Pesquisar este blog

quarta-feira, março 11, 2009

Miolo estima elevar volume de exportações em 150% em 2009

A Miolo Wine Group pretende elevar as suas exportações em 150% em 2009, intensificando sua presença nos 18 países nos quais já vende vinhos, tais como Estados Unidos, Holanda e Alemanha, e buscando novos mercados. No ano passado, as vendas internacionais da empresa somaram 686 mil litros, 95% superiores às de 2007.

Uma das estratégias para a busca de novos clientes é a participação em feiras internacionais. Após ingressar no mercado japonês em 2008, a partir da sua participação na Foodex – feira do setor alimentação e hotelaria - com sua linha Reserva, a Miolo Wine Group marca presença na edição do evento deste ano que acontece de 3 a 6 de março em Chiba, no Japão, em parceria com a Apex. Trata-se de um País que registra nos últimos seis anos crescimento médio de 7,8% em suas importações de vinhos. No ano passado, o Japão adquiriu de outros países cerca de 1 milhão de litros da bebida, o equivalente a US$ 1,2 bilhão, informa o diretor de relações internacionais da Miolo Wine Group, Carlos Eduardo Nogueira.

Em fevereiro, a empresa participou do Taste of Brazil, evento promovido pela Apex em Dubai, que trouxe a perspectiva de intensificar a presença da Miolo naquele mercado a partir de cadeias internacionais de hotelaria. Apesar de os muçulmanos não fazerem uso de bebidas alcoólicas, permitem que hotéis e restaurantes sirvam produtos como vinhos aos turistas de negócios e lazer. O diretor de relações internacionais da empresa, Carlos Eduardo Nogueira, aproveitou a viagem para fazer reuniões com representantes de cadeias como Hitz Carlton, The Palace e Madinat Jumerah. “Houve grande interesse de introduzir nossos vinhos nas cartas”, garante. Hoje, a Miolo está presente em Dubai no Hotel Lê Meridien, considerado o dono da melhor carta de vinhos da região.

Perfil Miolo Wine Group - O Miolo Wine Group foi criado em 2006 para reunir uma linha de mais de 70 produtos elaborados a partir de parcerias nacionais e internacionais. Tem por objetivo atuar no mercado mundial com uma variedade de vinhos de qualidade que atenda a todos os segmentos. O grupo possui hoje oito projetos: Vinícola Miolo (Vale dos Vinhedos, RS), Fortaleza do Seival Vineyards (Campanha, RS), RAR (Campos de Cima da Serra, RS), Lovara Vinhos Finos (Serra Gaúcha, RS), Fazenda Ouro Verde (Vale do São Francisco, BA), Viasul (Chile), Osborne (Espanha e Portugal) e Los Nevados (Argentina).
Portal Fator - 10/03/2009

terça-feira, março 10, 2009

Os 10 melhores de Portugal

O Essência do Vinho - Porto 2009 e a revista WINE - A Essência do Vinho revelaram, no final do evento, realizado entre 5 e 8 de Março, no Porto, e que reuniu cerca de 2.500 vinhos de 300 produtores nacionais e estrangeiros, os vencedores do “Top 10 dos Vinhos Portugueses”.

Na sequência da prova realizada por cerca de meia centena de especialistas em vinhos e gastronomia de Portugal, Espanha, Itália, Alemanha, Irlanda, Canadá e Nova Zelândia, estivarem sob escrutínio vinhos brancos de 2007, vinhos tintos e vinhos do Porto de 2006.

O júri internacional considerou o Soalheiro Alvarinho 2007, produzido na região dos Vinhos Verdes por António Esteves Ferreira, o “Melhor Vinho Branco” português.

Já o Scala Coeli 2006, produzido no Alentejo pela Fundação Eugénio de Almeida, foi distinguido como o “Melhor Vinho Tinto” português.

Nos vinhos do Porto, o Quinta do Vesúvio Vintage, da Symington Family States, arrebatou o primeiro lugar.

Nos “Wine and Olive Oil Design Awards” - concurso internacional para premiar a imagem em produtos e linhas de produtos de vinhos e azeites - o vinho Tourónio tinto 2005, produzido no Douro pela Quinta de Tourais, foi o vencedor da “Imagem de Produto em Vinho”.

Os “ODE Port Wine”, vinhos do Porto da Wine Cluster, ganharam a “Imagem de Linhas de Produtos em Vinho”.

Na categoria de azeites, o “Mafyl Fine Food”, da Portugal Farm, venceu a “Imagem de Produto em Azeite”, enquanto o “Virgin Territory”, da sul-africana Noble Hill Wine Estate, ganhou a “Imagem de Linhas de Produtos em Azeite”.

Fonte: Hipersuper

sexta-feira, março 06, 2009

Miolo produzirá seu primeiro vinho branco super premium

As condições climáticas favoráveis aliadas aos investimentos da vinícola brasileira Miolo levaram a empresa a projetar para 2009 uma safra com qualidade semelhante à de 2008, quando foram produzidos vinhos super premium, elaborados somente em safras excepcionais. Este ano, a empresa promete produzir seu primeiro vinho enquadrado nesta categoria, com denominação de origem do Vale dos Vinhedos (RS): o Cuvée Giuseppe Chardonnay DO.

“A Chardonnay é a uva que melhor expressa o terroir da região para vinhos brancos. Esse vinho será 100% fermentado em barricas novas de carvalho francesas por seis meses”, diz Adriano Miolo, enólogo e diretor-técnico da Miolo Wine Group.

terça-feira, março 03, 2009

Taylor`s na primeira posição do ranking de `Robert Parker`

O conceituado crítico Robert Parker elegeu a Taylor`s como a melhor marca de vinhos do mundo, atribuindo 97,8 pontos aos cinco últimos Vintages daquela empresa produtora de Vinho do Porto, que já conta com 300 anos de história.

A Taylor`s anunciou hoje que a classificação se inscreve na "Top 100 Fine Wine Power List", publicada pela revista Britânica "The Drinks Business", na edição de Dezembro de 2008, e é calculada com base nas pontuações ditadas por Robert Parker, nos últimos cinco anos de declaração de Vintage.

Segundo a empresa, entre os consagrados vinhos de Bordéus, Borgonha, Champanhe e Portos, sujeitos à apreciação de Parker, a Taylor`s notabiliza-se ao arrecadar a pontuação média mais alta.

A "Fine Wine Power List" é uma classificação que ordena as melhores marcas de vinho do mundo consoante o peso e importância que detêm no mercado.

Este ano, e pela primeira vez, a lista engloba os Vintages de Champanhe e de Vinho do Porto.

Nesta lista cada vinho é classificado com base em cinco critérios: o volume de negócios gerado, a pontuação média atribuída por Robert Parker, o preço médio, a performance do preço registada durante um ano e a produção ponderada (preço multiplicado pela média da produção).

O crítico avaliou os Vintage da Taylor`s correspondentes às colheitas de 2003 (98 pontos), 2000 (98), 1997 (96), 1994 (97) e 1992 (100).

O vintage de 1992 custa 266 euros.

Para Adrian Bridge, director-geral da Taylor`s, "obter uma média de 97,8 pontos é um feito por si só e deverá constituir um motivo de orgulho, não só para a Taylor`s, como para o sector do Vinho do Porto e para Portugal".

Neste ranking, e com uma pontuação média superior a 95 pontos, apenas se inclui mais uma casa de Vinho do Porto - a Fonseca Guimaraens - que ocupa o nono lugar.

À semelhança da Taylor`s, a casa Fonseca é igualmente propriedade do grupo "The Fladgate Partnership".

"Esta classificação não somente evidencia a consistência da qualidade dos vinhos que produzimos, como revela igualmente o garante destes vinhos com um investimento seguro", salientou Adrian Bridge.

terça-feira, fevereiro 17, 2009

A Revista de Vinhos já tem uma versão online

A Revista de Vinhos já tem uma versão online disponível em www.revistadevinhos.iol.pt. O site tem como objectivo ser a extensão online da mais antiga e prestigiada publicação portuguesa, líder destacada no mercado das revistas sobre vinhos e gastronomia, que este ano comemora 20 de existência.

Orientado pelos mesmos princípios de rigor, isenção e independência que são reconhecidos à “Revista de Vinhos” pelo público e profissionais do sector, o site é uma aposta inovadora dirigida aos consumidores, com o objectivo de orientá-los nas suas escolhas e ajudá-los na sua degustação.

Entre as principais novidades destacam-se os milhares de vinhos provados, comentados e classificados, que vão estar disponíveis numa base de dados de fácil consulta, que permite aceder há distância de um click à opinião da RV sobre cada vinho encontrado no supermercado, garrafeira ou restaurante.

O site vai ainda ser dinamizado com notícias diárias do mundo dos vinhos e gastronomia. A interactividade será também uma imagem de marca do site da RV que terá um fórum de opinião. Neste espaço será possível a troca de opiniões e informações entre os consumidores, produtores, agentes do mercado, críticos e jornalistas. A criação e a produção do site está sob a responsabilidade da IOL e os conteúdos serão feitos pela redacção da Revista de Vinhos.

Para o Director da Revista de Vinhos, Luís Ramos Lopes, “a Revista de Vinhos é, fundamentalmente, uma revista para os consumidores e apreciadores de vinho de qualidade. O site agora inaugurado permite-nos estar ainda mais próximo dos nossos leitores e responder de forma mais imediata às suas necessidades.”

“O site funciona como uma fonte de informação directa e actualizada sobre o mundo do vinho e complementa a informação bastante mais aprofundada que é oferecida pela edição em papel da Revista de Vinhos. Por outro lado, irá funcionar como uma ferramenta indispensável à promoção e divulgação dos nossos eventos, como o Encontro com o Vinho, Gosto de Lisboa e outras iniciativas”, referiu ainda Luís Ramos Lopes sobre as potencialidades do site da RV.

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

Câmara Cascudo vira rótulo de vinho português.

No dia em que completaria 110 anos, Luís da Câmara Cascudo recebeu um presente digno de sua história e contribuição à cultura brasileira. Na noite da última terça-feira, 30 de dezembro, o folclorista foi homenageado ao dar nome a uma edição limitada de vinhos portugueses da Quinta do Portal. O vinho Câmara Cascudo Grande Reserva 2001 foi lançado no Olimpo Recepções numa noite repleta de homenagens à cultura potiguar.
''Não poderia estar mais feliz nesta noite, cercada de amigos. Meu pai recebeu belas homenagens neste ano e esta, em particular, é muito especial. Esse vinho é como Câmara Cascudo: encorpado e feliz'', resume a acadêmica Ana Maria Cascudo Barreto, filha do homenageado.
Responsável pela escolha do vinho que recebeu o nome de Câmara Cascudo, o professor do curso de medicina e amante do vinho, Elmano Marques, afirmou que o Câmara Cascudo Grande Reserva 2001 terá apenas 2.000 garrafas a serem comercializadas. Ele contou ainda com se deu o processo de escolha da safra. ''Foi com grande honra e alegria que recebi o convite por parte de Shirley (Bilro) para participar desta escolha. Ela me confidenciou que havia feito contato com a Quinta do Portal para que se fizesse uma degustação e escolha do vinho que receberia o rótulo de Câmara Cascudo. Na minha ida a Portugal, fiz uma degustação vertical para escolher o Grande Reserva 2001'', explicou Marques.
Sobre o vinho escolhido, o enólogo afirma que este tem as características das cartas do Douro, produzidos pela Quinta do Portal. ''Em razão disso, ele apresenta características muitos próprias. São vinhos encorpados, frutados e que harmonizam muito bem a fruta e a madeira. São vinhos que vêm para marcar em definitivo sua presença. O Câmara Cascudo Grande Reserva é sem sombra de dúvidas uma justa homenagem para quem é um maior historiador e folclorista do Brasil'', completa.
A idéia de fazer a homenagem a Câmara Cascudo em um rótulo de um vinho de qualidade surgiu da empresária Shirley Bilro, da Garrafeira Lusa. ''É um sonho realizado. Falar de Câmara Cascudo é falar de cultura. E eu não poderia buscar um outro vinho que não fosse do Douro, que é uma terra plena de história e sofrimento, onde o povo português aprendeu a fazer, de pedras, o líquido precioso que nós sovemos nossos grandes momentos. Fazer um produto a altura de Câmara Cascudo é uma grande responsabilidade. Este é um trabalho muito carinhoso'', disse a empresária.

Bebida é envelhecida por 14 meses

O Câmara Cascudo Grande Reserva 2001 foi envelhecido durante 14 meses em barricas novas de carvalho francês (50%) e russo (50%). De um rubi profundo e intenso, pode-se encontrar no nariz frutos vermelhos bem maduros, maçã assada e ameixa preta.
A caricatura ilustrada no rótulo traz uma história singular. Albano Neves de Souza, escritor e artista plástico angolano, ao enviar cartas da África ao amigo Cascudo, nunca escrevia o endereço do destinatário, mas desenhava apenas caricatura e o nome ''Câmara Cascudo, Brasil''. Com isso, a carta sempre chegava ao endereço correto: Avenida Junqueiras Aires, 377, Natal RN - Brasil, residência do folclorista. ''Quando vi a caricatura numa carta e soube da história, não tinha como escolher outra ilustração'', ressalta Shirley Bilro.
O vinho Câmara Cascudo é o primeiro rótulo do projeto ''Vinho e Cultura Literária'' da Garrafeira Lusa, que ainda vai homenagear outras personalidades da cultura brasileira. A garrafa do Câmara Cascudo Grande Reserva 2001 é enumerada e custa R$ 140.
A Quinta do Portal é uma casa portuguesa, familiar e independente que abraçou o conceito de ''Boutique Winery'', dedicando-se à produção de vinhos DOC Douro, Vinhos do Porto de categorias especiais e Moscatel.

(Diário de Natal, 02.01.2009)

Branco que te quero Branco

Acabo de chegar da França, onde passei uma semana com amigos em uma bela casa na pequena cidade de Riquewihr, pitoresca vila com muralhas, ruas de pedras e adegas antigas, no coração da Alsácia. Foram sete dias imersos nos vinhos brancos. Nada de chardonnay ou sauvignon blanc, apenas brancos de uvas locais, cada um com seu estilo próprio e único. Uma viagem para os sentidos.

A região vinícola da Alsácia situa-se no nordeste da França, a oeste das Montanhas de Vosges e ao leste do rio Reno, na divisa com a Alemanha. A região foi palco de constantes disputas territoriais entre França e Alemanha, tendo mudado de nacionalidade por cinco vezes até o fim da segunda guerra mundial, quando definitivamente passou a ser francesa. Até hoje sentimos a forte predominância da cultura e da arquitetura germânicas.

A Rota dos Vinhos começa na cidade de Thann, ao sul, e percorre 170km até a cidade de Wissembourg, ao norte: é um caminho coberto por belíssimas paisagens de vinhedos e por pequenas cidades, com casinhas que parecem de boneca, com flores coloridas nas janelas.

Tradicionalmente, a Alsácia produz vinhos brancos ( 85%), espumantes (10%) e tintos e rosés (5%), mas são os brancos os seus grandes protagonistas, considerados por muitos entre os melhores vinhos brancos do mundo. Ao contrário da maioria das demais regiões da França, a Alsácia rotula seus vinhos com o nome da uva, como no Novo Mundo, e usa a tradicional garrafa comprida “flûte” exigida por lei.

São cultivadas nove variedades viníferas na região, cada uma produzindo um vinho varietal específico e único, mostrando as características dos terrenos desta região. As quatro principais são: Riesling (23% da área cultivada), vinhos encorpados com aromas sutis de frutos e flores e notas minerais, um dos meus preferidos; Pinot Blanc (21%), vinhos com frutado discreto e médio corpo; Gewürztraminer (16%), vinho mais célebre da Alsácia, de reflexos dourados, muito aromático, lembrando frutos, flores e especiarias e Pinot Gris (12 % da área cultivada), vinho dourado, de aromas complexos e finos, às vezes com notas defumadas. Encorpado e longevo. As demais são: Silvaner, vinho leve e refrescante, com aromas frutados agradáveis e discretos; Pinot Noir, única uva tinta da Alsácia, dá origem a vinhos tintos leves e rosés. Também é utilizada na elaboração dos espumantes. Muscat, vinho seco de frutado característico; Auxerrois e Chasselas, muito usadas na mistura com a Pinot Blanc, fornece aromas frutados e cítricos e acidez.

Todos os vinhos da Alsácia se beneficiam de uma das três “AOCs” – Appelation d”Origine Controlées- podendo ser: AOC ALSACE – menciona no rótulo o nome da uva e a sua procedência. Quando essa menção não figurar, isto significa que o vinho é proveniente de uma mistura de uvas e pode se chamar “Edelzqwicker”. Existe um vinho chamado “Gentil”, que é de uma antiga tradição na Alsácia que mistura as cinco uvas mais nobres da região. É elaborado por poucos produtores; Já a AOC ALSACE GRAND CRU está reservada a quatro uvas: Gewürztraminer, Riesling, Pinot Gris e Muscat e menciona obrigatoriamente o nome de um dos cinqüenta lugares classificados como “Grand Crus”. O AOC CRÉMANT D’ALSACE (vinhos espumantes), obtidos pelo método tradicional, podendo ser brancos ou rosés. São de ótima qualidade e preços convidativos.

Quando o vinho é feito com uvas muito maduras, colhidas tardiamente, são denominados “Vendange Tardive”, são normalmente mais doces e possuem uma grande concentração. E quando estas uvas supermaduras são atingidas pelo fungo “Botrytis Cinera”, o vinho produzido é denominado “Sélection de Grains Nobles”, vinho doce raro e de excepcional qualidade, parceiro ideal para o “foie gras”.

Os principais produtores da Alsácia estão hoje representados no Brasil, dentre vários vinhos, de preços variados, gosto muito dos seguintes: Hugel Riesling 2007 e Hugel Gewurztraminer Selection de Grains Nobles 1988 – Hugel & Fils ( World Wine Importadora), Tokay Pinot Gris Reserve 2004, Riesling Schoenenbourg de Riquewihr Grand Cru 2003 e Crémant d’Alsace Chardonnay Brut 2004 - Dopff au Moulin, Riesling Altenberg de Bergheim Grand Cru 1999 - Domaine Marcel Deiss ( Mistral Importadora), Riesling Grand Cru Schlossberg 2004 – Domaine Paul Blanck ( Decanter Importadora), Gewurztraminer Wintzenhein 2005 - Domaine Zind-Humbretch (Expand Importadora), Riesling 2005 – André Kientzler (Grand Cru Importadora).

Sua genética pode determinar os vinhos que você prefere

Sua estrutura genética pode determinar os vinhos que você gosta de degustar e "cheirar". Algumas pessoas possuem uma genética que lhes permitem gostar de todos tipos de vinho. Esses "sortudos" são chamados de "superdegustadores".

Nos últimos anos, um grande número de tradicionais analistas da indústria vinifera, muitos deles da Inglaterra, tem assinalado aquilo que acreditam ser uma grande falácia no esquema rígido de analisar um vinho através de sua pontuação numérica. A crítica deles é que um pequeno número de avaliadores americanos parecem ser "encantados" por um estilo de vinho que os críticos veem como esteticamente contrário ao que eles entendem que deva ser um "grand vin".

Clive Coates, conhecido autor francês sobre vinhos, recentemente desdenhou dos críticos americanos que gostavam particularmente de um controvertido vinho tinto de Bordeaux dizendo que: "qualquer um que goste daquele vinho, deve fazer um transplante de cérebro". É como se os britânicos vissem os americanos como geneticamente diferentes no que se refere à degustação de vinhos tal como ela é concebida (pelos europeus).
Fonte: Meu Vinho

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

Decantar ou não decantar ? eis a questão

Em sua edição de dezembro de 1997, a revista inglesa Decanter publicou o resultado de um teste que visava esclarecer uma das maiores dúvidas do consumidor de vinho: qual é a melhor maneira de servir um Bordeaux? Ele deve ser decantado? Em caso positivo, quanto tempo antes de servir? Ou seria suficiente apenas retirar a rolha e deixá-lo respirar na própria garrafa?

Para tentar responder a essas perguntas foram convocados seis craques em degustação: os jornalistas e escritores Hugh Johnson e Steven Spurrier; a responsável pelo setor de vinhos da Sotheby’s, Serena Sutcliffe; Patrick Léon, diretor da casa Baron Philippe de Rothschild S/A, que forneceu os vinhos; e os sommeliers Nick Tarayun e Gérard Basset (este francês naturalizado inglês foi o segundo colocado no Concurso Mundial, realizado no Rio de Janeiro, em 1992).

Quatro vinhos – que relacionamos abaixo – foram servidos em seis diferentes situações cada um:

1. decantado imediatamente antes de servir
2. decantado duas horas antes
3. decantado cinco horas antes
4. aberto e servido imediatamente
5. deixado a respirar na garrafa por duas horas
6. deixado a respirar na garrafa por cinco horas

Cada vinho foi servido às cegas: o degustador sabia o nome do vinho, mas não em qual das seis situações estava sendo apresentado.
Por falta de espaço, não podemos apresentar todos os comentários dos participantes, mas houve muito mais divergências do que concordâncias. De qualquer forma, o veredicto final – que serve para orientar (será?) o leitor, foi o seguinte:

Château Mouton-Cadet 1990 – melhor resultado: abrir a garrafa duas horas antes de servir, mas não decantar. Evitar: decantar e servir imediatamente. Foi a unanimidade do painel;
Château d’Armaillhac 1989 – melhor servido imediatamente, sem decantar. Pior resultado: decantado duas ou cinco horas antes;
Château Clerc-Milon 1982 – melhor abrir e servir imediatamente, sem decantar ou mesmo respirar;
Château Mouton-Rothschild 1961 – melhor resultado: decantado duas horas antes de servir. Menos apreciado quando decantado e servido imediatamente.

Algumas conclusões do grupo, analisadas todas as circunstâncias: os vinhos decantados e servidos em seguida foram os que se saíram menos bem; o que foi aberto e servido imediatamente, sem decantar, foi o que se saiu melhor; quase não houve vantagens em abrir a garrafa cinco horas antes de servir. Pareceu claro também que, os melhores e mais importantes vinhos respondem melhor ao procedimento mais tradicional: decantar duas horas antes de servir. Mas como regra geral, no caso desta prova, o melhor resultado foi abrir e servir imediatamente, sem decantar.

No total, o resultado foi desconcertante para todos os degustadores, o que só veio confirmar que a questão é altamente controvertida. A tal ponto que, terminada a degustação, o experiente Hugh Johnson declarou: “Fui reprovado.” Serena Sutcliffe nâo ficou atrás: “Foi uma loucura!" E a editora da revista, Sarah Kemp”, brincou: “Se não fosse pelo Mouton-Rothschild 61, teríamos que mudar o nome da revista: de “Decanter” para “Sirva Agora”!

Fonte: Célio Alzer

quinta-feira, janeiro 29, 2009

As filhas da Magdeleine Noire des Charentes

Uva tinta desconhecida recém-descoberta na França é a mãe da Merlot e da Malbec.
Magdeleine Noire des Charentes. Guardem o nome dessa uva tinta recém-batizada, que soa mais como a alcunha de uma heroína gaulesa. Pesquisadores franceses da Montpellier SupAgro dizem que essa desconhecida e quase extinta cepa, sobre a qual não havia qualquer referência na literatura científica, é a mãe de duas uvas tintas muito conhecidas: da popularíssima Merlot, uma das variedades mais importantes de Bordeaux e de tantas regiões vinícolas mundo afora (inclusive da Serra Gaúcha); e da Malbec, cepa também proveniente da França, onde é chamada de Cot, que mais recentemente se tornou a uva símbolo da Argentina.

Os cientistas descobriram que o DNA da Merlot, principal foco de seu trabalho, herdou da obscura Magdeleine Noires des Charentes 58 regiões genéticas, 55 em seu núcleo e 3 no cloroplasto, organela que é usina de energia das plantas. Desde o final da década de 1990, análises genéticas sugerem que a Merlot é fruto de um cruzamento espontâneo da tinta Cabernet Franc (que seria seu "pai") e de uma uva não identificada, provavelmente desaparecida. Segundo a equipe da Montpellier SupAgro, que publicou em 22 de dezembro passado um estudo com os achados na edição online da revista científica Australian Journal of Grape and Wine Research, a Magdeleine Noire des Charentes é essa cepa misteriosa que forneceu parte do material genético da Merlot. Já a Malbec, sempre de acordo com o trabalho dos pesquisadores, é resultante do cruzamento da Magdeleine e da Prunelard, cepa tinta da região de Gaillac, no sul da França.

As primeiras videiras da Magdeleine foram encontradas em 1996 perto da cidade de Saint-Malo, na região da Bretanha, noroeste da Franca, onde a vinha era cultivada no fim da Idade Média. As plantas estavam num local abandonado que ocupava as encostas de um morro, onde hoje não há mais vinhedos. Posteriormente, mais exemplares da obscura variedade foram localizados em quatro áreas na região de Charentes, centro-oeste da França. Ali a uva, de madurez precoce, era chamada pelos produtores de Raisin de la Madeleine ou Madeleina. "Considerando tanto o nome usado pelos produtores e a literatura, nomeamos a uva de Magdeleine Noire des Charentes", escreveu o pesquisador francês Jean-Michel Boursiquot, especialista no estudo das variedades de uvas, no artigo científico. A famosa cientista Carole Meredith, da Universidade da Califórnia em Davis, hoje oficialmente aposentada, também é uma das autoras do trabalho.

Os pesquisadores acreditam que a determinação da origem genética da Merlot, uva que dá vinhos frequentemente descritos como macios e redondos, explica suas principais características. Da Cabernet Franc, herdou a textura pouco agressiva de seus componentes fenólicos, sobretudo os taninos e as antocianinas. Da Magdeleine, recebeu como legado a madurez precoce e a produtividade.

Se o trabalho dos cientistas estiver correto, a Merlot exibe parentesco com uma série de uvas, algumas extramemente conhecidas. Já se sabia há tempos que ela é meia-irmã da Cabernet Sauvignon (fruto do cruzamento natural da Cabernet Franc e da Sauvingon Blanc). Agora os franceses determinaram que a Merlot também é meia-irmã, por parte de mãe, da Malbec e, por parte de pai, da Carmenère, uva de origem francesa hoje praticamente só encontrada no Chile. A Carmenère, que durante muito tempo foi confundida com a Merlot nos vinhedos desse país sul-americano, é resultado da cruza natural da Gros Cabernet (também chamada de Trousseau) e do Cabernet Franc.

"Esses resultados jogam luz sobre a origem da Merlot e das relações entre vários cultivares do sudoeste da França", afirmou Boursiquot. "Nossa descoberta do papel genético central de um cultivar anteriormente desconhecido (Magdeleine Noire des Charentes) na origem de algumas variedades significativas reforça a importância de um grande trabalho de exploração, antes que seja muito tarde, para descobrir genótipos originais que ainda não foram coletados ou referenciados."

*Esta matéria foi originalmente publicada na edição de janeiro de 2009 do jornal Bon Vivant

sexta-feira, dezembro 05, 2008

México vai reduzir importações de vinho

O México vai reduzir significativamente as importações de vinhos de mesa dos próximos trimestres devido à recessão económica e ao eminente aumento do preço ao cliente final na ordem dos 15%, segundo o diário “Financeiro”.


O aumento do preço do dólar e euro face ao peso mexicano provocou um aumento entre 10% e 15% dos custos nos últimos meses, apesar de ainda não se ter reflectido no cliente final para evitar uma queda nas vendas. No entanto, a sua repercussão é inevitável, segundo o diário.

No México, o vinho é considerado um produto básico, mas poderá ser considerado um produto de luxo. Actualmente o consumo per capita local é de 500 mililitros por ano, assim a penetração deste tipo de bebidas é inferior a 1%, representando um potencial de crescimento exponencial.

Fonte: Hipersuper

quarta-feira, dezembro 03, 2008

Embrapa mostra os avanços na Indicação Geográfica de Vinhos na Serra Gaúcha

O Vale dos Vinhedos foi a primeira indicação geográfica (IG) do Brasil, já reconhecida até na União Européia. Agora a cadeia vitivinícola é novamente pioneira ao trazer integrantes do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), órgão responsável pelo reconhecimento da propriedade industrial conferida pela indicação geográfica, e da equipe das Indicações Geográficas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) para conhecerem as associações e as vinícolas que estão se preparando para obter esta qualificação para seus vinhos e espumantes na Serra Gaúcha.

As visitas foram coordenadas pelo pesquisador da Embrapa Uva e Vinho, Jorge Tonietto, e ocorreram em duas etapas. Nos dias 18 e 19/11 com a equipe do INPI e nos dias 24 e 25/11 com a equipe do MAPA.

O principal objetivo das visitas técnicas foi apresentar aos representantes do INPI, Maria Alice Camargo Calliari, Lucia Regina Fernandes e Raul Bittencourt Pedreira, e do MAPA, Bivanilda Almeida Tapias, Ana Stepan e José Bonifácio dos Santos, os projetos em desenvolvimento relativos às indicações geográficas e enoturismo junto às associações de vitivinicultores. Também serviu para atualizar informações do INPI junto aos produtores.

Participam dos projetos de pesquisa e desenvolvimento que apóiam estas iniciativas pesquisadores da Embrapa Uva e Vinho, Embrapa Clima Temperado, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Universidade de Caxias do Sul (UCS). A Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) confere recursos importantes para dar andamento aos projetos.

Atualmente, estão buscando o reconhecimento cinco projetos em diferentes estágios de evolução. Um dos mais recentes é o conduzido pela Associação Farroupilhense de Produtores de Vinhos Espumantes Sucos e Derivados (AFAVIN), que visa a IG de vinhos e espumantes moscatéis de Farroupilha, que já sensibilizou os vitivinicultores associados para aderirem ao projeto. Outros, como o Consórcio de Espumantes de Garibaldi, que busca uma certificação de produtos através de marca coletiva, a Associação dos Vitivinicultores de Monte Belo do Sul (Aprobelo) e a Apromontes (região dos Altos Montes), em Flores da Cunha e Nova Pádua, que buscam a qualificação de indicação geográfica já estão com os produtores engajados e trabalhando na adequação da estrutura produtiva visando atender aos requisitos necessárias para o oportuno encaminhamento da solicitação de reconhecimento ao INPI.

Em situação mais adiantada encontram-se a Aprovale, que busca transformar a Indicação de Procedência Vale dos Vinhedos em Denominação de Origem, considerado um novo patamar organizacional e qualitativo na produção de vinhos, apresentando forte identidade com a área de produção; e a Associação dos Produtores de Pinto Bandeira (Asprovinho), que em outubro deste ano encaminhou a solicitação de reconhecimento da IG de vinhos finos e espumantes ao INPI.

Segundo o pesquisador da Embrapa Uva e Vinho, Jorge Tonietto, o desenvolvimento de uma indicação geográfica de vinhos representa para os produtores a adoção de novos conceitos e valores. "O processo requer um período de mudanças, com foco na qualidade dos produtos locais, com base em uma região demarcada. É necessário a adoção de normativas de produção específicas e comuns por parte dos produtores e a valorização dos produtos de qualidade de origem controlada", afirmou.

Maria Alice Camargo Calliari, Coordenadora Geral de Outros Registros do INPI, ficou impressionada com o nivelamento existente entre os produtores. "Em cada associação de produtores, você percebe que todos têm a mesma qualidade, interesse e cuidados. Já perceberam que não é apenas uma questão de diferenciação comercial, com agregação de valor ao produto, e sim a promoção da região, das vinícolas, do enoturismo", comentou. Outros dois fatores que também chamaram a atenção da Coordenadora foram o grande nível de empreendedorismo do produtores e o acompanhamento e respaldo técnico da Embrapa.

A iniciativa de apresentar os projetos em andamento para a equipe do INPI foi considerada uma excelente oportunidade de conhecer a realidade das iniciativas. Segundo Maria Alice, essa oportunidade poderá contribuir na hora da avaliação dos processos de reconhecimento das IGs.

FONTE

Embrapa Uva e Vinho

Palácio do Correio Velho leva à praça vinhos míticos em leilão que é já uma referência

Já amanhã, pelas 21 horas, com continuação no dia 4 à mesma hora, terá lugar o Leilão de Vinhos, no Palácio do Correio Velho, que levará a praça, sem valor de reserva, vinhos raros e míticos.

Com uma enorme diversidade, poderá ser encontrada, neste excelente Leilão do Palácio do Correio Velho, uma vasta gama de vinhos, que vai de encontro aos mais diferentes e exigentes gostos e que conta com vinhos míticos internacionais, para além de grandes vinhos portugueses, todos eles sem valor de reserva, ou seja, sem valor mínimo de venda.

Nesta aposta do Palácio do Correio Velho, composta por 500 lotes de preços que podem ir dos 5 euros a mais de 2000 euros, os mais de 100 vinhos tintos portugueses são muitíssimo bem representados pelos "Barca Velha" e "Reserva Especial Ferreirinha" das colheitas de 1965,1966,1978,1980,1981,1983,1984, 1985, 1986, 1989 e 1991.
Dê-se, ainda, especial ênfase para um importante conjunto de vinhos do Porto Vintage e Colheita dos séculos XIX e XX (1840, 1863, 1868, 1887, 1893, 1900, 1912, 1920, 1931, 1933, 1934, 1937, 1938, 1940, 1944, 1947, 1948, 1950, 1952, 1955, 1958, 1960, 1963, 1964, 1966, 1967, 1970, 1974, 1977, 1978, 1985, 1987, 1990, 1991, 1994, 1997, 1998).
Destaque, também, para Madeiras dos séculos XVIII, XIX e XX (1795, 1797, 1826, 1834, 1845, 1862, 1875, 1880, 1890, 1898, 1901, 1907, 1915, 1916, 1920, 1930, 1941, 1954, 1964, 1979, 1980).
Na área dos vinhos internacionais, não podemos deixar de fazer sobressair alguns dos vinhos míticos que estarão ao alcance dos interessados neste leilão de referência:
-Dos brancos franceses distingam-se os Château Haut Brion, Domaine Leflaive Puligny Montrachet, Domaine Leflaive Bâtard Montrachet, Joseph Drouhin Marquis Laguiche Montrachet, Bouchard Pére & Fils Montrachet e Leroy Corton Charlemagne. No que se refere aos tintos há a destacar os vinhos Margaux, Haut Brion , Montrose, Mouton Rothschild, Lynch Bages, Latour , Lafite Rothschild, Cheval Blanc, La Mondotte, Ausone, Le Pin, Petrus, Chapoutier Ermitage, Guigal La Mouline e Romanée Conti (St.Vivant, La Tache, Échézeaux, Grand Echézeaux, Richebourg).
-Dos tintos Espanhóis salientem-se os Vega Sicília Unico e Único Reserva Especial, Pesquera e Álvaro Palácios L’Ermita.
-Dos tintos de Itália evidenciem-se os vinhos Solaia e Ornellaia
-Dos tintos do Novo Mundo especial atenção para os Opus One, Dominus, Alma Viva e Penfold’s Grange.
- A realçar ainda dois armários climatizadores para garrafas a fechar ambas as sessões.

Alguns lotes a destacar:
Lote 75
Barca Velha 1991 5 Gfas
V.Tinto Douro
€500/ €750
Lote 396
Château Le Pin 1985 1 Gfa
V.Tinto Pomerol
€1.500/€1.750
Lote 398
Château Pétrus 1990 1 Gfa
V.Tinto Pomerol
€2.000/€2.500
Lote 402
E.Guigal La Mouline 1983 1 Gfa
V.Tinto Côte-Rotie
€300/€400
Lote 154
Château Cheval Blanc 1990 1 Gfa
V.Tinto St. Emillion
€700/€800
Lote 153
Château Lafite Rothschild 1996 1 Gfa
V.Tinto Pauillac
€500/€600
Lote 193
Barbeito Terrantez 1795 1 Gfa
Madeira
€1.000/€1.500
Lusowine - Matosinhos,Porto,Portugal

Câmara discute selo fiscal para vinhos

A adoção de selo fiscal para vinhos nacionais e importados será discutida na 12ª reunião ordinária da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Viticultura, Vinhos e Derivados, nesta quarta-feira (3), às 14 horas, em Brasília. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) apresentará o sistema de Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP) e o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) abordará o plano de ações para esse programa.
Do Ministério da Agricultura

terça-feira, novembro 18, 2008

Brasil produz seu primeiro espumante branco 100% pinot noir

Uma boa dica para o Natal é o espumante Aurora 100% Pinot Noir que acaba de ser lançado. Ele é o primeiro espumante vinificado em branco do Brasil, produto inovador lançado pela vinícola Aurora. A uva tinta originária da Borganha, França, é muito delicada e tradicionalmente empregada na composição de espumantes finos, como o chardonnay.

A Aurora consegue excelentes resultados no cultivo dessa uva na serra Gaúcha. Essa qualidade tem sido observada nos vinho Aurora Varietal Pinot Noir, com grande performance em degustação técnicas e confirmadas pelos consumidores. Aurora 100% Pinot Noir é elaborado pelo método Chamart longo, apresenta uma bela coloração amarelo-cobre, com um perlage fino e persistente. Na boca tem estrutura, refrescante, com excelente acidez, bom equilíbrio e ótima cremosidade. Aurora 100% Pinor Noir começa a ser comercializado pela loja virtual e chegará ao mercado especializado em breve.
Fonte: Viticultura

sexta-feira, novembro 07, 2008

Herdade do Esporão aposta no Douro e adquire a Quinta das Murças

A empresa Herdade do Esporão adquiriu a Quinta das Murças, propriedade de 150 hectares localizada em Cima Corgo (3,2 km ao longo das margens norte do Rio Douro), informa a empresa alentejana em comunicado.


Com esta operação, a Finagra prossegue a sua estratégia de alargamento e diversificação regional do portefólio. De acordo com o Diário Económico, que cita João Roquette, CEO da Herdade, a nova unidade de produção deverá representar 20% da facturação e 50% dos lucros em 2016, resultado do incremento na capacidade produtiva até um milhão de litros. Nos próximos anos, o grupo deverá investir 1,5 milhões de euros na reestruturação da vinha e plantação de novos vinhedos, e um milhão de euros na construção de uma nova adega, escreve o diário. O modelo de negócio pressupõe a produção premium (tanto de vinhos de mesa como de Vinho do Porto), a venda do azeite produzido, e a aposta no enoturismo.

João Roquette revela que se pretende “replicar, no Douro, toda a experiência e know-how adquiridos no Alentejo”, rentabilizando o “enorme potencial vitivinícola” de uma marca (Vinho do Porto) eminentemente exportadora. Escusa-se a revelar o valor do negócio ou a confirmar uma eventual vontade de expansão para outras Denominações de Origem. Mas assegura que a marca “Esporão” não será estendida à produção vinícola da Quinta das Murças.

A área da Quinta reparte-se entre vinhas de diferentes idades e exposições (60 hectares), 6000 pés de oliveiras orgânicas, um laranjal e 30 hectares de mata. O espaço compreende ainda um lagar tradicional de azeite, outros lagares de granito destinados à pisa a pé e à fermentação, uma adega, cubas de armazenagem, tonéis reservados para o Vinho do Porto, barricas de carvalho para os vinhos DOC, uma cave de estágio subterrânea e um laboratório.

Os vinhos Herdade do Esporão são vendidos em mais de 50 países, incluindo Portugal. Representam 90% da facturação do grupo, contra os 8% do azeite e os 2% do turismo. Prevê-se que as exportações representem um terço do volume de negócios (40 milhões de euros) no actual exercício.

Fonte: Hipersuper

segunda-feira, novembro 03, 2008

Entre os vinhos europeus no Brasil o português é o mais vendido

São Paulo concentra boa parte das importações brasileiras de vinhos lusos.
São Paulo - A crise financeira que começou nos Estados Unidos (EUA) e se espalhou pelo mundo pode chegar até à mesa do brasileiro, especialmente dos apreciadores de um bom vinho. A subida do dólar em quase R$ 0,70 em um mês vai encarecer as importações e como conseqüência o preço do produto. É o que acredita Manuel Luz, consultor de vinhos portugueses de São Paulo, afirmando que a bebida poderá sofrer um acréscimo de 20% a 30%.

As importadoras poderão optar por trazer menos vinho, porém, a situação poderá se agravar no próximo ano. Manuel Luz diz que as compras para as festas de fim de ano já devem ter sido feitas e o mercado será bem abastecido, porém, os preços deverão sofrer majoração, pois as aquisições posteriores já estarão com aumento. "Quem já comprou terá que aumentar os preços para poder arcar com novas compras", diz.

Dos vinhos portugueses, Manuel Luz ressalta que a grande região exportadora para o Brasil é o Alentejo, Sul de Portugal, à frente da mais tradicional até então, a do Douro, ao Norte. Segundo ele, dos vinhos europeus, os portugueses têm a preferência do brasileiro, desde que chegaram ao país, trazidos pela Coroa Portuguesa, momento histórico que comemora 200 anos.

As vendas são influenciadas, muito fortemente, pelo fator preço, bem mais em conta do que de outras regiões de Portugal e da Europa, como Itália e França. Portugal consegue oferecer um vinho de boa qualidade a um preço bem mais barato. "Um vinho francês ou italiano de R$ 60,00 no Brasil dificilmente tem a mesma qualidade do português neste mesmo valor", assegura Manuel Luz.

Segundo informações da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), as exportações portuguesas de vinhos para o Brasil estão em ritmo crescente. Em 2007, elas aumentaram 24,69% em valor e de 12,94% em volume frente a 2006. Em valores absolutos Portugal exportou US$ 23,49 milhões e 6,6 milhões de litros. Este crescimento garantiu, mais uma vez, o terceiro lugar de maior exportador, em valor, de vinhos para o Brasil, atrás do Chile, que ocupa o primeiro lugar, e da Argentina.

O período de janeiro a setembro deste ano apresenta, também, um crescimento nas importações comparado com a mesma data de 2007. Elas aumentaram 17,61% em valor e 77,31% em volume. Em valores absolutos, o Brasil comprou US$ 18,14 milhões e 4,5 milhões de litros no período até setembro. O desempenho deste mercado brasileiro com Portugal não pode deixar de ser considerado notável, pois cresceu, nos últimos cinco anos, 145% em valor e 105% em volume.

A Adega Alentejana (uma das maiores importadoras de vinhos de portugueses), localizada em São Paulo, destaca que as marcas mais vendidas no mercado nacional são Fundação Eugénio de Almeida tinto, Cartuxa Colheita tinto, Convento da Vila tinto, Terras de Xisto tinto, Chaminé tinto e Paulo Laureano Clássico tinto. Os mercados de maior consumo são Rio de Janeiro e São Paulo (empatados), depois Brasília, Pernambuco e Minas Gerais.

Investimento

O Douro continua em destaque na produção e exportação, mas o Alentejo ganhou evidência e se transformou na maior exportadora de vinhos para o Brasil, com qualidade e preços bem melhores para o consumidor. Essa região, segundo Manuel Luz, recebeu pesados investimentos, principalmente ingleses, depois da formação do bloco da União Européia (UE), assumindo papel de destaque na mesa do brasileiro, pela qualidade e preço mais popular.

Os investimentos passam, também, pela contratação de grandes enólogos australianos e franceses. Manuel Luz diz que no Alentejo encontram-se, ainda, dois dos principais enólogos portugueses, Luiz Duarte e Paulo Laureano - este último eleito o melhor enólogo do país – o que tem contribuído para que a região se transforme na maior exportadora de vinhos portugueses para o Brasil.

Nas décadas de 60, 70 e 80, o grande vinho da mesa dos brasileiros era o verde, muito bem aceito em função do clima quente do país. Da região do Minho, a bebida é, ainda, facilmente encontrada no mercado nacional. Porém, com a abertura do mercado, no início da década de 90, surgiram novos vinhos que têm também grande aceitação no Brasil, como os chilenos e argentinos.
Portugal Digital - 31/10/2008

sexta-feira, outubro 17, 2008

Vinho do Porto

O vinho do Porto é uma invenção portuguesa que os ingleses descobriram e fizeram o mundo todo conhecer. Foi nos séculos XVII e XVIII que este vinho, conhecido como “Néctar do Douro”, começou a ser consumido com regularidade pelos ingleses, que inicialmente o compravam na cidade do Porto, daí a origem do seu nome. Depois subiram o rio Douro em direção a sua nascente e promoveram o cultivo de uvas para a elaboração deste vinho.

Atualmente são os franceses os maiores consumidores de vinhos do Porto, mas os melhores exemplares ainda são consumidos pelos ingleses.

A região é reconhecida como uma das primeiras oficialmente demarcadas do mundo, pelo Marques de Pombal em 1756.

É produzido na região do Vale do Rio Douro, em solo xistoso e pouco fértil, tendo como uvas principais as tintas : Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz, Tinta Barroca, Tinto Cão e Tinta Amarela, e as brancas: Gouveio, Viosinho, Rabigato, Malvasia Fina e Donzelinho

A principal diferença do Porto em relação aos demais vinhos é que sua fermentação é interrompida com a adição de aguardente vínica, preservando o açúcar natural da uva. É chamado de “Vinho Fortificado”, com alto teor alcoólico (20%) e predominantemente doce. Ideal como digestivo e para acompanhar sobremesas. Combina bem com chocolate e é um excelente parceiro para os charutos.

Estilos de Vinho do Porto:

• Ruby – Jovem e frutado. É um corte de diversas safras, envelhecido por 2 ou 3 anos antes de ser engarrafado. Quando feitos de uvas premium recebem a denominação “Reserva” e envelhecem de 3 a 5 anos;
• Tawny – Teoricamente, é envelhecido por mais tempo que o Ruby, porém os mais baratos têm a mesma idade dos Rubies. É o resultado da mistura de vários vinhos, de diversas idades, que estagiaram em tonéis de madeira de 525 litros. Tem aromas delicados de baunilha e frutas secas, como nozes e amêndoas. Os mais antigos podem receber nomes de Fine Tawny ou Superior Tawny;
• Tawny 10, 20, 30 e 40 anos – Mistura de vinhos cuja idade média represente estes anos de envelhecimento em tonéis. Ricos e aveludados;
• Colheita - Vinho de safra única, envelhecido em madeira por no mínimo 7 anos;
• Vintage – Vinho de safra única, declarado vintage pela Comissão do vinho do Porto. Envelhecido 2 anos em madeira antes do engarrafamento, sem filtragem. É o supra-sumo do Porto e envelhece maravilhosamente bem. É o companheiro perfeito para o queijo da Serra da Estrela;
• LBV – Late Bottlet Vintage - Vinho de safra única, não declarado vintage pela Comissão do vinho do Porto. Envelhecido por 4 a 6 anos em madeira, é filtrado antes do engarrafamento. Pronto para o consumo. É o que apresenta a melhor relação qualidade x preço;
• Crusted – Corte de vinhos de mais de uma colheita e engarrafado sem filtragem;
• Porto Branco – Seco, meio-seco ou doce, feitos de uvas brancas. O seco é muito bom como aperitivo e para a elaboração de drinques.

As principais marcas de vinhos do Porto estão presentes no mercado brasileiro. Aprecio muito os seguintes vinhos: Churchill’s Ruby Reserve – Churchill’s - (Expand Importadora), Tawny 20 anos e Quinta das Carvalhas Tawny Reserva – Real Cia. Velha ( Barrinhas Importadora), LBV 1998 – Burmester – (Adega Alentejana), Noval Colheita 1971 – Quinta do Noval – (Grand Cru Importadora), Ruby Six Grapes - Graham’s – (Mistral Importadora), Krohn Vintage 1982 e Tawny 30 anos – Wiese & Krohn – ( World Wine Importadora), LBV 2000 – Offley – (Zahil Importadora/Vitis Trade).

Vinhos nacionais ganham mais espaço na boa mesa brasileira

A alta do dólar já se reflete positivamente na venda dos vinhos nacionais, que ganham cada vez mais espaço na boa mesa. Vinícolas brasileiras aproveitam a oportunidade para aumentar a produção e se animam com as previsões para o fim do ano. A Dal Pizzol espera um aumento de 30% nas vendas dos vinhos nos próximos três meses, comparado ao mesmo período do ano passado.

Como o produto nacional já criou um público cativo, o volume da produção de determinados vinhos, como o Do Lugar Rosé, aumentou em mais de 100%, com relação ao ano passado. A Dal Pizzol vai disponibilizar para os apreciadores da bebida mais de seis mil garrafas, por R$ 28 cada. Em 2007, o mesmo vinho teve suas três mil garrafas comercializadas em menos de quatro meses.

O Rosé é um produto que foi vítima de um círculo vicioso, cheio de preconceitos, mas a qualidade dos produtos nacionais não passou despercebida pelo mercado. O Do Lugar Rose foi o único Rosé classificado entre os 16 vinhos representativos da Safra 2008, durante a XVI Avaliação Nacional de Vinhos, que aconteceu em Bento Gonçalves.

Outra vinícola que expressou grande expectativa para este ano é a Miolo, que prevê alta de 20% no volume de vendas de espumantes brasileiros, para 2,1 milhões de garrafas.

terça-feira, outubro 14, 2008

Bahia lança Enoturismo como novo produto no Vale do São Francisco

O consumo de vinhos entre os brasileiros tem crescido expressivamente nos últimos anos, e a concentração das viniculturas já não se restringe ao Sul do país. A Bahia desponta como um mercado promissor tanto para consumo quanto para produção, agregando, inclusive, mais um serviço na rota do vinho no Vale do São Francisco - o Enoturismo - com a inauguração no dia 11/10, de mais este produto turístico no estado.

É isso mesmo, se até pouco tempo o vinho era uma bebida consumida por poucos brasileiros, imagine conhecer todo o seu processo de produção, desde a preparação do solo, passando pelo cultivo da uva até presenciar o líquido sair engarrafado, pronto para as prateleiras dos supermercados.

Com a inauguração do roteiro do Enoturismo, todos esses passos estão à disposição dos turistas que visitarem Bahia e Pernambuco, uma vez que o roteiro contempla quatro municípios em cada estado.

A aposta neste segmento é grande por parte do governo baiano. O governador Jaques Wagner, aproveitou a inauguração do roteiro turístico para anunciar a reforma completa do aeroporto de Juazeiro, o que facilitará o acesso, atualmente feito por via terrestre, uma vez que de avião só é possível chegar por Petrolina.

Investimentos - As empresas Miolo e Lovara, provenientes do Rio Grande do Sul, investiram cerca de R$ 30 milhões, trouxeram tecnologia de ponta e acabam de firmar parceria com a espanhola Osborne, com previsão de produzir cerca de três milhões de litros de vinho por ano, incluindo vinhos finos, espumantes e brandies.

Se os investidores já estavam confiantes nos bons resultados, com o aumento do dólar frente à moeda nacional, esta confiança cresceu ainda mais, tanto para as vendas internas, quanto para as exportações, como explicou Henrique Benedetti, do grupo Miolo.

Segundo ele, os vinhos chegam ao consumidor final com preços entre R$ 9,90 e R$ 27, e os espumantes variam entre R$ 14,90 e R$ 23. "E é um produto de boa qualidade, bem aceito no mercado nacional e internacional". Ele acrescentou que, em relação à produção do vale do São Francisco, a Bahia representa 30% do consumo, e frente ao mercado nacional, o índice é de 17%.

O governo baiano pretende investir na formação e especialização da mão-de-obra para atender à demanda desta nova oportunidade para a economia baiana. O secretário de turismo, Domingos Leonelli, anunciou a parceria com o Sebrae de Juazeiro para capacitação de pessoal, e também um curso superior de Turismo, que será implantado através da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), alinhado com as necessidades do trade turístico.

"Vamos discutir com o trade turístico para que o estudante tenha uma formação que o permita sair da universidade diretamente para o mercado de trabalho", ressalta Leonelli.

Roteiro – A visita começa pelas vinícolas, onde os turistas terão uma verdadeira "aula", desde o cultivo da uva até à fabricação do vinho, seu armazenamento, além da oportunidade de degustar os diversos sabores produzidos na vinícola.

E o roteiro também é gastronômico, uma vez que os produtores resolveram inovar, e servir como acompanhamento a culinária local, como a carne de bode e o beiju.

Para o presidente do conselho executivo da Osborne, Ignácio Osborne, está na hora de deixar de lado a idéia de que cada vinho tem uma culinária específica, como ainda hoje é indicado que a carne deve ser acompanhada por tinto, ou peixe ser servido com vinho branco. "A combinação deve ficar a critério de cada um e, o melhor vinho é aquele que você gosta", enfatiza o espanhol, que acaba de se integrar ao grupo Miolo.

Ele ainda ressalta que os vinhos devem ser produzidos de acordo com a cultura local. "Aqui, temos que fazer um vinho com a cara dos brasileiros, leve, alegre, pois é assim que vejo este povo. E não um vinho muito encorpado, pesado", conclui Osborne.

E o passeio não pára por aí, os visitantes ainda podem fazer passeio de barco pelo "Velho Chico" para curtir o pôr-do-sol e esticar em um dos bares da orla de Petrolina ou de Juazeiro. Para a presidente da Bahiatursa, Emília Silva, o roteiro está inaugurado e o momento é de se trabalhar para trazer o turista. Para isso, ela convocou os operadores de turismo que estavam presentes para "comprar" a idéia e incluir este destino nos seus catálogos para venda.

Inauguração – A inauguração contou com a presença de políticos da Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Sul (região de origem da Miolo), secretários de estado, o cônsul da Espanha e de Portugal, representantes do turismo nacional e outros interessados na comercialização de vinhos.