo Vinho da Madeira. Possuindo um conhecimento profundo de vinhos e realidades vínicas de várias partes do mundo, identificam e valorizam a realidade muito particular do Vinho da Madeira, comprovando o estatuto ímpar que esse vinho tem, muito especialmente no mercado norte-americano", realça a Presidente do IVBAM, Paula Cabaço.
No total, mais de 500 pessoas participaram neste conjunto de acções, protagonizadas por casas e produtores de Vinho da Madeira, pelo crítico de vinhos português Rui Falcão e pelos especialistas Andrew Bell, presidente da American Sommelier Association (Nova Iorque), Andrew Myers, Master Sommelier (Washington D.C.) e Justin Timsit, Advanced Sommelier (Filadélfia).
Nos EUA, um dos maiores mercados mundiais de vinho, os Madeira possuem um longo historial de prestígio, sendo encarados como uma tipologia de vinhos super premium. A exportação no ano transacto para os Estados Unidos representou um volume de 213.915,25 litros, equivalente a um valor de 1.902.982,67 euros.
Escrito por Rui Conceição
segunda-feira, outubro 19, 2015
Vinhos delicados não servem a 36 mil pés de altitude
Na última primavera do hemisfério norte, Joost Heymeijer chegou a Bordeaux com a equipe especializada em vinhos da empresa aérea Emirates para uma maratona de quatro dias de degustação de amostras diretamente dos barris.
Eles acabaram comprando quase 1 milhão de garrafas a futuro, enfocando em 60 famosos crus classés, como o Château Cheval Blanc.
Quando os vinhos estiverem prontos para o consumo, serão disponibilizados gratuitamente na primeira classe e na classe executiva da Emirates
“Uma viagem longa fica muito melhor com uma taça de Bordeaux ou champanhe fino”, diz Heymeijer, que comanda o serviço de bordo da empresa aérea. “É por isso que gastamos meio bilhão de dólares no programa de vinhos durante a última década”.
Dois milhões de garrafas estão envelhecendo em um depósito na Borgonha; o restante está armazenado em Dubai.
A Emirates é uma das várias empresas aéreas que estão acrescentando vinhos de elite à lista de regalias de luxo, como camas massageadoras e serviço culinário com estrelas Michelin.
Trata-se de uma estratégia de longo prazo para conquistar a fidelidade dos viajantes ricos.
As empresas aéreas escolhem a maior parte dos vinhos por meio de testes cegos usando especialistas como James Cluer, que criou o programa da Qatar Airways há uma década.
A equipe da Singapore Airways, formada por três pessoas, inclui dois Mestres do Vinho; sommeliers da australiana Rockpool Restaurant Group fazem as escolhas da Qantas Airways.
As seleções variam bastante entre as empresas aéreas e os voos, mas os champanhes de primeira linha são uma constante.
Nas listas, há uma preferência pelos vinhos ricos e frutados, em detrimento dos complexos e delicados, porque a pressão da cabine e a baixa umidade diminuem os sentidos do olfato e do paladar. (Nem todas as escolhas são qualificadas como garrafas de luxo; o sauvignon blanc da suíte de três quartos da Etihad Airways custa modestos US$ 15 no varejo).
As empresas aéreas estão investindo pesadamente em serviços.
A Etihad utiliza taças de cristal criadas especialmente para a companhia, assim como a Singapore. E a Qatar ofereceu treinamentos sobre vinhos para todos os seus 9.000 comissários de bordo.
O que vem a seguir? Eu prevejo sommeliers a bordo realizando degustações privadas de vinhos no ar.
Fonte : Exame.com
Eles acabaram comprando quase 1 milhão de garrafas a futuro, enfocando em 60 famosos crus classés, como o Château Cheval Blanc.
Quando os vinhos estiverem prontos para o consumo, serão disponibilizados gratuitamente na primeira classe e na classe executiva da Emirates
“Uma viagem longa fica muito melhor com uma taça de Bordeaux ou champanhe fino”, diz Heymeijer, que comanda o serviço de bordo da empresa aérea. “É por isso que gastamos meio bilhão de dólares no programa de vinhos durante a última década”.
Dois milhões de garrafas estão envelhecendo em um depósito na Borgonha; o restante está armazenado em Dubai.
A Emirates é uma das várias empresas aéreas que estão acrescentando vinhos de elite à lista de regalias de luxo, como camas massageadoras e serviço culinário com estrelas Michelin.
Trata-se de uma estratégia de longo prazo para conquistar a fidelidade dos viajantes ricos.
As empresas aéreas escolhem a maior parte dos vinhos por meio de testes cegos usando especialistas como James Cluer, que criou o programa da Qatar Airways há uma década.
A equipe da Singapore Airways, formada por três pessoas, inclui dois Mestres do Vinho; sommeliers da australiana Rockpool Restaurant Group fazem as escolhas da Qantas Airways.
As seleções variam bastante entre as empresas aéreas e os voos, mas os champanhes de primeira linha são uma constante.
Nas listas, há uma preferência pelos vinhos ricos e frutados, em detrimento dos complexos e delicados, porque a pressão da cabine e a baixa umidade diminuem os sentidos do olfato e do paladar. (Nem todas as escolhas são qualificadas como garrafas de luxo; o sauvignon blanc da suíte de três quartos da Etihad Airways custa modestos US$ 15 no varejo).
As empresas aéreas estão investindo pesadamente em serviços.
A Etihad utiliza taças de cristal criadas especialmente para a companhia, assim como a Singapore. E a Qatar ofereceu treinamentos sobre vinhos para todos os seus 9.000 comissários de bordo.
O que vem a seguir? Eu prevejo sommeliers a bordo realizando degustações privadas de vinhos no ar.
Fonte : Exame.com
Ana Amélia critica MP que aumenta IPI sobre a produção de vinhos
Na tribuna do Senado, a senadora Ana Amélia (PP-RS) cobrou alterações na MP 690/2015, que aumenta o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) incidente sobre a produção de vinhos e espumantes brasileiros. A MP propõe cobrança de 10% sobre o valor do produto na saída da indústria.
Uma garrada de vinho de R$ 40, por exemplo, passará a ser taxada em R$ 4. Antes, era cobrado R$ 0,73 por garrafa. A parlamentar gaúcha pediu ao relator da MP, senador Humberto Costa (PT-PE), que altere o texto para evitar a elevação do tributo à produção nacional de vinhos e espumantes.
Ana Amélia teme que o aumento do preço ao consumidor aprofunde as dificuldades da vitivinicultura nacional. A senadora ressaltou a importância da produção do vinho para o estado do Rio Grande do Sul. Contou que há dez anos, 90% do espumante consumido no Brasil eram importados. Hoje, 95% têm origem no país.
Não podemos sacrificar esse setor, que é extremamente importante para a economia do Rio Grande do Sul e do país, com alto valor agregado. São milhares de famílias que trabalham e dependem dessa atividade — ressaltou.
A parlamentar destacou reunião que teve nesta terça-feira (13) com o diretor-executivo do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Carlos Paviani, o diretor-executivo da Federação das Cooperativas Vinícolas do Rio Grande do Sul (Fecovinho), Helio Luiz Marchioro, o presidente da União Brasileira de Vitivinicultura (Uvibra), Dirceu Scottá, e a presidente-executiva da Associação Brasileira dos Exportadores e Importadores de Alimentos e Bebidas (Abba), Raquel de Almeida Salgado. Na ocasião, foi apresentado o quadro preocupante do setor, caso o aumento na tributação realmente entre em vigor a partir de 1º de dezembro.
Essa medida retira a competitividade do setor. Em vez de estimular a cadeia produtiva nacional, a MP vai na mão contrária — declarou Ana Amélia.
Fonte : RPI
Uma garrada de vinho de R$ 40, por exemplo, passará a ser taxada em R$ 4. Antes, era cobrado R$ 0,73 por garrafa. A parlamentar gaúcha pediu ao relator da MP, senador Humberto Costa (PT-PE), que altere o texto para evitar a elevação do tributo à produção nacional de vinhos e espumantes.
Ana Amélia teme que o aumento do preço ao consumidor aprofunde as dificuldades da vitivinicultura nacional. A senadora ressaltou a importância da produção do vinho para o estado do Rio Grande do Sul. Contou que há dez anos, 90% do espumante consumido no Brasil eram importados. Hoje, 95% têm origem no país.
Não podemos sacrificar esse setor, que é extremamente importante para a economia do Rio Grande do Sul e do país, com alto valor agregado. São milhares de famílias que trabalham e dependem dessa atividade — ressaltou.
A parlamentar destacou reunião que teve nesta terça-feira (13) com o diretor-executivo do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Carlos Paviani, o diretor-executivo da Federação das Cooperativas Vinícolas do Rio Grande do Sul (Fecovinho), Helio Luiz Marchioro, o presidente da União Brasileira de Vitivinicultura (Uvibra), Dirceu Scottá, e a presidente-executiva da Associação Brasileira dos Exportadores e Importadores de Alimentos e Bebidas (Abba), Raquel de Almeida Salgado. Na ocasião, foi apresentado o quadro preocupante do setor, caso o aumento na tributação realmente entre em vigor a partir de 1º de dezembro.
Essa medida retira a competitividade do setor. Em vez de estimular a cadeia produtiva nacional, a MP vai na mão contrária — declarou Ana Amélia.
Fonte : RPI
quarta-feira, outubro 14, 2015
Terroir feminino: presidente da Villa Francioni, Daniela de Freitas comemora os 10 anos da vinícola
Daniela
Está cada vez mais distante a associação exclusiva do vinho com o universo masculino. E Daniela Borges de Freitas, presidente da Vinícola Villa Francioni há sete anos, ajuda a comprovar que transitar com propriedade e sucesso nesse encantador universo independe de gênero. Premiada em pelos menos 10 distinções brasileiras, a vinícola boutique de São Joaquim que, sob a batuta de Daniela se tornou referência entre os vinhos finos nacionais, está prestes a completar 10 anos de produção – um tempo curto considerando o segmento da vitivinicultura. Mas nem sempre foi fácil. Logo que assumiu a presidência da vinícola, em 2008, ela enfrentou a surpresa de um cliente quando, ao receber sua visita, afirmou que vinho era, sim, negócio de homem.
- Eu não acreditei que estava escutando aquilo. Acho que está na hora de fazer uma outra visita para ele – diz, no tom doce mas firme que caracteriza sua maneira de gerir o negócio idealizado pelo pai, Dilor, falecido logo depois da audaciosa construção.
Mesmo com o sucesso comprovado, a combinação mulheres e vinho ainda não é comum: entre as 35 vinícolas associadas à Vinho de Altitude – Produtores e Associados, apenas três delas (Villa Francioni, Monte Agudo e Santo Emilio) têm mulheres à frente. Mas que a doçura de Daniela não engane. A filha número 3 de Dilor e Therezinha Freitas é determinada, dinâmica e dedicada aos estudos: depois da graduação em Direito na Universidade Mackenzie, em São Paulo, seguiu para uma série invejável de pós-graduações: Economia na USP, Direito Empresarial na Mackenzie, Direito Econômico e Empresarial na FGV, e Direito Comparado em Harvard. A mudança de rumo dos escritórios e conselhos administrativos das outras empresas da família (que vão do segmento cerâmico ao imobiliário) para o mundo do vinho agradou: diferente do que se pode imaginar, ela não toca a vinícola apenas em nome do pai, mas tomou gosto pelo mundo dos vinhos.
- Eu aprecio vinho. Mas o que mais me atrai é o negócio em si, a administração, o envolvimento social que isso traz e o que a vinícola representa aqui para a região. Desde a época do pai, ele queria que a Villa fosse um referencial para o desenvolvimento de um polo de vitivinicultura de alta qualidade. Nosso foco hoje não é o crescimento da produção em si, mas o aprimoramento do vinho e do caráter turístico da vinícola – destaca a empresária de 51 anos.
É pensando justamente no turismo e em receber ainda melhor o visitante que Daniela contou à coluna que em breve inaugura três novas operações dentro dos domínios da Francioni: um wine bar, um restaurante e uma pousada.
Parece que quando Dilor batizou a vinícola em homenagem a mãe, a imigrante italiana Agripina Francioni, já intuia o destino do negócio, fadado a florescer sob o comando feminino.
Foto: Fabricio Flores Nunes, divulgação
Postado por Laura Coutinho, What's Up
Está cada vez mais distante a associação exclusiva do vinho com o universo masculino. E Daniela Borges de Freitas, presidente da Vinícola Villa Francioni há sete anos, ajuda a comprovar que transitar com propriedade e sucesso nesse encantador universo independe de gênero. Premiada em pelos menos 10 distinções brasileiras, a vinícola boutique de São Joaquim que, sob a batuta de Daniela se tornou referência entre os vinhos finos nacionais, está prestes a completar 10 anos de produção – um tempo curto considerando o segmento da vitivinicultura. Mas nem sempre foi fácil. Logo que assumiu a presidência da vinícola, em 2008, ela enfrentou a surpresa de um cliente quando, ao receber sua visita, afirmou que vinho era, sim, negócio de homem.
- Eu não acreditei que estava escutando aquilo. Acho que está na hora de fazer uma outra visita para ele – diz, no tom doce mas firme que caracteriza sua maneira de gerir o negócio idealizado pelo pai, Dilor, falecido logo depois da audaciosa construção.
Mesmo com o sucesso comprovado, a combinação mulheres e vinho ainda não é comum: entre as 35 vinícolas associadas à Vinho de Altitude – Produtores e Associados, apenas três delas (Villa Francioni, Monte Agudo e Santo Emilio) têm mulheres à frente. Mas que a doçura de Daniela não engane. A filha número 3 de Dilor e Therezinha Freitas é determinada, dinâmica e dedicada aos estudos: depois da graduação em Direito na Universidade Mackenzie, em São Paulo, seguiu para uma série invejável de pós-graduações: Economia na USP, Direito Empresarial na Mackenzie, Direito Econômico e Empresarial na FGV, e Direito Comparado em Harvard. A mudança de rumo dos escritórios e conselhos administrativos das outras empresas da família (que vão do segmento cerâmico ao imobiliário) para o mundo do vinho agradou: diferente do que se pode imaginar, ela não toca a vinícola apenas em nome do pai, mas tomou gosto pelo mundo dos vinhos.
- Eu aprecio vinho. Mas o que mais me atrai é o negócio em si, a administração, o envolvimento social que isso traz e o que a vinícola representa aqui para a região. Desde a época do pai, ele queria que a Villa fosse um referencial para o desenvolvimento de um polo de vitivinicultura de alta qualidade. Nosso foco hoje não é o crescimento da produção em si, mas o aprimoramento do vinho e do caráter turístico da vinícola – destaca a empresária de 51 anos.
É pensando justamente no turismo e em receber ainda melhor o visitante que Daniela contou à coluna que em breve inaugura três novas operações dentro dos domínios da Francioni: um wine bar, um restaurante e uma pousada.
Parece que quando Dilor batizou a vinícola em homenagem a mãe, a imigrante italiana Agripina Francioni, já intuia o destino do negócio, fadado a florescer sob o comando feminino.
Foto: Fabricio Flores Nunes, divulgação
Postado por Laura Coutinho, What's Up
Brasileiro muda jeito de consumir vinho, diz Ibravin
Para os vinhos finos nacionais, a estimativa é de uma expansão de 7% a 8% nas vendas
O repasse da alta do dólar ainda não chegou ao preço dos vinhos importados, mas tem deixado os consumidores brasileiros em alerta. Com a moeda cotada acima de R$ 4, nas últimas semanas, a escolha por rótulos estrangeiros mais baratos já começou. A notícia é boa para o mercado interno, que ganha mais possibilidades de competitividade no novo cenário.
Em entrevista, o diretor executivo do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Carlos Paviani, afirmou que o impacto mais forte nos preços dos importados deve ocorrer perto do fim do ano e no início de 2016, em função dos estoques dos importadores e grandes redes de supermercados, que giram em torno de seis meses. Mesmo assim, o executivo acredita que a importação deve estagnar este ano, após ter crescido 13% em 2014, para 76,9 milhões de litros.
Para os vinhos finos nacionais, a estimativa é de uma expansão de 7% a 8% nas vendas, ante os 19,3 milhões de litros do ano passado, o que significaria uma boa recuperação depois da queda de 4% frente a 2013. Se confirmada, a alta ainda puxará um crescimento de 1,3% a 1,6% no mercado total e elevará a fatia dos rótulos brasileiros de 20% para até 21,3%.
Fonte : Paraíba Total
O repasse da alta do dólar ainda não chegou ao preço dos vinhos importados, mas tem deixado os consumidores brasileiros em alerta. Com a moeda cotada acima de R$ 4, nas últimas semanas, a escolha por rótulos estrangeiros mais baratos já começou. A notícia é boa para o mercado interno, que ganha mais possibilidades de competitividade no novo cenário.
Em entrevista, o diretor executivo do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Carlos Paviani, afirmou que o impacto mais forte nos preços dos importados deve ocorrer perto do fim do ano e no início de 2016, em função dos estoques dos importadores e grandes redes de supermercados, que giram em torno de seis meses. Mesmo assim, o executivo acredita que a importação deve estagnar este ano, após ter crescido 13% em 2014, para 76,9 milhões de litros.
Para os vinhos finos nacionais, a estimativa é de uma expansão de 7% a 8% nas vendas, ante os 19,3 milhões de litros do ano passado, o que significaria uma boa recuperação depois da queda de 4% frente a 2013. Se confirmada, a alta ainda puxará um crescimento de 1,3% a 1,6% no mercado total e elevará a fatia dos rótulos brasileiros de 20% para até 21,3%.
Fonte : Paraíba Total
quarta-feira, outubro 07, 2015
Complexo Narbona - Uruguai
A convite da Gerente de Exportações Fabiana Bracco, estive dias atrás visitando o "Wine Lodge" Narbona, na cidade de Carmelo, no Uruguai. O complexo é formado por vinícola, pousada, restaurante, produção de azeite de oliva, queijos finos, massas e compotas.
Fabiana no evento Tannat Tasting Rio de Janeiro
Vinhedos prórios
Recepcionado pela jovem e simpática enóloga Valeria Chiola, tive a oportunidade de conhecer a vinícola e todo o processo de produção dos seus vinhos, além de degustar vários deles.
A enóloga Valeria Chiola
Antiga Cave
Nova Adega
A adega tem uma extensão de 50ha e está localizada em uma fazenda de 1909. Em 1998 começou a plantação dos vinhedos e em 2010 a construção de uma nova adega para produção de vinhos exclusivos. Hoje possuem aproximadamente 15 hectares exclusivos de Tannat, mas também Pinot Noir, Petit Verdot, Viognier e Syrah.
Nova Cave
A colheita se faz manualmente e a vendimia começa ao inicio de fevereiro e vai até metade de março. A uva é transportada da adega em caixas de 16 kgs e se realiza uma primeira seleção manual na cinta de seleção onde se escolhem aqueles cachos que estão em ótimas condições de sanidade e maturidade. Uma segunda seleção desta vez dos grãos é realizada na cinta que vibra para ter certeza da qualidade máxima procurada.
Finalizado este processo os grãos são depositados nos tanques de aço inoxidável ou barris de carvalho francês, com camisa de refrigeração para controlar a temperatura do mosto que vai fermentar durante 10 a 15 dias.
Tonéis de carvalho francês
Depois da fermentação alcoólica, separa-se as partes sólidas (bagaço) e se depositam diretamente nos barris para amadurecer, mínimo 18 meses, para depois engarrafar (o tempo em barris se decide através de degustação e análises do vinho).
Restaurante onde se come maravilhosamente bem
Queijos finos de produção própria
Azeite 0.2 de acidez
Alguns vinhos degustados :
Puerto Carmelo Sauvignon Blanc 2015
Leve, fresco e frutado, com toques ligeiramente herbáceos. Ótima acidez e final limpo.
Puerto Carmelo Tannat 2013
Sem passagem por madeira, apresenta um belo aroma de frutas vermelhas maduras e uvas passas. Médio corpo, taninos macios e boa acidez.
Narbona Tannat Rosé2014
Cor vermelho cereja brilhante. Aromas de frutas vermelhas e ligeiro toque de baunilha, uma vez que passou por quatro meses em barricas de carvalho francês novas. Médio corpo, boa acidez, equilibrado e persistente.
Narbona Pinot Noir 2013
Com 8 meses em barricas de carvalho americano e francês, apresenta aromas frescos de frutas de bosque e toques de baunilha e cedro. Bom corpo, taninos macios, ótima acidez e boa persistência.
Narnona Tannat Roble 2012
Com 12 meses em barris novos de carvalho francês, apresenta aromas intensos de chocolate, uvas verdes e passas, um toque picante, com bom corpo e estrutura.
Narbona Blend 001 2103
Com 10 meses em barrica de roble francês, apresenta aromas de frutas, especiarias e ligeira baunilha. Bom corpo, macio e equilibrado.
Narbona Luz de Luña Tannat 2011
Com envelhecimento de 5 meses em barricas de carvalho francês de tosta média, apresenta aromas complexos de frutas maduras, especiarias e carvalho. Encorpado e macio, com ótima persistência e final longo.
Os vinhos da Narbona são trazidos para o Brasil pela Importadora DeVinum ( www.devinum.com.br ) - tel. 11 2532-7201 e Rio de Janeiro 21 97825-4595
Fabiana no evento Tannat Tasting Rio de Janeiro
Vinhedos prórios
Recepcionado pela jovem e simpática enóloga Valeria Chiola, tive a oportunidade de conhecer a vinícola e todo o processo de produção dos seus vinhos, além de degustar vários deles.
A enóloga Valeria Chiola
Antiga Cave
Nova Adega
A adega tem uma extensão de 50ha e está localizada em uma fazenda de 1909. Em 1998 começou a plantação dos vinhedos e em 2010 a construção de uma nova adega para produção de vinhos exclusivos. Hoje possuem aproximadamente 15 hectares exclusivos de Tannat, mas também Pinot Noir, Petit Verdot, Viognier e Syrah.
Nova Cave
A colheita se faz manualmente e a vendimia começa ao inicio de fevereiro e vai até metade de março. A uva é transportada da adega em caixas de 16 kgs e se realiza uma primeira seleção manual na cinta de seleção onde se escolhem aqueles cachos que estão em ótimas condições de sanidade e maturidade. Uma segunda seleção desta vez dos grãos é realizada na cinta que vibra para ter certeza da qualidade máxima procurada.
Finalizado este processo os grãos são depositados nos tanques de aço inoxidável ou barris de carvalho francês, com camisa de refrigeração para controlar a temperatura do mosto que vai fermentar durante 10 a 15 dias.
Tonéis de carvalho francês
Depois da fermentação alcoólica, separa-se as partes sólidas (bagaço) e se depositam diretamente nos barris para amadurecer, mínimo 18 meses, para depois engarrafar (o tempo em barris se decide através de degustação e análises do vinho).
Restaurante onde se come maravilhosamente bem
Queijos finos de produção própria
Azeite 0.2 de acidez
Alguns vinhos degustados :
Puerto Carmelo Sauvignon Blanc 2015
Leve, fresco e frutado, com toques ligeiramente herbáceos. Ótima acidez e final limpo.
Puerto Carmelo Tannat 2013
Sem passagem por madeira, apresenta um belo aroma de frutas vermelhas maduras e uvas passas. Médio corpo, taninos macios e boa acidez.
Narbona Tannat Rosé2014
Cor vermelho cereja brilhante. Aromas de frutas vermelhas e ligeiro toque de baunilha, uma vez que passou por quatro meses em barricas de carvalho francês novas. Médio corpo, boa acidez, equilibrado e persistente.
Narbona Pinot Noir 2013
Com 8 meses em barricas de carvalho americano e francês, apresenta aromas frescos de frutas de bosque e toques de baunilha e cedro. Bom corpo, taninos macios, ótima acidez e boa persistência.
Narnona Tannat Roble 2012
Com 12 meses em barris novos de carvalho francês, apresenta aromas intensos de chocolate, uvas verdes e passas, um toque picante, com bom corpo e estrutura.
Narbona Blend 001 2103
Com 10 meses em barrica de roble francês, apresenta aromas de frutas, especiarias e ligeira baunilha. Bom corpo, macio e equilibrado.
Narbona Luz de Luña Tannat 2011
Com envelhecimento de 5 meses em barricas de carvalho francês de tosta média, apresenta aromas complexos de frutas maduras, especiarias e carvalho. Encorpado e macio, com ótima persistência e final longo.
Os vinhos da Narbona são trazidos para o Brasil pela Importadora DeVinum ( www.devinum.com.br ) - tel. 11 2532-7201 e Rio de Janeiro 21 97825-4595
Salton completa 105 anos com dois novos produtos no mercado
Vinícola se consolidou como uma das mais importantes do país ao aliar novas tecnologias com a busca constante pela excelência de seus produtos
25 de agosto marca o aniversário da Vinícola Salton, de Bento Gonçalves, que comemora 105 anos neste ano. Durante esse tempo, a empresa se consolidou como uma das mais importantes no ramo de vinhos e espumantes no país, além de conquistar espaço no exterior.
Em 1910, a empresa “Paulo Salton e Irmãos” foi fundada e logo destacou-se na elaboração de bebidas. Com o passar dos anos, essa atividade se tornou o foco principal da Vinícola Salton, que se tornou uma das grandes vinícolas do país. Após a abertura de mercado e o acesso às novas tecnologias, a busca pela qualidade e a profissionalização tornaram-se foco da empresa, elaborando produtos de maior valor agregado, passando a fazer parte do competitivo mercado mundial de vinhos. Já é possível encontrar seus produtos nos Estados Unidos, Canadá, Bélgica, Alemanha, China e Japão, entre outros.
Recentemente, com uma gestão estratégica buscando resultados à longo prazo, considerando sempre a qualidade de seus produtos, com desempenhos cada vez mais competitivos, passou a investir em projetos especiais. Uma nova unidade em Santana do Livramento (RS), aposta no potencial produtivo da região da Campanha Gaúcha, cujas uvas são propícias na elaboração de vinhos e espumantes. Em Jarinu (SP), desde 2014, trabalha com uma planta piloto que oportuniza o desenvolvimento de novos itens e aplicação de novas tecnologias em hard e soft drinks.
Novos produtos
Para comemorar os 105 anos, a Salton presenteia os consumidores com dois novos produtos: os vinhos Antônio “Nini” Salton e o Paradoxo Pinot Noir.
O Antônio “Nini” Salton, é o quarto a integrar o projeto de edições limitadas Salton Gerações. Numeradas e de produção limitada em 13 mil garrafas, o vinho, amadurecido durante 12 meses em barricas de carvalho, é um assemblage elaborado com as uvas Cabernet Sauvignon, Merlot, Malbec e Cabernet Franc.
Já o tinto Paradoxo Pinot Noir, produzido com uvas cultivadas na Campanha gaúcha, tem coloração roxo claro com aromas de especiarias, tostado, framboesa, morango, amoras, nozes, café e chocolate.
25 de agosto marca o aniversário da Vinícola Salton, de Bento Gonçalves, que comemora 105 anos neste ano. Durante esse tempo, a empresa se consolidou como uma das mais importantes no ramo de vinhos e espumantes no país, além de conquistar espaço no exterior.
Em 1910, a empresa “Paulo Salton e Irmãos” foi fundada e logo destacou-se na elaboração de bebidas. Com o passar dos anos, essa atividade se tornou o foco principal da Vinícola Salton, que se tornou uma das grandes vinícolas do país. Após a abertura de mercado e o acesso às novas tecnologias, a busca pela qualidade e a profissionalização tornaram-se foco da empresa, elaborando produtos de maior valor agregado, passando a fazer parte do competitivo mercado mundial de vinhos. Já é possível encontrar seus produtos nos Estados Unidos, Canadá, Bélgica, Alemanha, China e Japão, entre outros.
Recentemente, com uma gestão estratégica buscando resultados à longo prazo, considerando sempre a qualidade de seus produtos, com desempenhos cada vez mais competitivos, passou a investir em projetos especiais. Uma nova unidade em Santana do Livramento (RS), aposta no potencial produtivo da região da Campanha Gaúcha, cujas uvas são propícias na elaboração de vinhos e espumantes. Em Jarinu (SP), desde 2014, trabalha com uma planta piloto que oportuniza o desenvolvimento de novos itens e aplicação de novas tecnologias em hard e soft drinks.
Novos produtos
Para comemorar os 105 anos, a Salton presenteia os consumidores com dois novos produtos: os vinhos Antônio “Nini” Salton e o Paradoxo Pinot Noir.
O Antônio “Nini” Salton, é o quarto a integrar o projeto de edições limitadas Salton Gerações. Numeradas e de produção limitada em 13 mil garrafas, o vinho, amadurecido durante 12 meses em barricas de carvalho, é um assemblage elaborado com as uvas Cabernet Sauvignon, Merlot, Malbec e Cabernet Franc.
Já o tinto Paradoxo Pinot Noir, produzido com uvas cultivadas na Campanha gaúcha, tem coloração roxo claro com aromas de especiarias, tostado, framboesa, morango, amoras, nozes, café e chocolate.
segunda-feira, outubro 05, 2015
França elege 'Mestre do vinho do Porto' esta segunda-feira
A França elege esta segunda-feira o "Master of Port" ("Mestre do vinho do Porto"), num concurso apresentado como "o único evento que premeia a excelência dos escanções especialistas no vinho do Porto".
A França elege esta segunda-feira o ‘Master of Port’ (‘Mestre do vinho do Porto’), num concurso apresentado como "o único evento que premeia a excelência dos escanções especialistas no vinho do Porto".
A 16.ª edição do ‘Master of Port’ é promovida pela Union de La Sommellerie Française e pelo Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto, pretendendo consolidar a presença dos vinhos do Porto no mercado francês.
"A França é o maior mercado para o vinho do Porto no mundo. Os escanções são os especialistas naturais dos vinhos do Porto de qualidade porque em França conhecemos este vinho, mas nem sempre conhecemos todas as suas qualidades. Os escanções parecem-nos os melhores embaixadores para recomendar o vinho do Porto", disse à Lusa Jean-Jacques Vereecken, diretor da Fédération Française des Vins d'Apéritif.
Jean-Jacques Vereecken apontou ainda que o ‘sommelier’ (escanção) vencedor vê aberto "o caminho para os títulos de Melhor Escanção da Europa e Melhor Escanção do Mundo porque muitos ‘Master of Port’ foram consagrados com esses galardões.
Entre os onze finalistas que concorrem ao título de ‘Mestre do Vinho do Porto’, há um nome português. Trata-se de Micaël Morais, nascido em Paris, mas cuja paixão pelo vinho vem de São Pedro da Silva, no concelho português de Miranda do Douro, onde em criança vindimava com os pais e os avós.
"Este concurso também é uma homenagem à minha família. Meti toda a minha energia e paixão para ganhar. Há seis meses que estou no concurso e seria um sonho ganhar", disse à Lusa, em português, o escanção de 29 anos, que trabalha em um restaurante com uma estrela Michelin num hotel de luxo do 16° bairro de Paris.
Micaël Morais conseguiu dar nas vistas entre os 55 candidatos que participaram nas seleções regionais de Paris e Lyon. Para conquistar o seu sonho tem de conseguir destacar-se na meia-final que se realiza hoje e dar o seu melhor na final desta segunda-feira. A entrega dos prémios acontece, ao fim do dia de segunda, na Embaixada de Portugal em Paris.
Na sexta edição do concurso, em 1993, o vencedor foi o português Octávio Ferreira - 4º Melhor Escanção do Mundo em 1986 e 1989 e galardoado com o ‘Prix au Sommelier 2015’ pela Académie Internationale de la Gastronomie
Fonte : Notícias ao Minuto
A França elege esta segunda-feira o ‘Master of Port’ (‘Mestre do vinho do Porto’), num concurso apresentado como "o único evento que premeia a excelência dos escanções especialistas no vinho do Porto".
A 16.ª edição do ‘Master of Port’ é promovida pela Union de La Sommellerie Française e pelo Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto, pretendendo consolidar a presença dos vinhos do Porto no mercado francês.
"A França é o maior mercado para o vinho do Porto no mundo. Os escanções são os especialistas naturais dos vinhos do Porto de qualidade porque em França conhecemos este vinho, mas nem sempre conhecemos todas as suas qualidades. Os escanções parecem-nos os melhores embaixadores para recomendar o vinho do Porto", disse à Lusa Jean-Jacques Vereecken, diretor da Fédération Française des Vins d'Apéritif.
Jean-Jacques Vereecken apontou ainda que o ‘sommelier’ (escanção) vencedor vê aberto "o caminho para os títulos de Melhor Escanção da Europa e Melhor Escanção do Mundo porque muitos ‘Master of Port’ foram consagrados com esses galardões.
Entre os onze finalistas que concorrem ao título de ‘Mestre do Vinho do Porto’, há um nome português. Trata-se de Micaël Morais, nascido em Paris, mas cuja paixão pelo vinho vem de São Pedro da Silva, no concelho português de Miranda do Douro, onde em criança vindimava com os pais e os avós.
"Este concurso também é uma homenagem à minha família. Meti toda a minha energia e paixão para ganhar. Há seis meses que estou no concurso e seria um sonho ganhar", disse à Lusa, em português, o escanção de 29 anos, que trabalha em um restaurante com uma estrela Michelin num hotel de luxo do 16° bairro de Paris.
Micaël Morais conseguiu dar nas vistas entre os 55 candidatos que participaram nas seleções regionais de Paris e Lyon. Para conquistar o seu sonho tem de conseguir destacar-se na meia-final que se realiza hoje e dar o seu melhor na final desta segunda-feira. A entrega dos prémios acontece, ao fim do dia de segunda, na Embaixada de Portugal em Paris.
Na sexta edição do concurso, em 1993, o vencedor foi o português Octávio Ferreira - 4º Melhor Escanção do Mundo em 1986 e 1989 e galardoado com o ‘Prix au Sommelier 2015’ pela Académie Internationale de la Gastronomie
Fonte : Notícias ao Minuto
Avaliação Nacional de Vinhos consagra pluralidade de tintos e brancos brasileiros
BENTO GONÇALVES (RS) – Realizada no penúltimo sábado, no coração friozinho da Serra Gaúcha, a 23ª Avaliação Nacional de Vinhos diz muito sobre o paladar culturalmente ampliado do consumidor brasileiro. Num passado nada distante, ainda marcado pelo vinho de garrafão feito com as uvas de mesa trazidas pelos imigrante italianos, nós, blindados pela justificada inocência dos ignorantes, acreditávamos na divisão entre o seco e o suave como forma de distinguir os infantilmente docinhos dos terrivelmente adstringentes.
Agora, sabemos que um bom tinto vai bem além da outrora onipresente cabernet sauvignon. Dos 16 vinhos mais bem cotados pelo exército de avaliadores deste ano, nenhum, isso mesmo, nenhum tinto era feito com a uva símbolo da região francesa de Bordeaux e que deu segurança relativa à expansão da vinicultura pelos países do chamado Novo Mundo há mais de uma década.
Dos tintos destacados, havia amostras de vinhos feitos com as uvas ancelotta (Vinícola Garibaldi), teroldego (Vinícola Monte Rosário), tannat (Vinícola Aurora e outro da Dunamis) e cabernet franc (Vinícola Valmarino), além, claro, de três merlots (Salton, Perini e Miolo), a uva mais consagrada da Serra Gaúcha. Ou seja, o Brasil começa a consolidar um panorama produtivo além dos maniqueísmos mais fáceis do mercado.
“De certa forma, estamos refazendo a tradição de nossos ancestrais, dos nossos avôs imigrantes, experimentando, por exemplo, uvas italianas bem clássicas”, diz o jovem enólogo André Larentis, produtor na vinícola que leva o nome da família nesta parte do Brasil que se comporta como uma versão transatlântica da Borgonha, onde vinho é também questão de sobrenome e pertencimento nas pequenas propriedades familiares.
Esses vinhos desfilaram exuberância e caráter na última Avaliação Nacional de Vinhos, um evento criado em 1993 com o claro objetivo de emular os rituais de consagração típicos na Europa onde, mais que bebida, vinho é questão civilizatória. Aqui, o vinho já tem também seu grande teatro social.
De manhã, centenas de degustadores começavam a chegar, uns com seus melhores ternos, outros cuidadosamente desleixados como a sugerir que vinho precisa de informalidade, ao Pavilhão de Eventos de Bento Gonçalves, a capital não oficial da Serra Gaúcha, onde o Vale dos Vinhedos figura coma primeira região com Denominação de Origem do Brasil – a única, aliás, reconhecida pela União Europeia fora da Europa. À porta, as rainha e princesas do vinho, eleitas a cada vindima, numa festa que serve como espécie de carimbo de renovação para membro da sociedade local.
Para justificar o Instituto Nacional do Vinho e da Associação Nacional de Enologia ao afirmar que temos, ali, a maior degustação do mundo, nada menos que 850 degustadores estavam lá. Jornalistas, produtores e afins, para o ritual de mais de quatro horas de observa a cor + inala os aromas + degusta (e, sim, ninguém deve ficar de pileque antes do fim de uma degustação) e cuspa tudo o que provar para preencher as fichas. Num púlpito na frente do salão, 14 renomados degustadores tecem seus comentários para a audiência. E nem precisa se sentir inferior se não perceber notas aromáticas de “couro de cavalo molhado” num determinando tinto de guarda.
Imperceptível para a maioria, a paleta aromática dos vinhos se baseia, claro, em cheiros concretos, mas também em convenções olfativas do mundinho. Ao lado dos experts, havia também Caio Paduan, um ator iniciante que presta serviços a uma novela ambientada no Rio Grande do Sul dos primeiros vinhedos. Ainda que perceba pouco a diferença entre um tannat e um merlot, uma celebridade midiática sempre lembrará que o vinho também é pop.
Os merlots seguem exuberantes. São, afinal, a cepa que deram ao Vale dos Vinhedos sua D.O., ao lado dos chardonnays para os brancos. Na avaliação, ácidos e frescos, os vinhos base para espumantes comprovam porque o Brasil é pátria de boas borbulhas.
Dos brancos, além dos chardonnay frutados e elegantemente cremosos, aromáticos como os rieslings. Sem esconder a autoridade de quem faz parte de uma civilização com mais de mil anos de vinicultura, o professor da Universidade de Pádova, na Itália, gritava: “Tenham muito orgulho do seu vinho!”. Só faltava o resto do Brasil ouvir. “Agora é menos, mas até uns dois anos atrás, os lojistas nos expulasvam quando chegávamos para oferecer nosso vinho”, diz o vinhateiro José Venturinni, cuja vinícola batizada com seu sobrenome produz um tannat e um chardonnay capazes de refazer os conceitos de qualquer um.
Para driblar as barreiras e impostos, a maior parte dos vinicultores gaúchos encontrou o atalho. “Aceitamos encomendas pelos sites com o mesmo preço com que vendemos aqui”, diz o enólogo Andre Larentis. O frete, se cobrado, costuma sair mais barato que a substitutição tributária capaz de deixar os brasileiros menos acessíveis que os portugueses e chilenos de todo dia.
Fonte: Jornal do Comércio www.jconline.com.br
segunda-feira, setembro 21, 2015
Ucrânia processa Berlusconi e Putin após degustação de vinho de 1775 na Crimeia
KIEV - Uma visita do ex-premier italiano, Silvio Berlusconi, à Crimeia causou mais dor de cabeça nas relações entre Ucrânia e Rússia. Após visitar junto ao presidente russo, Vladimir Putin, uma das maiores coleção de vinhos do mundo, ele tomou um vinho de 1775. A medida rendeu a ele a proibição de entrar no territorio ucraniano e um processo por roubo.
Na visita, Berlusconi e Putin degustaram um Jerez de la Frontera de 240 anos de idade. A garrafa faz parte de uma coleção trazida à época pelo conde Mikhail Vorontsov, durante o império de Catarina, a Grande. Em imagens divulgadas pela rede RT, Berlusconi também se surpreende ao ver uma garrafa de 1891 e pergunta se o vinho poderia ser bebifo.
A vinícola fazia parte do governo ucraniano, antes de a península ser anexada pela Rússia no ano passado. O país exige reparações por bens tomados pelos russos com a incorporação do território.
Após a divulgação da visita e da degustação de Berlusconi no local, a antiga procuradoria-geral da Crimeia, que atua no exílio desde a anexação, abriu um processo contra a diretora do local. Yanina Pavlenko foi indiciada por traição. De acordo com as autoridades de Kiev, houve roubo no valor equivalente a 60 mil libras pelo consumo, e Berlusconi e Putin também teriam a obrigação de ser questionados.
- A garrafa de 1775 é uma das que constituem não apenas a herança da Crimeia ou da vinícola, mas de todo o povo ucraniano - criticou o vice-procurador, Nazar Kholodnytsky, de Kiev.
Tecnicamente, a Ucrânia não tem como condenar as autoridades envolvidas no episódio, já que a Crimeia é território russo desde março de 2014. O Kremlin não comentou o caso criminal, enquanto Berlusconi preferiu se abster de discutir a degustação.
Por O Globo com agências internacionais
Na visita, Berlusconi e Putin degustaram um Jerez de la Frontera de 240 anos de idade. A garrafa faz parte de uma coleção trazida à época pelo conde Mikhail Vorontsov, durante o império de Catarina, a Grande. Em imagens divulgadas pela rede RT, Berlusconi também se surpreende ao ver uma garrafa de 1891 e pergunta se o vinho poderia ser bebifo.
A vinícola fazia parte do governo ucraniano, antes de a península ser anexada pela Rússia no ano passado. O país exige reparações por bens tomados pelos russos com a incorporação do território.
Após a divulgação da visita e da degustação de Berlusconi no local, a antiga procuradoria-geral da Crimeia, que atua no exílio desde a anexação, abriu um processo contra a diretora do local. Yanina Pavlenko foi indiciada por traição. De acordo com as autoridades de Kiev, houve roubo no valor equivalente a 60 mil libras pelo consumo, e Berlusconi e Putin também teriam a obrigação de ser questionados.
- A garrafa de 1775 é uma das que constituem não apenas a herança da Crimeia ou da vinícola, mas de todo o povo ucraniano - criticou o vice-procurador, Nazar Kholodnytsky, de Kiev.
Tecnicamente, a Ucrânia não tem como condenar as autoridades envolvidas no episódio, já que a Crimeia é território russo desde março de 2014. O Kremlin não comentou o caso criminal, enquanto Berlusconi preferiu se abster de discutir a degustação.
Por O Globo com agências internacionais
Qualidade e sofisticação na fabricação de vinhos australianos
Muito mais do que cangurus engraçados e coalas fofinhos: A Austrália também é lar de alguns dos vinhedos mais antigos do mundo. O país, que possui mais de 2.400 vinícolas, produz cerca de 3 milhões de hectolitros, por ano, e é o sexto no ranking dos maiores produtores. Um australiano bebe cerca de 19 litros por ano. A bebida produzida na região apresenta textura cremosa, sabor concentrado e pode ser encontrada em mercados ao redor do globo.
O território conta com uma variedade surpreendente de uvas. A mais comum nas áreas cultivadas é a Shiraz, espécie tinta de sabor adocicado responsável por safras de qualidade, como o Penfolds Grange e o Jacob’s Creek Shiraz. Uma lenda antiga diz que o vinho bebido por Jesus Cristo e os 12 apóstolos, durante a Santa Ceia, teria sido feito a partir da uva, já que a casta também é encontrada com facilidade em Jerusalém. Entre as variedades brancas, estão a Chardonnay e a Muscat Blanco, utilizadas, respectivamente, na produção do FishEye e do Barefoot.
As vinícolas australianas chamam atenção pela alta tecnologia empregada na plantação e no cultivo das uvas e na produção da bebida fermentada. As fábricas oferecem experiências sensoriais que vão muito além da simples degustação de vinhos. Durante as visitas, turistas têm a oportunidade de degustar pratos típicos, apreciar obras de arte, participar de eventos internos e conhecer o processo de fabricação do produto.
A melhoria constante da qualidade do vinho não é diretamente proporcional ao valor da garrafa. O dólar australiano esbarra na moeda americana e provoca a queda no preço da bebida. Exemplares de safras com produção reduzida, por exemplo, chegam a custar apenas 1 dólar australiano. (com informações de Álef Calado).
Conheça algumas das vinícolas da Austrália:
Leeuwin Estate (Margaret River) - www.leeuwinestate.com.au
Localizada no oeste do país, a Leeuwin Estate produz bebidas conhecidas no mundo inteiro. A vinícola é famosa por seus vinhos brancos de alta qualidade e pelas garrafas Art Series, ilustradas por alguns dos principais artistas da Austrália. Durante o tour, visitantes têm a oportunidade de conhecer as adegas, acompanhar o processo de fabricação e degustar algumas das garrafas. Além de oferecer pratos regionais no Leeuwin Restaurant e de contar com uma galeria repleta de obras de arte, a Leeuwin Estate promove palestras e cursos.
Jacob’s Creek (Barossa Valley) - www.jacobscreek.com/br
Localizada no Vale Barrosa, ao sul da Austrália, região da famosa terra vermelha e conhecida por suas vinícolas de qualidade, a Jacob’s Creek já recebeu o prêmio de melhor atração turística do país. Os vinhos da fábrica estão entre os mais apreciados pela população e lideram o mercado enológico de regiões ao redor do mundo. Ao visitar a vinícola, o turista aprende um pouco sobre o cultivo das vinhas e sobre a fabricação das bebidas fermentadas. Aproveite o Jacob’s Restaurant para provar o melhor da culinária australiana.
Voyager Estate (Margaret River) - www.voyagerestate.com.au
A vinícola, que mantém a maior adega subterrânea de barris da Austrália, possui como característica principal a produção de vinhos complexos e encorpados. O tour pela propriedade consiste em um passeio e degustação de exemplares de algumas safras, acompanhados de um guia especializado. A vinícola também possui restaurante, equipado com móveis antigos e louças personalizadas.
Fonte: Correio Braziliense
O território conta com uma variedade surpreendente de uvas. A mais comum nas áreas cultivadas é a Shiraz, espécie tinta de sabor adocicado responsável por safras de qualidade, como o Penfolds Grange e o Jacob’s Creek Shiraz. Uma lenda antiga diz que o vinho bebido por Jesus Cristo e os 12 apóstolos, durante a Santa Ceia, teria sido feito a partir da uva, já que a casta também é encontrada com facilidade em Jerusalém. Entre as variedades brancas, estão a Chardonnay e a Muscat Blanco, utilizadas, respectivamente, na produção do FishEye e do Barefoot.
As vinícolas australianas chamam atenção pela alta tecnologia empregada na plantação e no cultivo das uvas e na produção da bebida fermentada. As fábricas oferecem experiências sensoriais que vão muito além da simples degustação de vinhos. Durante as visitas, turistas têm a oportunidade de degustar pratos típicos, apreciar obras de arte, participar de eventos internos e conhecer o processo de fabricação do produto.
A melhoria constante da qualidade do vinho não é diretamente proporcional ao valor da garrafa. O dólar australiano esbarra na moeda americana e provoca a queda no preço da bebida. Exemplares de safras com produção reduzida, por exemplo, chegam a custar apenas 1 dólar australiano. (com informações de Álef Calado).
Conheça algumas das vinícolas da Austrália:
Leeuwin Estate (Margaret River) - www.leeuwinestate.com.au
Localizada no oeste do país, a Leeuwin Estate produz bebidas conhecidas no mundo inteiro. A vinícola é famosa por seus vinhos brancos de alta qualidade e pelas garrafas Art Series, ilustradas por alguns dos principais artistas da Austrália. Durante o tour, visitantes têm a oportunidade de conhecer as adegas, acompanhar o processo de fabricação e degustar algumas das garrafas. Além de oferecer pratos regionais no Leeuwin Restaurant e de contar com uma galeria repleta de obras de arte, a Leeuwin Estate promove palestras e cursos.
Jacob’s Creek (Barossa Valley) - www.jacobscreek.com/br
Localizada no Vale Barrosa, ao sul da Austrália, região da famosa terra vermelha e conhecida por suas vinícolas de qualidade, a Jacob’s Creek já recebeu o prêmio de melhor atração turística do país. Os vinhos da fábrica estão entre os mais apreciados pela população e lideram o mercado enológico de regiões ao redor do mundo. Ao visitar a vinícola, o turista aprende um pouco sobre o cultivo das vinhas e sobre a fabricação das bebidas fermentadas. Aproveite o Jacob’s Restaurant para provar o melhor da culinária australiana.
Voyager Estate (Margaret River) - www.voyagerestate.com.au
A vinícola, que mantém a maior adega subterrânea de barris da Austrália, possui como característica principal a produção de vinhos complexos e encorpados. O tour pela propriedade consiste em um passeio e degustação de exemplares de algumas safras, acompanhados de um guia especializado. A vinícola também possui restaurante, equipado com móveis antigos e louças personalizadas.
Fonte: Correio Braziliense
sexta-feira, setembro 18, 2015
Philippe de Nicolay Rothschild completa cinco anos no Brasil e aumenta a atuação da PNR Import
Apenas 400.000 Champagne Barons de Rothschild são produzidos anualmente
A França é um país com terroirs privilegiados. De lá, saem os vinhos mais conceituados e premiados do mundo, assim como a autêntica bebida de elegante perlage: o champagne. E é da conhecida “Cidade Luz” que aterrissou no Brasil um dos maiores conhecedores de vinhos do mundo, Philippe de Nicolay Rothschild. O Brasil tem a fama de receber de braços abertos os estrangeiros, mas, com certeza, acolheu para sempre este autêntico barão que não gosta de ser chamado como tal, já que está em um país em que o título da nobreza não predomina.
O parisiense abriu a PNR Import, em São Paulo, e passou a distribuir por aqui os elegantes Champagne Barons de Rothschild (Brut, Extra Brut, Blanc de Blancs, Rosé) e alguns dos melhores Bordeaux do grupo Lafite-Rothschild com os Carruades de Lafite - segundo vinho do famoso Château Lafite - disponível em breve no país diretamente das adegas do Castelo. O Château de Duhart-Milon em Pauillac, o Château L'évangile em Pomerol e também o Château d'Aussière, da nova propriedade da família localizada no Languedoc-Roussillon, também estão nos planos da rota do Brasil. Vários vinhos, mais acessíveis, ainda completam um portfólio, que tem como foco oferecer vinhos autênticos e prontos para beber, com safras mais antigas.
A respeitada revista “Wine Spectator” não poupou elogios aos Champagnes Barons de Rothschild, além de ganhar pontuação de 90 para mais, do crítico de renome internacional, Robert Parker. Tais pontos caracterizam a bebida como, de excepcional qualidade e caráter, em que a uva Chardonnay é seu principal elemento.
“No Brasil, as vendas de Champagne são maiores de outubro a março. Esperamos provocar nos brasileiros o desejo de tomar essa bebida dos Deuses por todo o ano. Para isso, trouxemos o Champagne Barons de Rothschild, um produto de qualidade superior aos encontrados no mercado, pois é produzido com as melhores uvas da safra. O fato de produzirmos apenas 400.000 garrafas ao ano é uma das garantias de excelência deste Champagne”, afirma Philippe de Nicolay Rothschild.
Com toda a tradição e respeito que o mundo da enologia tem pela família multissecular, incorporada pela expertise de Philippe de Nicolay Rothschild, há dúvida de que seus produtos ainda perpetuarão por muitos e muitos séculos?
Fonte : Segs
A França é um país com terroirs privilegiados. De lá, saem os vinhos mais conceituados e premiados do mundo, assim como a autêntica bebida de elegante perlage: o champagne. E é da conhecida “Cidade Luz” que aterrissou no Brasil um dos maiores conhecedores de vinhos do mundo, Philippe de Nicolay Rothschild. O Brasil tem a fama de receber de braços abertos os estrangeiros, mas, com certeza, acolheu para sempre este autêntico barão que não gosta de ser chamado como tal, já que está em um país em que o título da nobreza não predomina.
O parisiense abriu a PNR Import, em São Paulo, e passou a distribuir por aqui os elegantes Champagne Barons de Rothschild (Brut, Extra Brut, Blanc de Blancs, Rosé) e alguns dos melhores Bordeaux do grupo Lafite-Rothschild com os Carruades de Lafite - segundo vinho do famoso Château Lafite - disponível em breve no país diretamente das adegas do Castelo. O Château de Duhart-Milon em Pauillac, o Château L'évangile em Pomerol e também o Château d'Aussière, da nova propriedade da família localizada no Languedoc-Roussillon, também estão nos planos da rota do Brasil. Vários vinhos, mais acessíveis, ainda completam um portfólio, que tem como foco oferecer vinhos autênticos e prontos para beber, com safras mais antigas.
A respeitada revista “Wine Spectator” não poupou elogios aos Champagnes Barons de Rothschild, além de ganhar pontuação de 90 para mais, do crítico de renome internacional, Robert Parker. Tais pontos caracterizam a bebida como, de excepcional qualidade e caráter, em que a uva Chardonnay é seu principal elemento.
“No Brasil, as vendas de Champagne são maiores de outubro a março. Esperamos provocar nos brasileiros o desejo de tomar essa bebida dos Deuses por todo o ano. Para isso, trouxemos o Champagne Barons de Rothschild, um produto de qualidade superior aos encontrados no mercado, pois é produzido com as melhores uvas da safra. O fato de produzirmos apenas 400.000 garrafas ao ano é uma das garantias de excelência deste Champagne”, afirma Philippe de Nicolay Rothschild.
Com toda a tradição e respeito que o mundo da enologia tem pela família multissecular, incorporada pela expertise de Philippe de Nicolay Rothschild, há dúvida de que seus produtos ainda perpetuarão por muitos e muitos séculos?
Fonte : Segs
Cabernet Sauvignon
Quem trabalha com vinhos costuma dizer que muitos consumidores compram um cabernet sauvignon como “marca” e não como “uva”. E o que isso significa? Que é uma variedade tão popular que muitos compram suas garrafas sem se preocupar com outros detalhes do rótulo, como o produtor, a região ou mesmo a safra.
Em se tratando do Novo Mundo do vinho (países fora da Europa) arrisco a dizer que apenas uma minoria de vinícolas não tem um cabernet sauvignon em seu portfólio. Mas, por que essa uva é tão popular?
Originária da França, é uma uva muito importante para os vinhos da região de Bordeaux. Sozinha ou acompanhada pela merlot, cabernet franc ou petit verdot, resulta em vinhos que podem aparecer em muitas listas de melhores do mundo.
Mas não é só em seu berço que a cabernet sauvignon faz sucesso. Todo o mundo vitivinícola planta essa variedade por uma razão muito simples: é uma uva resistente, que se adapta aos mais variados terrenos e condições climáticas. Evidentemente, um cabernet sauvignon da Nova Zelândia não vai ter características idênticas a um vinho do Brasil ou dos Estados Unidos, porque tudo isso depende de uma série de fatores.
Porém, de uma maneira geral, esses vinhos são marcantes, potentes, de grande estrutura e possuem grande capacidade de guarda. Seus aromas mais comuns lembram chocolate amargo, pimenta e quando passam um tempo em barricas de carvalho ganham complexidade de aromas e sabores.
Aliás, para que exista algum ganho de qualidade com a passagem por madeira é necessário que o vinho tenha boa estrutura e os cabernet sauvignon possuem taninos marcantes e boa potência alcoólica.
Um ótimo exercício que você pode fazer com os amigos ou em sua confraria é a degustação de vários cabernet sauvignon das mais variadas regiões do mundo. Um vinho da Califórnia, nos Estados Unidos, que costuma passar bastante tempo em barricas de carvalho será totalmente diferente de um vinho da França, que normalmente tem um perfil mais elegante do que potente.
Aqui na América do Sul, você precisa experimentar alguns vinhos interessantes como os argentinos, porque nem só de malbec vive o mercado do nosso vizinho. O “Guia Descorchados”, em sua última edição, elegeu os melhores vinhos com essa uva na Argentina, muitos deles em faixa de preços alta, mas vale a pena saber alguns dos produtores que faturaram essas maiores notas: Cararena, Catena Zapata, Terraza de Los Andes, Hubert Weber, Lagarde, Trapiche, Zuccardi, Sophenia, Atamisque e Weinert. Então, se encontrar vinhos desses produtores em faixa de preços adequada ao que você pretende gastar, saiba que são compras seguras.
No Chile, Uruguai e Brasil também há muitos vinhos interessantes para provar com a cabernet sauvignon. Mas esse é um assunto para a próxima coluna.
Tim-tim!
Correio de Uberlândia - por Érika Mesquita
Em se tratando do Novo Mundo do vinho (países fora da Europa) arrisco a dizer que apenas uma minoria de vinícolas não tem um cabernet sauvignon em seu portfólio. Mas, por que essa uva é tão popular?
Originária da França, é uma uva muito importante para os vinhos da região de Bordeaux. Sozinha ou acompanhada pela merlot, cabernet franc ou petit verdot, resulta em vinhos que podem aparecer em muitas listas de melhores do mundo.
Mas não é só em seu berço que a cabernet sauvignon faz sucesso. Todo o mundo vitivinícola planta essa variedade por uma razão muito simples: é uma uva resistente, que se adapta aos mais variados terrenos e condições climáticas. Evidentemente, um cabernet sauvignon da Nova Zelândia não vai ter características idênticas a um vinho do Brasil ou dos Estados Unidos, porque tudo isso depende de uma série de fatores.
Porém, de uma maneira geral, esses vinhos são marcantes, potentes, de grande estrutura e possuem grande capacidade de guarda. Seus aromas mais comuns lembram chocolate amargo, pimenta e quando passam um tempo em barricas de carvalho ganham complexidade de aromas e sabores.
Aliás, para que exista algum ganho de qualidade com a passagem por madeira é necessário que o vinho tenha boa estrutura e os cabernet sauvignon possuem taninos marcantes e boa potência alcoólica.
Um ótimo exercício que você pode fazer com os amigos ou em sua confraria é a degustação de vários cabernet sauvignon das mais variadas regiões do mundo. Um vinho da Califórnia, nos Estados Unidos, que costuma passar bastante tempo em barricas de carvalho será totalmente diferente de um vinho da França, que normalmente tem um perfil mais elegante do que potente.
Aqui na América do Sul, você precisa experimentar alguns vinhos interessantes como os argentinos, porque nem só de malbec vive o mercado do nosso vizinho. O “Guia Descorchados”, em sua última edição, elegeu os melhores vinhos com essa uva na Argentina, muitos deles em faixa de preços alta, mas vale a pena saber alguns dos produtores que faturaram essas maiores notas: Cararena, Catena Zapata, Terraza de Los Andes, Hubert Weber, Lagarde, Trapiche, Zuccardi, Sophenia, Atamisque e Weinert. Então, se encontrar vinhos desses produtores em faixa de preços adequada ao que você pretende gastar, saiba que são compras seguras.
No Chile, Uruguai e Brasil também há muitos vinhos interessantes para provar com a cabernet sauvignon. Mas esse é um assunto para a próxima coluna.
Tim-tim!
Correio de Uberlândia - por Érika Mesquita
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