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quinta-feira, maio 11, 2017

WSET Certificação de nível 1 em vinhos

Nesse curso introdutório o aluno já sai com uma boa base de vários assuntos e com confiança para o atendimento ao cliente, no caso de profissionais da área.

Ao finalizar o curso, você estará capacitado para:

. Demonstrar conhecimentos sobre os principais tipos e estilos de vinhos.

· Armazenação adequada e serviço de vinhos.

· Conhecerá os princípios básicos de harmonização.

· Adquirirá segurança tanto para compra como para indicação de um vinho

Data: 27 de Maio

Local: Vizinho Gastrobar - Av. das Américas, 8.585 - Barra da Tijuca, Rio de Janeiro - RJ, 22793-296

Horário: 09h00 às 17h30

Investimento: R$1.080,00 parcelado no cartão em até 4x ou R$1026,00 à vista.

Inscrição até: 24/05/2017 (SUJEITO A DISPONIBILIDADE DE VAGAS)


É uma jornada pelo conhecimento incrível para os apreciadores e profissionais da área. Garanta já sua vaga!!!

Estou à disposição ,









quarta-feira, abril 19, 2017

Portugal é o país com maior consumo de vinho por habitante

Portugal é um dos 10 maiores países exportadores de vinho do mundo.

Portugal foi o nono maior exportador de vinho, tendo vendido 2,8 milhões de hectolitros para o estrangeiro e que valeram 734 milhões de euros.

Portugal ocupa um “lugar muito especial” no mundo dos vinhos. A procura de vinho aumentou apenas 0,4% a nível mundial, em 2016, para os 242 milhões de hectolitros, em linha com a estagnação verificada desde a crise de 2008, sendo Portugal o país com maior consumo por habitante. No seu relatório anual de conjuntura, a Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) indica que as maiores taxas de progressão do consumo de vinho se registaram na China (um aumento de 6,9% para 17,3 milhões de hectolitros), em Itália (uma subida de 5,3% para os 22,5 milhões de hectolitros) e, nos Estados Unidos (um crescimento de 2,5% para os 31,8 milhões de hectolitros).

Olhando para o consumo por habitante, Portugal está no topo da lista, com um consumo de 54 litros por pessoa e por ano, seguindo-se França (51,8 litros), Itália (41,5 litros) Suécia (41 litros), Suíça (40,3 litros), Bélgica e Argentina (31,6 litros em cada país), Alemanha (29,3 litros) e Austrália (27 litros). Espanha é o oitavo país com maior consumo por habitante (25,4 litros), seguida de dois países onde não se cultivam vinhas: a Holanda (24,5 litros) e o Reino Unido (24 litros). A produção de vinho caiu 3% para os 267 milhões de hectolitros em 2016, devido sobretudo a condições climáticas pouco favoráveis em alguns dos principais países produtores, sobretudo no hemisfério sul, como no Chile, na Argentina ou no Brasil, segundo a OIV.
No relatório anual de conjuntura, a OIV refere que os três maiores produtores continuam a ser Itália (50,9 milhões de hectolitros, um aumento de 2%), França (43,5 milhões, uma queda de 7%) e Espanha (39,3 milhões, uma subida de 4%). Os Estados Unidos reforçaram a sua posição, produzindo 23,9 milhões de hectolitros em 2016 (+10%), bem como a Austrália que produziu 13 milhões de hectolitros (+9%). Por outro lado, a produção na China caiu 1% (para os 11,4 milhões de hectolitros), na África do Sul recuou 6% (para os 10,5 milhões de hectolitros), no Chile recuou 21% (10,1 milhões de hectolitros) e na Argentina caiu 29% (9,4 milhões de hectolitros).

Portugal entre os maiores exportadores

O comércio internacional de vinho caiu 1,2% em 2016, situando-se nos 104 milhões de hectolitros, mas em valor subiu 2% para os 29 mil milhões de euros. Espanha voltou a ser o maior exportador em quantidade, com 22,3 milhões de hectolitros, mas boa parte das suas vendas para o exterior são a granel e a baixo preço, tendo representado 2.644 milhões de euros, muito abaixo dos 8.255 milhões de euros que França arrecadou com as exportações de vinho, que atingiram os 14,1 milhões de hectolitros no ano passado. Portugal foi o nono maior exportador de vinho, tendo vendido 2,8 milhões de hectolitros para o estrangeiro, o que totalizou os 734 milhões de euros, segundo a OIV. A superfície de vinha em todo o mundo manteve-se estável em 2016, com 7,5 milhões de hectares, apesar de se terem verificado movimentos significativos em alguns países. Na China, em particular, a área de vinha aumentou em 17 mil hectares em 2016, totalizando os 847 mil hectares, consolidando a sua segunda posição, atrás de Espanha, com 975 mil hectares.

Segredos do vinho: as leveduras

Frequentemente, quando visito um produtor, ouço-o dizer que só utiliza leveduras indígenas para a fermentação espontânea dos mostos. Daqui se depreende que essas são melhores e que “nesta casa só se trabalha com seriedade”. Como o tema se presta a equívocos e é mais um que enche a pobre cabeça dos winefreaks, sempre mais preocupados em gostar de tudo o que está fora do baralho, vale a pena pensar um pouco no assunto.

As leveduras são microrganismos que existem no ambiente e que se depositam na parte exterior dos bagos de uva. Há muitas variedades, umas boas, outras más. Para se ter uma ideia, a equipa técnica da Sogrape já isolou nas suas propriedades em várias zonas do país mais de 720 estirpes de leveduras. São estas leveduras que irão transformar o açúcar das uvas em álcool, durante um processo a que chamamos fermentação. Atualmente, usam-se, por norma, leveduras que foram selecionadas em laboratório.

Desta forma garante-se uma fermentação sem riscos, sem que se gerem maus aromas ou problemas de acidez volátil. Estas “selecionadas” seriam como que as más da fita, as que carregam a marca industrial que perturba os amantes dos vinhos naturais, dos vinhos da terra e por aí fora. Mais uma confusão. As leveduras podem ser selecionadas e serem da região.

Foi isso que se fez no Dão (tintos) com uma levedura que não retira cor aos tintos (o que acontece com outras), nos vinhos verdes (brancos) e na Bairrada (brancos). Há leveduras dessas regiões comercializadas pela Proenol, uma empresa portuguesa líder no mercado. A levedura QA 23 (as letras remetem para a Quinta de Azevedo, onde o estudo foi feito) está atualmente no top 10 mundial para vinhos brancos. Porquê? Porque não induz aromas e dessa forma permite que os aromas naturais das castas e da região melhor se exprimam.

A Quinta dos Carvalhais já isolou duas para uso próprio, e o Colheita branco é feito com uma delas. Assim sendo, estamos a falar de leveduras selecionadas, ainda que dentro da própria região, o que faz todo o sentido. A dicotomia será então entre fermentação espontânea (com as leveduras que vêm com as uvas) e fermentação com leveduras selecionadas. De novo se coloca a questão de apenas ao pequeno produtor ser permitido correr os riscos da fermentação espontânea (arranque tardio, paragem da fermentação, não desdobramento de todo o açúcar, ácido acético, etc.); tudo pode correr bem, mas há uma forte probabilidade de acabar mal, risco que a maior parte dos produtores prefere não correr. Curiosamente, ainda não existe, pelo menos comercializada, uma levedura para o vinho do Porto. Já houve várias tentativas, mas os estudos foram inconclusivos. Quer António Graça (Sogrape) quer Maria de Fátima Teixeira (Proenol) nos confirmaram isto. Neste como noutros temas do campo da microbiologia, os esforços continuam, e Portugal, Espanha e França são os países onde esses estudos mais se têm desenvolvido.
João Paulo Martins

sábado, abril 01, 2017

Top 10 maiores exportadores de vinhos do mundo

Em termos de quantidades, a exportação aumentou por aproximadamente 1.9 milhões de hectolitros (1 hectolitro equivale a 100 litros). Os dados mais recentes da Organização Internacional de Vinha e Vinho mostram que houve um declínio contínuo em área sob videira.
Apesar da retração global na área sob videira, a produção de uva tem estado em crescimento devido à maior produção e condições climáticas favoráveis. Para esta seleção foram considerados dados da International Wine Central. As quantidades apresentadas representam as estimativas da organização para 2015.

10°Argentina – Exportação 2.700.000 hectolitros

Por um longo tempo, a Argentina se focou exclusivamente em produzir vinho para o mercado interno. A mudança surgiu na década de 1990, quando o país começou a investir e produzir vinho de melhor qualidade que poderia se tornar competitivo no mercado internacional.

9°Portugal – Exportação 2.800.000 hectolitros
portugal entre os maiores exportadores de vinhos do mundo
Portugal não tem apenas uma longa história de produção de vinho, mas é também um dos primeiros países que começaram a vender o produto fora de suas fronteiras. O país embarcou vinho para o Império Romano, enquanto o comércio moderno começava no início do século 18.
O primeiro país que comprou vinho português foi Inglaterra, e manteve-se um dos principais importadores de vinho de Portugal. Nos últimos 5 anos, o valor do vinho português exportado para o Reino Unido aumentou por 19%.

8°Alemanha – Exportação 3.600.000 hectolitros

alemanha entre os maiores exportadores de vinhos do mundo
Comparada com Portugal, a Alemanha produz menos quantidades da bebida, mas exporta e consome mais. Uma das características distintivas da produção de vinho na Alemanha é que muitos produtores de vinho dependem da agricultura orgânica.

7°Estados Unidos – Exportação 4.200.000 hectolitros
estados unidos entre os maiores exportadores de vinhos do mundo
Os Estados Unidos são o quarto maior produtor de vinho. Em 2015, 22, 140hl da bebida foram produzidos. A maior quota, cerca de 90% veio da Califórnia, que é também o estado com maiores números de vinícolas, 3.782. Como outros países não europeus nesta seleção, os EUA registrou um aumento contínuo em exportação nos últimos anos.

6°África do Sul – Exportação 4.200.000 hectolitros
africa do sul entre os maiores exportadores de vinhos do mundo

A África do Sul é décimo segundo maior produtor de vinho e a área ao redor da Cidade do Cabo é o epicentro da vinificação. WOSA estima que um pouco menos de 100.000 hectares estão sob videira, enquanto a maior parte da colheita anual de uvas, em torno de 80%, é usada para produção do vinho.
A indústria emprega cerca de 300.000 pessoas, e é uma importante contribuinte para as receitas totais de exportação do país, que é sexta posição nesta seleção.

5°Austrália – Exportação 7.400.000 hectolitros
australia entre os maiores exportadores de vinhos do mundo
No ultimo ano, a Austrália registrou o maior aumento na exportação de vinho. O valor das remessas aumentou em 7.8%, enquanto as quantidades exportadas subiram 4.9% comparado com o ano anterior.
O vinho australiano foi vendido em 123 países, entre os quais 78 importaram mais bebida em 2015, do que um ano atrás. Além disso, 5 mercados valorizaram mais do que 100 milhões de dólares australianos.

4°Chile – Exportação 8.800.000 hectolitros
chile entre os maiores exportadores de vinhos do mundo
O Chile é um dos países que não apenas aumentou a área sob videira, mas também fez uma série de melhorias no processo de produção que resultou em qualidade superior do vinho e maior competitividade no mercado internacional. Nos últimos anos, a exportação de vinho do Chile quadruplicou.

3°França – Exportação 14.000.000 hectolitros
franca entre os maiores exportadores de vinhos do mundo
Em 2015, o país embarcou 14.000 hl que foi uma queda pelo terceiro ano consecutivo. Apesar de exportar menos vinho, o país classifica como primeiro, em termos de valor de remessas.
No último ano, o valor das exportações atingiu 8.2 bilhões de euros, que foi 6.7% de aumento em relação ao ano anterior. Os fatores que influenciaram o aumento foram o euro enfraquecido, crescimento significativo de exportação para China, e aumento de venda do champanhe.

2°Itália – Exportação 20.000.000 hectolitros
italia entre os maiores exportadores de vinhos do mundo
A vinificação tem uma longa tradição na Itália, que remonta a 800 a.C., a época quando os colonizadores gregos introduziram a vinicultura para Sicília. No ano passado, o país produziu as maiores quantidades de vinho no mundo.
O volume de 49.5 milhões de hectolitros, que representou 18% da produção global de vinho, permitiu a Itália a recuperar o primeiro lugar entre os produtores mais importantes do mundo. Além de ser o maior produtor e o segundo maior exportador de vinho, o país está também entre os principais países consumidores.

1°Espanha – Exportação 24.000.000 hectolitros
espanha entre os maiores exportadores de vinhos do mundo
As remessas geraram a receita de 2.6 bilhões de euros, o que determina o país no terceiro lugar entre os principais exportadores do mundo, atrás da França, que ganhou 8 bilhões de euros, e Itália cujas remessas de vinho valeram 5 bilhões de euros. Atualmente, os principais importadores do vinho espanhol foram França, Alemanha e Itália.
Adriano Lucas 29 de março de 2017
Fonte: http://top10mais.org/top-10-maiores-exportadores-de-vinhos-do-mundo/#ixzz4d1j6qazL

GNR recupera 136 garrafas de Vinho do Porto avaliadas em meio milhão de euros

Unidade Fiscal da Guarda apreendeu garrafas furtadas da Casa do Douro, referentes à colheita de 1934 e engarrafadas em 1967. Foi ainda apreendido vinho de mesa e aguardente

A Unidade Fiscal da GNR apreendeu nesta quarta-feira, em Santa Marta de Penaguião e Peso da Régua, bebidas alcoólicas avaliadas em meio milhão de euros por introdução fraudulenta no consumo.

O Destacamento de Ação Fiscal do Porto desencadeou uma investigação que levou à realização de três buscas domiciliárias e três não domiciliárias, duas das quais a estabelecimentos de restauração e bebidas.

A GNR esclareceu, em comunicado, que durante estas buscas foram apreendidos 15.900 litros de vinho de mesa, 210 litros de aguardente e 5.100 litros de vinho do Porto, no valor total de 48.400 euros, dos quais mais de 14 mil euros correspondem ao valor de prestação tributária em dívida.

Segundo a fonte, foram ainda recuperadas 136 garrafas de vinho do Porto, referentes à colheita de 1934, engarrafadas em 1967 e que possuem um valor unitário estimado de 3.300 euros, que perfazem um valor total de 448.800 euros.

Estas garrafas de vinho do Porto foram, segundo a Unidade Fiscal, furtadas da Casa do Douro, situada no Peso da Régua.

No comunicado, a GNR indicou que a operação decorreu “já com todos os intervenientes identificados”, não especificando, no entanto, quantas pessoas estão envolvidas neste processo.
Fonte : iOL

quarta-feira, março 29, 2017

Os copos de vinho são grátis se for de Cabify a estes bares

E há outros descontos e ofertas especiais que se prolongam até setembro em sete wine bars do Porto.

Estes descontos estão disponíveis até setembro
Copos de vinho grátis, happy hours eternas ou descontos em compras. Estas são as ofertas da rota de vinhos que a Cabify preparou em sete wine bars do Porto e que se prolonga até setembro. Tem sempre 10% de desconto na viagem se for de Cabify até aos espaços.

As melhores ofertas talvez sejam a da Quinta da Foz e do The Wine Bar. Se apanhar um Cabify até estes espaços, o primeiro copo de vinho é grátis. No Castelo Caffe, se apanhar um carro da Cabify até lá, a happy hour dura todo o dia — um copo de vinho tinto ou branco custa 2€ em vez dos habituais 3€.

A Vindega — que é ao mesmo tempo bar, bistrô e loja, tudo junto do mar — tem um desconto de 10% na compra dos vinhos da loja. O mesmo acontece na Garrafeira Tio Pepe, onde, além de participar numa prova de vinhos, pode reforçar a pequena garrafeira lá de casa com um desconto de 10%.

Na Capela Incomum, onde é possível beber um copo num antiga capela reconvertida, e na The Wine Box, só tem direito ao desconto de 10% na viagem de Cabify. E não se esqueça de levar o recibo da viagem de Cabify para conseguir aproveitar todos os descontos e ofertas.

Lisboa também terá uma rota de vinhos da Cabify a seguir ao verão, mas ainda não foram confirmados os espaços aderentes.
texto: Ricardo Farinha na NiT

Sting anuncia turnê de degustação de seus vinhos pela Europa


O cantor e a esposa Trudie Styler têm uma propriedade de 350 acres na Toscana

Eterno vocalista do The Police, Sting e a esposa Trudie Styler anunciam o lançamento da turnê de degustação de seus vinhos, a Il Palagio Tasting Tour. O músico britânico, cantor, compositor e ator é dono de uma propriedade biodinâmica de 350 acres na Toscana, a Tenuta Il Palagio.

Desde 1999, Sting e Trudie restauraram meticulosamente as dependências da Villa do século XVI. Hoje, a propriedade produz quatro tintos (Message in a Bottle, Sister Moon, When We Dance and Casino delle Vie ), um branco (Message in a Bottle Bianco) e um rosé (Beppe Rosato).

O casal anunciou o lançamento do Il Palagio Tasting Tour na ProWein – maior exposição de vinhos do mundo - nesta semana. A excursão inclui um trailer itinerante, conhecido como autocaravana na Europa, que permitirá aos visitantes provar as variedades de vinhos assinados pelo casal, bem como o azeite e o mel também produzidos na propriedade.

Os vinhos que poderão ser degustados são o Beppe Rosato 2016, When We Dance 2015, Casino delle Vie 2014, Sister Moon 2014, Message in a Bottle Bianco 2016, e Message in a Bottle Rosso 2015.

Ralf Hoegger, gerente de Vendas e Distribuição, e também organizador da turnê, viajará no trailer, e atenderá a todos os clientes em cada parada. A iniciativa pretende aumentar o reconhecimento da marca, da propriedade e da produção toscana.

Sting confessou que antes de iniciar o projeto vitivinícola, não sabia nada sobre vinificação. Comentou, ainda, que por crescer no norte da Inglaterra, passou a consumir cerveja aos 16 anos, e seu primeiro contato com uma taça de vinho foi perto dos 30 anos. Contudo, os vinhos de Sting, sob a orientação do consultor biodinâmico Alan York, do consultor de vinhos Paolo Caciorgna e do gerente de finanças Paolo Rossi, conquistam elogios da crítica.

Em 2016, o Sister Moon - uma mistura de 40% Sangiovese, 30% de Merlot e 30% de Cabernet Sauvignon, envelhecido em barricas francesas novas por 24 meses - foi eleito melhor vinho de celebridade pelo app Vivino. Também foi nomeado um dos 100 melhores vinhos italianos pelos organizadores da feira OperaWine.

PROGRAMAÇÃO
Por Maria Bolognese

segunda-feira, janeiro 09, 2017

Vinhos Uruguaios de pequena produção

Acabei de chegar do Uruguai, onde estive com a minha amiga Fabiana Bracco, gerente da bela vinícola Narbona, provando dois vinhos que ela vem produzindo na pequena vinícola de sua família.

Os vinhos me surpreenderam pela qualidade, elegância e finesse, e principalmente pela utilização de uvas nobres de Bordeaux, como a Petit Verdot.

O Primeiro, um Petit Verdot 2016, embora jovem, mostrava toda a força da uva, com taninos firmes e vigorosos, mostrando um belo potencial de envelhecimento.

O segundo, um belo Tannat 2015, emblemática uva uruguaia, que estava digno de uma bela "parrillada"

Parabéns Fabiana !...em breve quero provar os demais...


quinta-feira, abril 14, 2016

A Cidade e os Vinhos

Bordeaux vai abrir a "La Cité du Vin", um mundo dedicado à cultura do vinho, ao qual muitos já chamam “o Guggenheim do vinho”. Custou mais de 80 milhões de euros mas espera gerar receitas anuais indiretas acima dos 40 milhões.


A Cité du Vin tem abertura oficial marcada para o dia 1 de Junho próximo mas a partir de agora já pode comprar (ou candidatar-se a ganhar) bilhetes para visitar o espaço no facebook.

O projecto está situado nas margens do Rio Garonne, em plena cidade de Bordéus. Trata-se de um complexo futurístico, composto maioritariamente por painéis em vidro e alumínio, em forma de decanter, que ocupa uma área superior a 13.350 m², divididos por dez andares. O último piso a uma altura de 55 metros. A Cité permite uma vista inigualável sobre a cidade e toda a região envolvente e foi desenhada pelo atelier de arquitectura francês XT-U, em conjunto com a casa de design de interiores inglesa Casson Mann e cada detalhe, interior ou exterior, evoca a alma do vinho.

O espaço irá oferecer exibições permanentes e temporárias, espectáculos, conferências e ‘workshops’ sobre o vinho e sua história. Para principiantes ou conhecedores, estes workshops podem versar a enologia do vinho, o food pairing ou mesmo a prova de vinhos raros. Um laboratório emerge mesmo os visitantes numa experiência tridimensional, acrescentando à prova luzes, sons e aromas.

E se os vinhos da região de Bordéus ocupam naturalmente o centro das atenções, o projecto está aberto ao mundo: o restaurante Le7 irá oferecer uma carta de vinhos com mais de 500 entradas provenientes de 50 países diferentes, e o wine bar Latitude20 suplanta ainda essa oferta, com 800 entradas de 80 países. O espaço inclui ainda uma boutique e uma enoteca.

A Cité du Vin foi financiado com dinheiros públicos, na sua esmagadora maioria da cidade de Bordéus e de outras entidades regionais mas também recorreu ao mecenato, que financiou cerca de 20% da obra. Neste caso, sobretudo pelas principais casas de vinho de Bordéus e por uma liga de amigos norte-americanos. Não será por acaso que um dos embaixadores é o crítico de vinhos Robert Parker.

Com um orçamento anual de 12 milhões de euros, a maioria das receitas será gerada pela própria “cidade”, com a venda de entradas e a exploração dos espaços. Isto porque são esperados cerca de 450 mil visitantes ano (e cada entrada tem um custo de 20 euros) que deverão além disso gerar receitas indirectas para a cidade e região na ordem dos 40 milhões de euros. O que nos faz pensar se um projecto semelhante não seria uma excelente ideia para uma das nossas regiões vínicas?
14:15 Bruno Lobo, Fora de Série

quarta-feira, março 16, 2016

Bacalhôa: tradição e modernidade

Uma quinta histórica, cujo nome identifica também uma das mais inovadoras empresas vinícolas do país. O crítico gastronómico da VISÃO Se7e, Manuel Gonçalves da Silva, escreve sobre três vinhos da Bacalhôa

Catarina, Má Partilha e Quinta da Bacalhôa são marcas de vinhos portugueses com história e com prestígio, que foram criadas pela empresa J.P. Vinhos, entre os fins dos anos 70 e princípios dos anos 80 do século passado, e que hoje integram o extenso portefólio da Bacalhôa Vinhos de Portugal, S.A., do Comendador Joe Berardo. O Catarina, muito apreciado por este empresário, terá sido determinante para o levar a investir no sector dos vinhos, diz ele. Hoje, a Bacalhôa é uma das maiores e mais inovadoras empresas vinícolas em Portugal com presença em 7 regiões vitícolas: Alentejo, Península de Setúbal, Lisboa, Beiras, Bairrada, Douro e Vinhos Verdes, 40 quintas, 1200ha de vinhas e quatro adegas - Azeitão, onde tem a sede, Aliança Vinhos de Portugal, Quinta do Carmo e Quinta dos Loridos -, com uma capacidade total de 20 milhões de litros.

Cada vinho tem a sua história, que convém conhecer, para melhor o compreender e apreciar. Desta vez escolhemos três vinhos do mesmo produtor e da mesma região, mas com perfis muito diferentes, todos bem marcados, e com histórias exemplares.

O Catarina nasceu com a colheita de 1981 e foi, provavelmente, o primeiro vinho branco português a fermentar parcialmente em barricas de madeira nova. Trouxe um novo estilo de vinho branco e convenceu.

O Má Partilha, criado em 1986 com uvas de vinhas de plantadas nas encostas de Azeitão à maneira de Pomerol, de onde vieram, foi o primeiro Merlot português. Muito atrativo, rapidamente se tornou um sucesso com prémios internacionais a testemunha-lo.

O Quinta da Bacalhôa deve o nome à quinta onde nasceu, em 1979, e foi o primeiro Cabernet Sauvignon português. Totalmente vinificado em barricas de carvalho novo, representou um conceito inovador na enologia portuguesa e ganhou grande prestígio, que mantém.

Catarina 2015 Feito de uvas das castas Fernão Pires, Chardonnay e Arinto, produzidas nas encostas de Azeitão, apresenta-se com bela cor amarela pálida, aroma elegante e paladar fresco com boas notas frutadas e minerais. Tem inegável aptidão gastronómica e uma excelente relação entre a qualidade e o preço. €4,79

Má Partilha 2011 Cem por cento Merlot, tem cor vermelha intensa, aroma concentrado a frutos vermelhos com notas de chocolate, paladar cheio com fruta bem madura, taninos firmes, elegantes, bem integrados, que lhe garantem grande potencial de envelhecimento em garrafa. Ótimo pata acompanhar pratos de carne e de caça ou queijos. €14,99


Quinta da Bacalhôa Tinto 2013 As castas de que é feito são 90 por cento Cabernet Sauvignon e 10 por cento Merlot. Concentrado na cor, ainda um pouco fechado no aroma, mas com boas notas de fruta bem madura e de especiarias, paladar cheio com taninos bem presentes e finos a garantirem boa estrutura e prometerem longevidade. Apto, já, para acompanhar bons pratos de carnes vermelhas e de caça. €16,99

Rotas dos vinhos de altitude levam riqueza para a Serra de Santa Catarina

Com 35 vinícolas de altitude que cultivam mais de 600 hectares de vinhedos, elaboram 180 rótulos, produzem 1,2 milhão de garrafas por ano e oferecem mais de 2 mil empregos entre diretos e indiretos, a Serra Catarinense avançou rápido na vitivinicultura e segue atraindo investimentos de empresários e executivos de renome. A qualidade dos vinhos e a expansão do enoturismo garantiram clima de otimismo na abertura oficial da 3ª Vindima de Altitude, sexta à noite, quando dezenas de autoridades marcaram presença no salão do Centro de São Joaquim. Maior polo do setor em SC, o município conta com 20 vinícolas já produzindo e mais quatro em fase de implantação.

O governador Raimundo Colombo, que participou da inauguração da vinícola Leone di Venezia e no evento oficial, afirmou que o setor está conseguindo agregar valor, imagem, qualidade e parceiros importantes.

O ambiente que a gente encontra é o melhor possível. Tudo está pronto para termos um grande crescimento do setor. A gente só vê pessoas animadas e empresários de conceito muito forte da sociedade catarinense se integrando ao projeto. Eu não tenho dúvidas de que teremos muito orgulho do que estamos fazendo. Nosso produto vai ganhar mercado agregando valor – me disse o governador, acrescentando que o turismo na serra de SC será tão forte quanto os de Gramado (RS) e Petrópolis (RJ).

Em pouco mais de 15 anos, a Serra catarinense conseguiu um avanço na produção de vinhos que muitas regiões viníferas do mundo só alcançaram após 100 anos, ressaltou o presidente da Vinhos de Altitude SA, a associação do setor, Acari Amorim. Participam da Vindima as vinícolas D¿Alture, Kranz, Pericó, Villa Francioni, Leone di Venezia, Sanjo, Villaggio Grando, Agreu Garcia, será Nevada, Monte Agudo, Quinta da Neve, Suzin, Villaggio Bassetti, Urupema e Hiragami.

Entre as autoridades presentes, também estiveram prefeito de São Joaquim, Humberto Brighenti, o secretário adjunto de Agricultura, Airton Spies; o presidente da Cidasc; Enori Barbieri, o presidente do Ciasc, Roberto Amaram, a diretora regional de São Joaquim, Solange Pagani e o coordenador do projeto de desenvolvimento de São Joaquim, Vicente Donini. Na foto, lideranças presentes brindam a festa.

Colombo presidente

Animado com a série de investimentos públicos (especialmente do Estado) e privados na Serra, o presidente da Vinhos de Altitude SA, Acari Amorim, afirmou no discurso de abertura da 3ª Vindima que o governador Raimundo Colombo, pela gestão que vem fazendo, seria um "grande presidente para o Brasil. Transformaria o país numa Santa Catarina".
Fonte : Estela Benetti