Pesquisar este blog

quinta-feira, agosto 30, 2007

MALBEC: Coadjuvante no Sudeste da França, mas estrela na vitivinicultura Argentina

Dando continuidade ao tema das uvas francesas que encontraram o seu lugar ao sol fora da sua terra de origem, vamos falar desta vez da uva Malbec, que vem nos presenteando com vinhos deliciosos produzidos na nossa vizinha Argentina.

Proveniente do Sudeste da França, a Malbec sempre foi utilizada para a elaboração de vinhos para corte, em Cahors e Bordeaux. Com muita cor e taninos, era utilizada para dar corpo e cor aos vinhos de Bordeaux, em safras que as tradicionais Cabernet Sauvignon, Merlot e Cabernet Franc não tinham boa estrutura. Lá, nunca produziu vinhos elegantes, e sim vinhos pesados e tânicos.

Levada para a Argentina durante o século XIX e instalada na província de Mendoza, parece ter encontrado o seu lugar no mundo. Abundância de sol e grande amplitude térmica (variação de temperatura da noite para o dia ), solos profundos, permeáveis e pobres de material orgânico, aliados a irrigação através da água de degelo da cordilheira dos Andes, favoreceram um bom amadurecimento e concentração de aromas e cor nos grãos, se tornando decisivos para a elaboração de grandes vinhos.

Nos últimos 10 anos, os avanços tecnológicos, os investimentos estrangeiros e a visão de exportação de muitos empresários, têm feito com que os vinhos malbec argentinos sejam reconhecidos internacionalmente e premiados com medalhas em concursos de vinhos importantes.

De cor vermelho púrpura, aromas de violeta, ameixa e toques de chocolate, dando uma sensação doce ao nariz e boca macia, com boa fruta e acidez, os vinhos Malbec vêm agradando em cheio.

Prefiro os que não passam muito tempo em madeira, preservando o seu caráter frutado.

Ótima combinação com as carnes grelhadas, principalmente com os churrascos brasileiros.

Dos Malbec varietais, gosto muito dos seguintes: Punto Final Malbec Reserva 2004 – Bodega Renacer (Terramatter Importadora), Norton Malbec Reserva 2003 – Bodega Norton ( Expand Importadora ), Angelica Zapata Malbec 2002 – Catena Zapata ( Mistral Importadora ), Pulenta Estate Malbec 2005 – ( Grand Cru Importadora ), Afincado Malbec 2003 – Terrazas de Los Andes ( Grupo Chandon ), Cobos Malbec 2003 - ( Grand Cru Importadora ).
Como a Malbec se presta muito bem ao corte, isto é, a misturas com outras uvas, principalmente com a cabernet sauvignon e a merlot, temos excelentes blends de Malbec hoje sendo produzidos.

Dos topes de linha, gosto muito dos seguintes: Poesia Malbec / Cabernet Sauvignon 2002 – Bodega Poesia ( World Wine Importadora ), Nicolás Catena Zapata 2003 – Catena Zapata ( Mistral Importadora ), Cheval Des Andes 2002 – Château Cheval Blanc e Terrazas de Los Andes ( Grupo Chandon ), Caro 2003 – Catena Zapata e Château Lafite Rothschild ( Mistral Importadora ), Zeta 2002 – Família Zuccardi ( Expand Importadora ).

Como a Argentina faz parte do Mercosul, privilegiando-a em termos de tarifas de importação, têm chegado muitos vinhos Malbec baratos ao mercado. Tome cuidado com os de preços muito baixos (inferiores a R$ 15,00 / R$ 18,00 ), pois normalmente decepcionam.

Acima disso, vocês vão encontrar belas surpresas. Até a próxima !!!

sexta-feira, agosto 10, 2007

O gosto dos novos ricos por vinhos limpa carteiras assim como palatos

Vinhos Premium cada vez mais inacessíveis.

Os vinhos finos estão se tornando cada vez mais inacessíveis para os colecionadores tradicionais, na medida em que novos compradores, cheios de dinheiro, da Rússia e da China e londrinos ricos, com grandes bônus, pressionam os preços, que atingem altas recordes.

Comerciantes de vinho dizem ter visto a entrada do dinheiro novo em busca dos melhores vinhos, na medida em que o crescimento econômico criou bolsões de riqueza pelo mundo e novas fontes de demanda.

O índice Liv-ex 100, dos 100 melhores vinhos para se investir (sendo 90% da região francesa de Bordeaux), aumentou 42% neste ano. O índice, usado por 155 atacadistas, está em seu mais alto nível desde sua criação, em 2000. O Château Lafite Rothschild 1996 tem sido vendido a 7.000 libras (cerca de R$ 28.600) por caixa, subindo de 4.200 libras (cerca de R$ 16.000) há seis meses; o Château Mouton Rothschild 1998 passou de 1.500 libras (cerca de R$ 5.700) para 2.600 (cerda de R$ 9.930) ; e o Château Latour 2004 subiu de 2.050 (cerca de R$ 7.800) libras para 3.200 (cerca de R$ 12.200).

Stephen Williams, diretor executivo da loja londrina Antique Wine, disse que os conhecedores tradicionais de vinho em geral começam tomando vinhos mais baratos e vão subindo gradualmente, mas "o 'dinheiro novo' quer beber vinho bom desde o início... não quer ir subindo gradualmente, quer subitamente uma adega inteira".

Stephen Browett, diretor de compras da Farr Vintners de Londres, disse que vendeu 17 caixas de Château Lafite 2003 nas duas últimas semanas por 7.000 libras (cerca de R$ 26.700) cada - o dobro do preço de um ano atrás. "E as pessoas ainda estão pedindo", disse ele, acrescentando que o vinho foi vendido, na maior parte, para compradores do Reino Unido e da Ásia.

Williams está programando degustações de vinho no novo Ritz-Carlton em Moscou, aberto há duas semanas. O hotel tem sua própria adega, chamada "Pétrus", nome de um dos principais châteaux, com mais de 800 garrafas, inclusive um Château Pétrus Grand Cru de 1961 por US$ 68.000 (em torno de R$ 136.000).

A debilidade do dólar americano em relação à libra e ao euro provocou uma queda na demanda para bons vinhos por compradores americanos, mas novos clientes vêm surgindo na Europa Oriental, Ásia e América do Sul. Justin Gibbs, diretor do Liv-ex, disse: "Tanto a Rússia quanto a China são fontes de bastante demanda bem no topo". Gibbs acrescentou que os compradores de vinho desses mercados tendem a favorecer os mais caros, os "premiers crus".

Reprodução - Financial Times
Jenny Wiggins (Londres)
Tradução: Deborah Weinberg

quarta-feira, julho 18, 2007

A Miolo e seus novos vinhos Super Premium

A Miolo Wine Group lançou este mês cinco vinhos TOP: Lote 43 2004, Merlot Terroir 2005, RAR 2004, Gran Lovara 2005 e Quinta do Seival Cabernet Sauvignon 2005. Foi o maior lançamento de vinhos Super Premium, realizado até hoje pelo grupo Miolo, que passou a participar deste segmento em 2002, com o lançamento do Lote 43.

Vale destacar também que pela primeira vez os vinhos da Miolo foram avaliados pela equipe de Jancis Robinson, que ao lado de Robert Parker é a mais prestigiada crítica de vinhos em nível mundial, especialmente na Europa. Julia Harding, editora do Atlas Mundial do Vinho, publicado por Jancis e assistente da crítica, provou diversos vinhos brasileiros em degustação realizada em Londres em março por Arthur Azevedo, da ABS-SP, e recentemente divulgou as notas no site www.jancisrobinson.com (acesso restrito a assinantes).

Em notas de 0 a 20, o Miolo Merlot Terroir 2004 (recentemente eleito em degustação da revista Gula como o melhor vinho tinto do Brasil) recebeu a nota 17. Os vinhos Quinta do Seival Castas Portuguesas 2004 e Quinta do Seival Cabernet Sauvignon 2004 ficaram com 16 e o Espumante Brut Miolo, com 15 pontos. Esta avaliação, descrita no site de Jancis Robinson torna-se a primeira grande citação da Miolo no mercado mundial de vinhos.

Falando um poucos dos novos vinhos:

Lote 43: é um vinho muito especial para a Miolo, pois foi o primeiro de uma geração de produtos que se enquadram em uma categoria superior. Foi eleito o terceiro melhor vinho em degustação às cegas promovida em abril pela Revista Gula e tem tido boa aceitação no mercado internacional. É um vinho de corte, produzido a partir de uvas cabernet sauvignon e merlot, cultivadas no vinhedo Leopoldina Lote 43. Esta safra que agora chega ao mercado (a de 2004)passou um ano envelhecendo em barricas de carvalho francesas e americanas e mais dois anos na própria garrafa.

Merlot Terroir 2005: Com uma produção anual pequena com 23 mil garrafas de 750 ml, o Merlot Terroir é considerado o melhor vinho da variedade já produzido pela Miolo. A uva merlot é uma das que melhor se adapta ao Vale dos Vinhedos e já é considerada emblemática na região. Este vinho envelheceu 12 meses em barricas de carvalho e posteriormente um ano na garrafa.

RAR 2004: esta é a sua terceira safra, com 47 mil garrafas de 750 ml e 300 garrafas de seis litros. O RAR é um corte de cabernet sauvignon e merlot, cultivadas nos vinhedos de Raul Randon, localizados na região dos Campos de Cima da Serra, um dos pontos mais elevados do Rio Grande do Sul, com cerca de mil metros. O empresário possui área plantada de 16 hectares. Todo o acompanhamento dos parreirais é feito por técnicos da Miolo. Depois de colhidas, as uvas seguem para a vinícola, no Vale dos Vinhedos, onde o vinho é elaborado e envelhecido em barricas de carvalho por aproximadamente um ano. Logo, é engarrafado e permanece mais um ano envelhecendo na própria garrafa.

Gran Lovara 2005: Produzido na Serra Gaúcha, é um corte de 60% merlot, 25% cabernet sauvignon e 15% tannat. Trata-se de um vinho estruturado e encorpado, passando por envelhecimento em barricas de carvalho francesas e americanas por um período de 10 a 12 meses. Depois de engarrafado, passa por mais um processo de envelhecimento em garrafa, de quatro a seis meses. Com esse lançamento, a Lovara busca resgatar o prestígio obtido com o Gran Lovara 1999, que foi na época eleito o melhor vinho brasileiro. Com sede em Bento Gonçalves, a Lovara participa da Miolo Wine Group desde 2004 e é parceira do grupo desde 1999, a partir da aquisição conjunta da Fazenda Ouro Verde, no Vale do São Francisco (Bahia).

Quinta do Seival Cabernet Sauvignon 2005: - 100% cabernet sauvignon dos vinhedos do projeto Fortaleza do Seival Vineyards, localizado na Campanha Gaúcha. Considerada a nova fronteira vitivinícola, a região tem se destacado por produzir vinhos de qualidade. O processo de produção passa pelo envelhecimento de um ano em barricas de carvalho americanas. O vinho caracteriza-se por apresentar alta intensidade de cor com tonalidade vermelho rubi e púrpura. Estarão disponíveis no mercado 45 mil garrafas de 750 ml.

segunda-feira, junho 18, 2007

CARMENÈRE: FRANCESA DE ORIGEM, MAS CHILENA DE CORAÇÃO.

A história da cepa Carmenère, assim como da vitivinicultura chilena atual, tem suas raízes na França, país de grande conhecimento e desenvolvimento da indústria vinícola. Durante muitos anos as cepas predominantes (e que caíram no gosto popular e se impuseram mundo afora) foram as francesas. Mais recentemente, entretanto, algumas cepas antes esquecidas começaram o seu “revivel”.

É o caso da Malbec na Argentina, uma mera coadjuvante na sua Bordeaux natal, que se tornou a grande estrela da vitivinicultura mendocina; a Tannat, que encontra hoje no Uruguai o seu principal reduto; e a Cermenère, que, de todas estas cepas, é a que tem a história mais curiosa. Vamos a ela!

Nos vinhedos bordaleses do século XIX, a Carmenère convivia com outras uvas locais como a Malbec, Merlot, Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc, produzindo os famosos vinhos do Médoc.
Em 1860, uma praga devastadora chamada “filoxera” destruiu quase a totalidade dos vinhedos franceses. Bordeaux teria que começar tudo de novo. O processo de replantio se deu enxertando as videiras francesas em videiras norte-americanas, que eram resistentes a diversas pragas e em particular a filoxera. Mas a Carmenère não foi bem sucedida, tendo sido praticamente extinta da França.

Mas bem antes da Filoxera, visionários empreendedores chilenos, convencidos do grande potencial do seu país para a produção de vinhos, levaram mudas de diversas uvas francesas para o lá e dentre elas a Carmenère.

Condições favoráveis de clima e solo acolheram muitas bem estas uvas, mas a Carmenère ficou durante muitos anos, erroneamente confundida com a uva Merlot, até que em 1994, o Francês Jean Michel Boursiquot apresentou um estudo no Sexto Congresso Latino-americano de Viticultura e Enologia, realizado no Chile, identificando a Carmenère. Testes de DNA vieram a comprovar definitivamente a sua verdadeira natureza.

A partir desse momento, a Carmenère ganhou seu nome verdadeiro e reapareceu no cenário vitivinícola mundial e no Chile o seu plantio só fez crescer.

Excelente para misturas ou “assemblage”, a Carmenère dá vinhos bem estruturados, com aromas doces, ligeiros toques vegetais e com bastantes especiarias. É ideal para acompanhar carnes fortes, como cordeiro e caças, massas com molhos condimentados e queijos tipo parmesão.

A proporção da Carmenère na mistura dos grandes vinhos chilenos vem crescendo nos últimos anos. Vinhos como o Almaviva, por exemplo, cada vez mais vem usando a Carmenère nas suas misturas. Com os seus taninos bem maduros, proporcionam vinhos mais redondos e elegantes, menos rústicos.

Embora acredite que sua verdadeira vocação seja para produzir vinhos de corte, o Chile produz hoje excelentes vinhos cem por cento Carmenère.

Temos ótimos Carmenère disponíveis no mercado, com bons preços. Gosto muito dos seguintes: Reserva 1865 Carmenère – Viña San Pedro ( World Wine La Pastina ), Portal Del Alto Carmenère Gran Reserva ( Terramater Importadora), Winemaker Lot Carmenère – Concha y Toro ( Expand Importadora ), Carmenère Reserva – Casa Silva ( Vinhos do Mundo Importadora), Mirador Selection Carmenère – Viña William Cole ( Ana Import ), Arboleda Carmenère – Concha y Toro ( Expand Importadora ), Santa Digna – Vinã Miguel Torres – ( Relocco Importadora ), Carmenère Reserva – Vinã Tabali – ( Grand Cru Importadora ), Carmenère Reserva – Vinã Von Siebenthal - ( Terramater Importadora).

Poderia listar muitos outros, mas deixo esta descoberta para vocês. Saúde!

terça-feira, maio 15, 2007

Os melhores vinhos do Expovinis Brasil 2007

Um dos momentos mais aguardados da Expovinis (a maior feira de vinhos da América Latina, realizada em São Paulo) foi a divulgação do resultado do concurso “Top Ten”, que elege os dez melhores vinhos em exposição no evento. Antes do início da Expovinis cada expositor enviou duas garrafas, entre as opções de tintos, brancos, espumantes e fortificados, para serem degustadas às cegas por um júri formado por especialistas internacionais e nacionais de reconhecida competência.

Dos mais de 200 rótulos provados foram selecionados este ano não dez, mas sim onze vinhos mais representativos em dez categorias (na categoria tinto velho mundo foram indicados dois vinhos). Confiram o resultado e guardem estes vinhos como referência:

Categoria Rosados
Château Pourcieux 2006 - Château Pourcieux - Cotes de Provence (França)
Importador: Vins de Provence
Categoria Sauvignon Blanc
William Cole Vineyards Sauvignon Blanc 2006 – William Cole – Vale de Casablanca (Chile)
Importador: Ana Import
Categoria Chardonnay
Villa Francioni/Chardonnay 2006 - Villa Francioni - São Joaquim (Brasil)
Categoria Brancos - outras castas
Esporão Reserva 2006 - Esporão - Alentejo (Portugal)
Importador: Qualimpor
Categoria Espumantes (incluindo Champagne)
Vértice Super Reserva Bruto 2000 - Caves Trasmontanas - Douro (Portugal)
Importador: Adega Alentejana
Categoria Tintos Nacionais
Salton Desejo Merlot 2004 – Salton - Bento Gonçalves (Brasil)
Categoria Tintos Castas Bordalesas
Château Haut – Bacalan 2003 - Michel Gonet ey Fils - Pessac Leognan (França)
Importador: Vitis Vinifera
Categoria Tintos Novo Mundo
The Octavius/Shiraz 2001 – Yalumba - Barossa (Austrália)
Importador: KMM
Categoria Tintos Velho Mundo
1º vinho:Vosne Romanée 2003 - Bouchard Pere & Fils - Côte de Beaune (França)
portador: Grand Cru
2º Vinho: Herdade dos Grous Res. 2004 - Herdade dos Grous - Alentejo (Portugal)
Importador: Épice
Categoria Doces e Fortificados
Château Doisy Daëne 2002 - EARL Pierre et Denis Dubordieu - Sauternes (França)
Importador: Casa Flora / Porto a Porto

Sugestão: como dica de custo x benefício, indico esta semana o vinho vencedor na Categoria Sauvignon Blanc - o Mirador Selection Sauvignon Blanc 2006. Aroma típico da varietal, com toques de arruda e frutas cítricas. Bom corpo e ótima acidez. Vinho excelente como aperitivo e acompanhamentos de frutos do mar e queijos de leite de cabra.
Onde Encontrar: Importador - Ana Import – Tel. 21 – 7837-0123
Preço Sugerido: R$ 42,00

quarta-feira, abril 11, 2007

Mais um reconhecimento internacional para os vinhos brasileiros

Prêmios na França

O Brasil continua avançando no mercado externo com o reconhecimento de seus vinhos.

No início do ano os vinhos gaúchos da região do Vale dos Vinhedos passaram a fazer parte de uma seleta lista das chamadas indicações geográficas, reconhecidas pela União Européia – como as regiões de Bordeaux, Borgonha, Champagne (França), Douro (Portugal), Rioja (Espanha), Brunello de Montalcino (Itália), por exemplo.

Agora o concurso anual Vinalies, organizado pela Associação de Enólogos da França, em Paris, premiou um tinto brasileiro com uma Medalha de Ouro e outros cinco vinhos com Medalhas de Prata.

Este concurso já está em sua 15ª edição e este ano contou com a participação de 38 países com 2.850 amostras de vinhos e espumantes.

A distinção é significativa por se tratar de um importante concurso de degustação de vinhos. O vice-presidente da Associação Brasileira de Enologia (ABE), enólogo Carlos Abarzua, esteve representando o Brasil.

Os vinhos premiados são:

Medalha de Ouro:
Baccio Cabernet Sauvignon 2002 - Vinícola Campo Largo

Medalha de Prata:
- Aliança Espumante Moscatel 2006 - Cooperativa Viti-Vinícola Aliança
- Casa Valduga Gran Reserva Cabernet Sauvignon 2004 - Casa Valduga
- Miolo Terroir Merlot 2004 - Vinícola Miolo
- Família Piagentini Espumante Moscatel 2006 - Cia Piagentini de Bebidas e Alimentos
- Salton Volpi Merlot 2004 - Vinícola Salton

quinta-feira, março 08, 2007

Se o vinho fosse uma roupa feminina

Autora norte-americana compara uvas com peças do vestuário feminino

Leslie Sbrocco, crítica de vinhos, autora do livro Wine for Women: A Guide to Buying, Pairing, and Sharing Wine e colaboradora de jornais, revistas e programas de televisão nos Estados Unidos faz uma interessante e divertida comparação entre as principais uvas viníferas e peças essenciais de um guarda-roupa feminino.

É uma brincadeira, mas o paralelo pode fazer algum sentido. As mulheres que o digam !!!!

Recebi este artigo por e-mail, tendo sido originalmente publicado no Jornal do Vinho.

Vejam as idéias de Leslie:

Uvas Brancas:
Chardonnay: versátil, popular e capaz de gerar vinhos de vários estilos. Seria equivalente a um vestido clássico da cor preta, o famoso pretinho básico.
Sauvignon Blanc: com boa acidez, sabores de frutas e ervas frescas, a uva é "equivalente a uma camisa branca de algodão recém-lavada".
Pinot Grigio: é como vestir seu jeans favorito no final de um longo dia, é relaxante e confortável.
Riesling: uva leve e vibrante, com sabores arredondados de fruta e alguma doçura às vezes. "Esse vinho é como um vestido de primavera numa garrafa".

Uva Tintas:
Cabernet Sauvigon: nunca sai de moda, os vinhos feitos com essa uva são como um "terninho clássico".
Merlot: para essa uva macia, sedosa, a comparação é inevitável. Merlot é como uma roupa de cashmere.
Syrah: uva quente, que adiciona uma pitada de "sex appeal em qualquer refeição". Como uma bolsa vermelha adornando uma mulher.
Pinot Noir: uva elegante, clássica e glamorosa, que lembra um vestido de gala, feito de seda.

Parabés a todas as mulheres pelo dia de hoje!!!

sexta-feira, março 02, 2007

As Mulheres de Baco

Em homenagem ao dia Internacional da Mulher (próximo dia o8) resolvi nesta e na próxima semana falar um pouco sobre a participação das mulheres no mundo do vinho, que sempre foi tradicionalmente um mercado masculino: seja colocando o vinho na garrafa (enólogos) ou o tirando (sommeliers).

Na história do vinho, houve mulheres fortes que deixaram a sua marca em num meio tradicionalmente dominado por homens.

Um exemplo clássico e já bastante conhecido é o caso de Nicole-Barbe Clicquot-Ponsardin (a veuve Clicquot) que, viúva aos 27 anos e mãe de uma filha de três anos, revolucionou a casa de champanhe da família no início do século 19 e ficou conhecida como a inventora do remuage, procedimento destinado a retirar as borras de levedura das garrafas de champanhe.

Mas a (viúva) veuve Clicquot e outras mulheres de fibra do passado sempre foram exceções.

No entanto, nas últimas duas décadas, como em quase todas as profissões, mais e mais mulheres passaram a elaborar tintos e brancos. Seja para manter a tradição da família ou por escolha profissional, é cada vez maior a participação da mulher nas escolas de enologia e em vinícolas de todo o mundo.

Na Universidade da Califórnia, em Davis, EUA, o maior centro de conhecimento em enologia das Américas, há alguns anos predominam as alunas nos cursos da área. Todas são absorvidas pela poderosa indústria californiana e colocam sua arte a serviço do vinho. Na América do Sul, há bom número de enólogas em serviço nas vinhas chilenas e argentinas. No Brasil, a Escola de Enologia do Cefet de Bento Gonçalves tem formado nossas enólogas, que atuam em diversas vinícolas da Serra Gaúcha.

Vinho de Mulher? Isso existe?

Será que os vinhos elaborados por mulheres são sempre femininos, macios, elegantes? Ou podem ser vinhos masculinos, robustos e encorpados?

Esta pergunta foi feita há algumas semanas a uma grande enóloga chilena, Cecília Torres (da vinícola Santa Rita) em uma degustação dirigida de seus vinhos, realizada na Grand Cru, no Rio de Janeiro, e ela respondeu categoricamente que NÃO. Um bom enólogo (ou enóloga) está acima do sexo, fazendo bons vinhos, sejam eles mais encorpados (um Shiraz ou um Cabernet Sauvignon) ou um vinho mais delicado (um Merlot ou um Rose).

As Sommeliers no Brasil

Fazer o serviço do vinho e escolher a bebida mais indicada para um cliente são tarefas comumente exercidas por mãos masculinas. Isso pode ser explicado, talvez, porque ao surgirem os primeiros restaurantes os homens eram encarregados do salão, e as mulheres cuidavam do preparo dos pratos na cozinha. Como o sommelier é o garçom responsável pelos vinhos, o cargo foi direcionado a funcionários do salão.

Atualmente, entretanto, além de disputar tarefas entre as panelas ou no salão, já é possível (ainda que raro) ver mulheres selecionando o vinho adequado para uma clientela cada vez mais exigente. A baixa incidência feminina no cargo de sommelier pode ser temporária: há muitas mulheres mostrando seu interesse pelo mundo de Baco. Cito algumas que atuam no mercado paulista: Alexandra Corvo, Carina Cooper, Alice Magot e Rogéria Dias (todas jovens entre 26 e 40 anos). No Rio, Deise Novakoski (do Eça) e Marlene Alves (Quadrifoglio).

Um brinde as mulheres do vinho !!!! E até a próxima semana com mais informações sobre elas.

terça-feira, fevereiro 06, 2007

Espera-se uma grande safra no Sul - em especial para os tintos

A Pinot Noir deve surpreender

Entusiasmados com a qualidade das uvas tintas que serão colhidas no final de fevereiro, os enólogos das regiões produtoras da Serra Gaúcha estão prevendo uma safra excelente de tintos, com muito destaque para a Pinot Noir.

A época da colheita é um momento decisivo, quando é necessário muito calor e pouca chuva para a concentração de açúcares naturais da fruta, o que reverterá em graduação alcoólica, mas não é o único fator para determinar uma bela safra.

Todos os ciclos de uma videira são fundamentais para que a colheita se transforme numa safra excepcional de vinhos: do plantio ao cuidado com a terra, as podas no momento certo, as variações térmicas, a dosagem da água (frio sol e chuva na graduação ideal); são fatores que influenciam a qualidade final das uvas.

Em média, o clima para este período de colheita se apresenta bom. Apesar de alguns picos, não está fazendo muito calor. O frio das noites e o calor dos dias proporcionam um gradiente de temperatura bem acentuado que favorece a maturação fenólica que resulta na melhor coloração e melhor estrutura para o vinho.

Segundo os enólogos da região, este comportamento climático os leva a crer em uma safra muito boa para os vinhos tintos. A uva Pinot Noir deve ser a vedete neste ano. Tudo colaborou para que o melhor desta variedade atinja a "perfeição”, comemoram. Já as brancas precoces (que já foram colhidas, vinificadas e estão fermentando) indicam brancos de excelente qualidade.
A qualidade dos espumantes já está garantida. As variedades Chardonnay e Riesling estão ótimas, mas a Pinot Noir deve ser a cepa que surpreenderá positivamente nesta safra, tanto para elaboração de espumantes quanto para elaboração dos tintos, apostam os enólogos.

Estou torcendo pelo sucesso desta safra e a espera dos excelentes vinhos que estão por chegar. Parabéns e todos os envolvidos neste complexo e apaixonante processo produtivo!!!!

Um pouco das regiões produtoras do Rio Grande do Sul:

Vale dos Vinhedos
Localizado na Serra Gaúcha, especificamente entre os municípios de Bento Gonçalves, Garibaldi e Monte Belo, o Vale dos Vinhedos é uma área privilegiada pela tradição na produção de vinhos finos e por ser a primeira região do Brasil com indicação geográfica, certificada pelo Selo de Indicação de Procedência.

A indicação geográfica é como um Atestado de Qualidade. E quer dizer que o produto é produzido naquela região, segundo regras e padrões rigorosos de qualidade preestabelecidos.

Assim são as regiões conhecidas como Bordeaux, Borgonha, Champagne, Douro, Rioja, etc.

Novidade: há poucos dias, o vale dos Vinhedos teve a sua indicação geográfica reconhecida pela União Européia. É a primeira vez que europeus reconhecem uma denominação de origem de fora. A decisão inédita incluiu também o reconhecimento do Napa Valley, nos Estados Unidos.

Serra Gaúcha
Uma região que evoca beleza, vinhos e amor pela vinicultura. Composta pelas cidades de Bento Gonçalves, Garibaldi, Farroupilha, Caxias, Flores da Cunha, Ipê, Vacaria, Gramado, Canela, Veranópolis, Cotiporã, entre outras, concentra as maiores produtoras de vinho do Brasil.

Campo de Cima da Serra
Região caracterizada por uma altitude de 1.000m e um dos climas mais frios do Brasil.

Campanha
Os vinhedos estão situados em um local histórico: foi nesta região, no começo do século passado, que surgia uma das primeiras vinícolas do Brasil: a Quinta do Seival.

segunda-feira, janeiro 29, 2007

Sugestão da Semana – Floresta Sauvignon Blanc 2006

A sugestão desta semana é o Floresta Sauvignin Blanc 2006, da Bodega chilena Santa Rita. É um vinho muito agradável de ser bebido nestes dias quentes e abafados de verão. É fresco e possui uma ótima acidez, com toques de frutas cítricas, arruda e vegatais. Combina muito bem com mariscos, peixes e frutos do mar. Parceiro ideal também com queijos à base de leite de cabra.

E quem quiser degustar este Floresta na companhia da enóloga que o elabora, Cecilia Torres, considerada uma das melhores do Chile, a oportunidade é esta semana. Na próxima quinta-feira, dia primeiro, ela estará apresentando alguns de seus vinhos na Grand Cru, no Rio de Janeiro.

Onde Encontrar: Grand Cru (21) 2511-7045
Preço Sugerido: R$ 85,00




A Vinícola Santa Rita e os vinhos disponíveis no Brasil:

Fundada em 1880 por Domingo Fernández Concha, destacado empresário da época, as terras da Bodega Santa Rita estão situadas principalmente em Alto Jahuel, o melhor solo do Valle del Maipo, a 40 km ao sul de Santiago. Também possui vinhedos próprios em outros cinco vales: Casablanca, Leyda, Rapel, Apalta e Curicó.

No Brasil estão disponíveis as seguintes linhas:

Linha "120" - Sauvignon Blanc, Chardonnay, Merlot, Carménère, Cabernet Sauvignon e Carménère/Cabernet Franc/Cabernet Sauvignon. Vinhos frutados, praticamente sem madeira, para serem bebidos jóvens.

Linha Gran Hacienda - Sauvignon Blanc, Chardonnay, Riesling, Viognier, Merlot, Carménère, Cabernet Sauvignon, Merlot/Syrah, Petit Syrah/Syrah e Cabernet Sauvignon/Carménère/Cabernet Franc. Os tintos são parcialmente envelhecidos em carvalho (4 meses) e os brancos não passam por madeira. Vinhos macios e elegantes com ótima relação qualidade/preço.

Linha Reserva - Sauvignon Blanc, Chardonnay, Merlot, Syrah, Carménère e Cabernet Sauvignon. Os tintos são envelhecidos em carvalho por cerca de 11 meses e o Chardonnay por 6 meses . Vinhos mais complexos, elegantes e mais concentrados, também com ótima relação qualidade/preço.

Linha Medalla Real - Sauvignon Blanc, Chardonnay e Cabernet Sauvignon. O Cabernet é envelhecidos em carvalho por cerca de 12 meses e o Chardonnay por 7 meses . Vinhos mais complexos, elegantes e mais concentrados, também com ótima relação qualidade/preço. Produzidos com uvas de vinhedos com mais de 30 anos de idade, resulta em vinhos de ótima concentração.

Linha Floresta - Sauvignon Blanc, Chardonnay, Cabernet Sauvignon/Syrahe Cabernet Sauvignon/Syrah. Resultado do melhor Terroir Chileno, o Chardonnay passa 8 meses em carvalho, o Cabernet Sauvignon/Syrah, 12 meses e o Cabernet Sauvignon , 18 meses. Vinhos encorpados e elegantes, com a madeira muito bem equilibrada.

Linha Casa Real - Cabernet Sauvignon. Vinho Premium da vinícola, produzido com uvas de parreiras com mais de 50 anos. Envelhecido em barricas de carvalho francês por um período entre 15 e 18 meses. Elegante e sofisticado, é considerado como um dos melhores vinhos chilenos.

Vinho de Sobremesa - Late Harvest 2005 - Semillon/Gewurztraminner/Riesling. Vinho doce de colheita tardia com bom corpo, boa acidez e frescor.

sexta-feira, janeiro 19, 2007

Curso de Vinhos no Espaço Grand Cru

Inciando a agenda de 2007

No início de fevereiro (dias 5, 6 e 7) estou fazendo o primeiro curso de vinhos de 2007 no Espaço Grand Cru, no Jardim Botânico. É uma viagem ao mundo do vinho, às regiões produtoras, ao processo de fabricação e, porque não, uma viagem ao prazer (de degustar, de descobrir e identificar aromas, cores ...).

Difundir a cultura do vinho, sua história e seus segredos é mais do que popularizar o seu consumo - trata-se de cultivar uma arte milenar e cheia de prazeres, que não só faz bem à saúde (lembrando que os polifenóis, componentes do vinho, são sabidamente responsáveis pela proteção arterial) como combina muito bem com encontros, comemorações e rodas de amigos.

O curso é realizado em três aulas (3 horas de duração por aula) com apostila e em cada aula são realizadas degustações:

na primeira: degustação de brancos e tintos

na segunda: degustação de espumantes

  • na terceira: degustação de vinhos de sobremesa e portos

Maiores Informações na Grand Cru (2511-7045) Rua Lopes Quintas, 180 – Jardim Botânico

“Nenhuma palavra combina tanto (harmoniza talvez seja o termo mais apropriado) com um bom vinho quanto prazer. Prazer em saborear. Prazer em produzir. Prazer em se relacionar. Prazer em conquistar aquilo que se deseja” (Exame Edição Especial Vinhos)

segunda-feira, janeiro 08, 2007

A Pinot Noir

Da Borgonha para o Novo Mundo

Na última semana dei uma entrevista para a Revista Programa do Jornal do Brasil sobre a uva Pinot Noir, abordando a sua adaptação ou não a outras regiões do mundo – fora de sua terra natal, com foco especial ao seu cultivo na África do Sul. Aproveito então para falar um pouco mais sobre este uva tão apreciada, sensível e delicada.

A Pinot Noir é uma uva de difícil sucesso quando plantada fora da sua terra natal, a Borgonha, na França, onde produz os míticos vinhos desta região, como o Romanée-Conti. São grandes vinhos, com aromas excepcionais e elegantes e taninos agradáveis. Mas chegar a bons resultados com esta cepa não é uma tarefa fácil. A Pinot Noir deve ser cultivada em climas mais frios, em pequena e controlada produção. Frágil, a cepa sofre muito com as mudanças ambientais e as alternâncias climáticas.

Apesar das dificuldades, percebo que a Pinot Noir atualmente vem produzindo alguns bons resultados em alguns países do novo mundo. Um clone de Pinot Noir, usado na região de Champagne, vem se adaptando bem em alguns países e produzindo vinhos que podem até apresentar (ou lembrar) a tipicidade da Borgonha.

Temos alguns exemplos na Califórnia (cujo cultivo iniciou-se no fim dos anos 80); na Nova Zelândia (resultando em vinhos de bom corpo e muita fruta); e também na Austrália, Chile, Argentina e Brasil.

Na África do Sul, a Pinot ainda é muito pouco plantada (apenas 0,5 % da área total), mas já está produzindo alguns vinhos interessantes. Gosto muito de dois Pinot Noir Sul-africanos, um que mantém a tipicidade da Borgonha e outro bem estilo novo mundo:

MEERLUST PINOT NOIR 2001

Produzido pela vinícola de mesmo nome, no distrito de Stellenbosch, a 40 km da Cidade do Cabo. Possui um toque de amoras maduras na boca, elegante e com um ótimo corpo. Mesmo com um estágio de 15 meses em barricas francesas, apresenta nuances que lembram um Borgonha.
É comercializado pela Importadora Paralelo 35.

GLEN CARLOU PINOT NOIR 2004

A vinícola Glen Carlou situa-se no coração da África do Sul, no PearlValley, distrito de Paarl. Encorpado, com toques de frutas silvestres maduras e chocolate. Este Pinot Noir passa 11 meses em barricas de carvalho francês, o que lhe confere alguns aromas tostados bem estilo Novo Mundo.
É comercializado pela Importadora Grand Cru.

sexta-feira, dezembro 15, 2006

Champagne, Prosecco, Espumante ... Quais as diferenças ?

A proximidade das festas de final de ano pede um vinho espumante.

O brasileiro ainda não é um grande consumidor de vinhos ditos “espumantes”. Mas, nos últimos anos, com a chegada do “prosecco“ ao Brasil, a demanda por estes produtos vem apresentando importante crescimento. Ao mesmo tempo, a produção brasileira vem se aprimorando e hoje o país já é respeitado internacionalmente pela qualidade dos seus espumantes.

No mesmo ritmo do aumento da oferta e do interesse por este tipo de bebida, dúvidas também vão surgindo. O que difere um Prosecco de um Champagne? Um espumante de uma Cava? Como o Champagne sempre esteve ligado às comemorações e com a proximidade das festas de final de ano vamos falar um pouco sobre estas diferenças.

Espumante - Chama-se de “vinho espumante” a todo vinho que, quando aberta a garrafa, gera espuma, isto é, possui gás carbônico. Ele pode ser branco, rosé ou tinto, e cada um deles poder ser seco, meio-seco ou doce. Pode ser elaborado com uma grande variedade de tipos de uvas.

O primeiro vinho espumante foi produzido na França, na região vinícola de Champagne, tendo como um dos mentores, um padre beneditino de nome Don Perignon. O sucesso que este vinho alcançou foi tanto que, atualmente, todo país produtor de vinho elabora os seus espumantes.

Pode ser feito por dois métodos: o Champenoise, método particular, onde se submete o vinho a uma segunda fermentação dentro da garrafa e o método Charmat, no qual a segunda fermentação se dá em um recipiente de aço inoxidável, hermeticamente fechado.

Na Espanha é chamado de Cava; na Alemanha, de Sekt; nos Estados Unidos, de Sparkling Wine e na França, fora da região de Champagne, de Mousseux ou Crémant.

Todo espumante deve ser tomado bem gelado (entre cinco e sete graus), devido à alta acidez e ao gás carbônico. É parceiro ideal para quase todos os tipos de pratos.

Champagne – Vinho espumante inteiramente produzido em terras da região de Champagne, apenas de uvas Pinot Noir, Pinot Meunier e/ou Chardonnay. Sempre produzido pelo método “Champenoise” , podendo ser branco ou rosé. Não existe champagne tinto. Festivo, refinado, elegante, espiritual ... é considerado o mais nobre de todos os espumantes.

Prosecco – Vinho espumante produzido na região do Veneto, na Itália, com uma uva chamada “prosecco”. Elaborado pelo método charmat, é sempre branco. Leve e delicado, é geralmente indicado como aperitivo ou para acompanhar pratos leves.

Diz-se que o vinho espumante, principalmente o champagne, não tem hora para ser tomado... Como dizia Napoleão Bonaparte, na vitória o merecemos e na derrota precisamos. Saúde !!

terça-feira, dezembro 05, 2006

Vinhos Uruguaios e a uva Tannat – as surpresas da semana!

Agora temos mais um motivo para apreciar os vinhos uruguaios e, em especial, a uva Tannat, ícone daquele país.

Nesses últimos dias, o dono e enólogo de uma das mais tradicionais vinícolas do Uruguai (Bodega Pizzorno), Carlos Pizzorno, esteve no Brasil (Rio, São Paulo e Porto Alegre), apresentando alguns de seus vinhos: Don Próspero Sauvignon Blanc 2005, Don Próspero Tannat 2003 e o Pizzorno Reserva tinto 2002.

A vinda do enólogo coincidiu com a divulgação do resultado de uma pesquisa realizada pelos britânicos (grupo de Roger Corder, da Queen Mary University) e publicada na “Nature”: a uva Tannat é a variedade que mais protege o coração.

Os cientistas, nesta recente pesquisa, ampliaram os estudos dos chamados polifenóis – componentes do vinho já sabidamente responsáveis pela proteção arterial. A pesquisa queria saber quais frações dos polifenóis mais inibem, em certas células das artérias coronárias, a produção da endotelina-1 (ET-1), um vasoconstritor. O composto capaz de reduzir sua quantidade deve facilitar o fluxo de sangue. A análise química indicou que os polifenóis mais ativos do vinho tinto são as procianidinas - taninos condensados presentes em alta concentração, até um grama por litro, em vinhos Tannat.

O Uruguai e a família Pizzorno
O Uruguai é hoje o principal reduto da uva Tannat, originária da França. Após a introdução da cepa em 1870, a Tannat responde pela maior parte dos 95 milhões de litros produzidos ali anualmente.

O país esta localizado entre 30º e 35º de latitude sul (similar a Chile, Austrália e África do Sul), sendo uma zona de grande aptidão vinícola, favorecida pela influencia marítima proveniente do Oceano Atlântico e pelo Rio de la Plata, que determina estações bem marcadas, verãos quentes e invernos bem frios. Estas condições favorecem a produção de vinhos de estilo mais europeu, com menor teor alcoólico e mais acidez do que os vinhos de seus vizinhos Argentina e Chile.

A história da família Pizzorno remonta a 1890 quando um imigrante das Ilhas canárias (Don Polônio García) chega ao Uruguai e adquire os primeiros hectares na região de Canelón Chico, departamento de Canelones, a 20 km de Montevidéu, bem perto do Rio de la Plata. Esta região tem uma importante amplitude térmica entre o dia e a noite no momento de amadurecimento das uvas, ideal para a produção de vinhos de qualidade, o que se reflete na intensidade e concentração de aromas e sabores dos vinhos.

Em 1910, a família constrói a primeira bodega e em 1987, o neto do Don Polônio, Carlos Pizzorno, inicia a reconversão dos vinhedos para uvas européias, as chamadas vitis viníferas, e em 1996 inicia a reconversão e modernização da Bodega.

Os vinhos apresentados no Brasil
No Rio, a degustação foi no Restaurante Zuca, do Leblon, com um menu elaborado pela chef Ludimila e harmonizado por mim. O encontro contou com a participação do presidente da Associação Brasileira de Sommeliers do Rio, Ricardo Farias; o importador dos vinhos da Pizzorno, Robert Phillips, da KMM; entre outras pessoas.

Dom Próspero Sauvignon Blan 2005
Este vinho apresenta um aroma ligeiramente floral, com notas de frutas tropicais. Na boca, um toque mineral com delicados sabores de pêssego e uma fresca acidez. Ideal para acompanhar peixes e frutos da mar em geral. Servir a 12 graus.

Dom Próspero Tannat 2003
Vinho de cor rubi bastante intensa, típico da uva Tannat, e taninos firmes (maduros e persistentes), o que marca a sua personalidade. No nariz, apresenta um aroma bem frutado (ameixas e figos secos). De bom corpo e ótima persistência, é ideal para acompanhar carnes vermelhas e pratos fortes.

Pizzorno Reserva Tinto 2002
Este vinho é o resultado das mais seletas parcelas de Tannat (60%) e Cabernet Sauvignon (30%) e de Merlot (10%) da Bodega Pizzorno. Cada variedade foi individualmente fermentada e logo após a fermentação alcoólica os vinhos foram deixados sobre as cascas para extrair os taninos mais doces.

As três variedades permaneceram em barricas de carvalho francês (de um ano de uso) para completar a fermentação malolática. Depois da realização da “batonage”os vinhos voltaram para as barricas para um período de 12 meses de envelhecimento.

Somente depois disso, é que o corte (mistura dos vinhos) é realizado, permanecendo por mais três meses em barrica e, posteriormente, outros 14 meses em garrafa – antes de sua distribuição ao mercado.

É um vinho de cor rubi intensa e de aroma complexo, sobressaindo a fruta em equilíbrio com a madeira. Bom corpo, taninos doces e redondos e um final de boca prolongado. Deve envelhecer bem nos próximos anos. Combinação perfeita para um cordeiro uruguaio e outras carnes nobres, devendo ser tomado a uma temperatura entre 18 e 20 graus.

Onde Encontrar:
Os vinhos da Pizzorno chegam ao Brasil com exclusividade através da Importadora KMM, que atende no Rio de Janeiro nos seguintes telefones (21) 2286-3873 / 9672-3280.

terça-feira, novembro 28, 2006

De dar água na boca ...

Foi um sucesso esta sexta versão do já tradicional Jantar dos Chefs, que realizamos duas vezes por ano na pousada Terras Altas em Visconde de Mauá.

E eu, mais uma vez, tive o prazer de ir para a cozinha ao lado de chefs tão maravilhosos e tão queridos: Flávia Quaresma (personalidade que dispensa apresentações); Paulo Pinho (amigo de tantos anos e chef do ótimo La Sagrada Familia); Mônica Rangel (chef do Gosto com Gosto, número 1 no Guia Quatro Rodas, e que viaja o mundo todo levando a cozinha mineira para lugares nunca imaginados ...).
Da esquerda para a direita: Paulo Pinho, Flávia Quaresma, Mônica Rangel e Paulo Nicolay

Vejam o cardápio harmonizado:

Entrada: Coquille a Provençale (vieiras e camarões em ervas da Provence)
Chef: Paulo Nicolay
Vinho: Riesling Hugel, Alsácia 2003 – França

1º Prato: Filé de Truta salmonada grelhada com Juliana de ervilhas frescas ao molho de macadâmias brasadas e passas claras
Chef: Paulo Pinho
Vinho: Rosato Irpinia Aglianico dei Feudi di San Gregório 2004 – Itália

2º Prato: Costeleta de Cordeiro com mel e especiarias, arroz negro e arroz de sete cereais
Chef: Mônica Rangel
Vinho: 1865 Carmenère Reserva 2003 Viña San Pedro - Chile

Sobremesa: Gâteau de pêra com mel e especiarias
Chef: Fávia Quaresma
Vinho: Souternes Lois Eschenauer Bordeaux 2004 - França

Lembro que estas criações permanecem no cardápio da pousadsa na temporada verão / outono. Todos os vinhos são da World Wine La Pastina.

quinta-feira, novembro 23, 2006

Sugestão da Semana - Côtes du Rhône Rosé

Os Rosés

Os rosés, que por muito tempo foram deixados de lado por apreciadores de vinhos, agora começam a retomar o lugar de prestígio, também entre os franceses.

É um vinho delicado e elegante, que apresenta os aromas dos tintos (das frutas vermelhas, alguns florais), mas de forma mais delicada. Na boca, lembra o frescor dos brancos, com acidez marcante. Ideal para climas mais quentes, como os do Brasil.

Côtes du Rhône Rosé 2003 - Etiene Guigal

A sugestão desta semana é este Guigal, que tem ótima relação custo-benefício.

Etiene Guigal arrancou elogios de Robert Parker com este rosé, recebendo 88 pontos do crítico. O vinho tem corte de Grenache (50%), Cinsault (40%), Mourvèdre (5%) e Syrah (5%).

Ficha Técnica: Cor rosa salmão de média intensidade com ligeiros tons alaranjados.

O frescor realçado pela presença de frutas cítricas e vermelhas no aroma (cerejas frescas e framboesas) formam um vinho de grande elegância. Acidez equilibrada e boa persistência.

Elaboracão: Fermentacão em aço inoxidavel a baixa temperatura e sem passagem por madeira.

Harmonização: bom com saladas, carnes brancas, peixes e frutos do mar, queijos e carnes vermelhas leves.

Temperatura de Serviço : 14ºc

Preço Sugerido: R$ 68,00

Onde Encontrar: Lojas Expand
Rio - loja Centro 2532-7332; loja Castelo 2220-1887.
São Paulo – Empório Santa Maria 2220-1887.

segunda-feira, novembro 20, 2006

Guia de Vinhos do Mundo Todo - Editora Zahar

Tradução: Carolina Alfaro com colaboração de Michel Teixeira

Consultoria: Susan Keevil

Consultoria da edição brasileira: Paulo Nicolay

Do Velho ao Novo Mundo, conhecendo os vinhedos da Austrália à França, da Argentina à Itália, percorrendo as regiões produtoras mais importantes de todos os continentes, uma equipe internacional de especialistas elaborou este guia com dicas, curiosidades e informações completas sobre cada região, suas cepas, vinhedos, produtores e vinhos.

Quem aprecia um bom vinho vai encontrar nesse guia um prato cheio para sua degustação. Quem está começando a aventura por este caminho vai encontrar ainda mais motivos para prosseguir nas pesquisas e no desbravamento deste universo tão rico e cheio de surpresas.

A obra, cuja edição brasileira foi adaptada para atender às necessidades do nosso leitor,
contextualiza o vinho histórica e culturalmente e apresenta análises detalhadas sobre características de centenas de vinhos, as melhores safras e seus produtores.

O guia inclui ainda muitos outros aspectos, como, a história do cultivo, fabricação e comercialização do vinho; lista selecionada com os 12 melhores vinhos de cada região; orientações de como ler um rótulo e de como comprar vinhos; quadro de safras e sugestões de tours a vinícolas.

O guia já está nas livrarias e nas próximas semanas estaremos divulgando neste Blog local e data do evento de lançamentode. Afinal, a oportunidade pede uma taça de vinho.

Boa Leitura e Saúde!!

quinta-feira, novembro 16, 2006

Le Beaujolais Nouveau est arrivé

A partir de hoje, o vinho jovem está chegando em mais de 200 países e no Rio aporta em Copacabana, na Viagem pelos Sentidos através das regiões da França.

“Le Beaujolais Nouveau est arrivé!”. A frase, que surgiu na década de 60, corre por diversos países que comemoram a safra anual do Beaujolais Nouveau, um vinho jovem, leve e frutado, feito com uvas Gamay na região de Beaujolais, leste da França. A cada terceira quinta-feira de novembro, o vinho chega ao mercado em clima de festa, dois meses depois da colheita.

Assim como na Europa, inúmeras pessoas no Brasil já incorporaram o hábito de consumir este tipo de Beaujolais. As importadoras em todo o mundo montam uma “operação especial” para trazer o vinho à mesa do consumidor – aviões se encarregam de seu transporte – e vários restaurantes elaboram cardápios especiais para a bebida.

A produção anual da região está em torno de 1.250.000 hl (50 % de Beaujolais, 25 % de Beaujolais Villages e 25 % de Crus). É uma das AOCs (Apelação de Origem Controlada), mais conhecidas no mundo. Uma particularidade: o Beaujolais Nouveau representa 30 % da comercialização total e é produzido apenas a partir dos Beaujolais e dos Beaujolais Villages.

A comemoração em torno do da chegada Beaujolais Nouveau é sempre uma motivação para que pessoas ainda não apreciadoras da bebida comecem a se aventurar neste caminho. A sua qualidade, entretanto, não é proporcional ao “barulho” e a grandiosidade da festa. Com acidez um pouco elevada, o Nouveau é considerado apenas razoável pelos especialistas. A uva de que é feito e o processo de vinificação talvez expliquem o por quê.

O vinho
A fermentação do Beaujolais Nouveau acontece por maceração carbônica. Antes de esmagadas e vinificadas, as uvas são colocadas em um tanque com dióxido de carbono e fermentam dentro das próprias cascas. Esse método dificulta a extração de taninos, já que estes estão localizados nas camadas externas da uva. O resultado é um vinho leve, com pouca estrutura e frutado, que deve ser consumido até seis meses após a colheita, em temperatura de 12 a 14ºC. Pode ser apreciado como aperitivo ou acompanhar pratos leves.

Onde encontrar
- Beaujolais Nouveau Sylvain Fessy (R$ 33,07, Expand, tel. 0xx21/2532-7332 ou 2220-1887)
- Beaujolais-Villages Nouveau Henri De Villamont (US$ 17,50, Saveurs de France, tel. 0xx11/5561-5278)
- Beaujolais Nouveau La Cave de Bully (pela 1ª vez no Brasil, R$ 33,25, Maison du Vin, tel. 0xx11/284-7288)
- Beaujolais Nouveau Georges Duboeuf (R$ 33,70, Franco-Suissa, tel. 0xx11/ 5573-7888)
- Beaujolais Nouveau (US$ 17,50) e Beaujolais-Villages Nouveau (US$ 19,25) Joseph Drouhin (Mistral, tel. 0xx11/285-1422)

Onde comemorar no Rio de Janeiro
Em parceria com o Chef Executivo do Le Saint Honoré, Dominique Oudin, começamos hoje a quinta parada de nossa Viagem pelos Sentidos através das regiões da França. E agora é a vez de Beaujolais. Estamos apresentando um menu harmonizado com pratos e vinhos típicos da região.
Já passamos por Borgonha; Côtes du Rhône e Provence; Bordeaux; Vale do Loire e chegamos hoje em Beaujolais. A próxima parada para terminar o ano em alto estilo e com muito bom astral será Champagne, nos dias 1 e 2 de dezembro.

Nos vemos no Lê Saint Honoré - Hotel Le Meridien (av. Atlântica, 1.020, 37º andar - Copacabana - 21 3873 8880)

segunda-feira, novembro 13, 2006

Os Rosés da Provence

Há algumas semanas voltei da Provence, Sul da França, onde passei 10 dias com amigos em uma casa na cidade de Gordes, conhecendo e pesquisando novos vinhos, descobrindo receitas e ingredientes, cozinhando e tentando compreender o verdadeiro sentido do “Savoir Vivre” (o saber viver) dos provençais.

O savoir vivre está em muitos lugares e em muitas formas: no sol do Mediterrâneo; nas praias do Cote d’Ázur com as famosas cidades Saint-Tropez, Cannes, Nice (que tradicionalmente vêem desfilar por suas ruas e praias gente famosa e nobre e também gente em busca de seu momento de fama); nas montanhas cobertas por campos de lavanda; nas obras de Cézanne; no canto das cigarras e no vinho rosé.

Neste paraíso de clima agradável e aconchegante, para refrescar a todos nós, os sedentos, depois de horas de caminhada pelas ruelas de tantas cidadezinhas incrustadas nas montanhas (como Gordes e Les Baux) ou refazendo os passos de Van Gogh (em Arles e Saint-Remy) estava sempre um Rosé da Provence, que é o orgulho da região e de seus produtores.

O rosé é um vinho delicado e elegante. Apresenta os aromas dos tintos (das frutas vermelhas, alguns florais), mas de forma mais delicada. Na boca, lembra o frescor dos brancos, com acidez marcante.

Os rosés de hoje (tanto os da Provence quanto os do novo mundo) não são como os rosés do passado, que eram leves e doces, com pouca persistência aromática por isso considerados vinhos de mulher. Os rosés hoje são mais encorpados, secos e com notas de frutas e flores e cheios de frescor. Ideal para os dias ensolarados. E porque não para o Rio de Janeiro? É um vinho de grande versatilidade, combinando bem com mariscos peixes e frutos do mar, além de massas, pizzas e carnes leves.

Ele ainda anda tímido por aqui, mas acredito que está vindo para ficar.

Já temos bons rosés disponíveis no mercado com preços bem legais. Estarei logo, logo, dando algumas boas dicas !!

Um pouco mais sobre a Provence: situada entre os Alpes da Alta Provence e o Mediterrâneo esta região da França está sempre associada ao sol, ao descanso e aos prazeres da boa comida e do bom vinho. A AOC (Apelação de Origem Controlada) Provence localiza-se no sudeste da França e fica circunscrita em um polígono formado pela ligação das cidades de Marseille, Toulon, Saint-Tropez e Nice, no litoral mediterrâneo, e Draguignan, Avignon e Nimes, no interior do país. Mais ou menos no centro do polígono, está a cidade de Aix-en-Provence. A região possui grande variedade de uvas e produz vinhos tintos, rosés e brancos. As suas principais AOC são Côtes de Provence, Bandol, Coteaux d'Aix, Les Baux-de-Provence e Coteaux Varois.

As principais uvas são: Braquet, Cabernet Sauvignon, Carignan, Cinsault (Cinsaut), Grenache, Mouvèdre, Fuella, Syrah, Tibouren Bourbou.

Um brinde aos Rosés e Saúde !!!



Caminhada por Gordes (uma village perché, ou seja, uma aldeia
incrustada em elevação rochosa, datada da idade média.

quarta-feira, novembro 08, 2006

Sugestão da Semana - Punto Final Malbec

A sugestão desta semana é o Punto Final Malbec Reserva 2004, da Bodega Renacer, de Mendoza, Argentina, que está chegando pela primeira vez ao Brasil.

É um Malbec elegante, com notas de ameixa e amora. Possui toques minerais e nuances florais e de café. Na boca é cremoso e possui um longo e refrescante final. Foram feitas apenas 3.000 caixas. Recebeu 91 pontos da Revista Wine Spectator.

Onde Encontrar:
Terramatter: (21) 3385- 4675
Preço Sugerido: R$ 89,00



Mais alguns dados:

Composição: 100% Malbec de dois vinhedos (50% de La Consulta e 50% de Agrelo).
Vinhedos: de mais de 50 anos.
Colheita: manual em caixas plásticas de 17 quilos.
Maceração: durante sete dias a 8ºC.
Fermentação alcoólica: durante 15 dias em tanques de aço inoxidável a uma temperatura de 27 a 31ºC.
Fermentação malolática: em barricas.
Amadurecimento: 100% em barricas de carvalho francês durante 16 meses.
Estabilização em garrafas: seis meses.